Jos Verstappen

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Jos Verstappen
Verstappen como piloto da A1GP, em 2005.
Informações pessoais
Nacionalidade Países Baixos Neerlandesa
Registros na Fórmula 1
Temporadas 19941998, 20002001, 2003
Equipes Benetton, Simtek, Footwork, Tyrrell, Stewart, Arrows, Minardi
GPs disputados 107
Títulos 0
Vitórias 0
Pódios 2
Pontos 17
Pole positions 0
Voltas mais rápidas 0
Primeiro GP GP do Brasil de 1994
Último GP GP do Japão de 2003

Johannes Franciscus "Jos" Verstappen (Montfort, 4 de março de 1972) é um ex-piloto de Fórmula 1 dos Países Baixos.

Início da carreira[editar | editar código-fonte]

Verstappen iniciou a carreira no kart aos 8 anos, participando de competições nacionais logo em seguida. Em 1984, sagrou-se campeão holandês júnior. Continuou com sucesso, ganhando dois títulos europeus e muitas corridas internacionais em 1989.

Ao final de 1991 ele se transferiu para as categorias de monopostos. Pilotou na Fórmula Opel Lotus, uma modalidade em que carros idênticos disputam entre si. Ele ganhou o compeonato europeu em seu primeiro ano, recebendo uma proposta para pilotar na Fórmula 3 pela Van Amersfoort Racing, por que passaram outros pilotos como seus compatriotas Christijan Albers e Tom Coronel e o belga Bas Leinders. Durante aquela temporada européia de inverno, ele correu pela New Zealand Formula Atlantic. Posteriormente, na Fórmula 3, ele venceu muitas competições internacionais, incluindo a Marlboro Masters 1993 e o campeonato alemão de Fórmula 3.

A1GP[editar | editar código-fonte]

Na temporada 2005-2006 da A1 GP foi o representante da equipe holandesa na categoria. Conquistou uma vitória, na África do Sul, dois pódios e fez 69 pontos, chegando à 7ª posição no geral.

Carreira na F1[editar | editar código-fonte]

Ingressou na categoria em 1994, quando assinou com a Benetton-Ford para ser piloto de testes. Os titulares eram o alemão Michael Schumacher e o finlandês Jyrki Järvilehto. Durante os testes da pré-temporada, Lehto sofreu um grave acidente e necessitou de 2 meses para recuperar-se. Assim, Verstappen assumiu o cockpit do carro número 6 nas duas primeiras corridas: GP do Brasil, em Interlagos, quando chegou a andar à frente de Schumacher nos primeiros treinos mas, após largar em nono lugar, abandonou devido a um múltiplo e espetacular acidente, envolvendo Martin Brundle (McLaren), Eddie Irvine (Jordan) e Eric Bernard (Ligier), na volta de número 34 (a prova foi vencida por seu companheiro, Michael Schumacher); GP do Pacífico, onde largou em décimo e abandonou devido a uma rodada (prova também vencida por Schumacher).

Na sequência desta temporada, retornou ao cockpit do carro titular da Benetton 3 meses depois (período em que Lehto retornou à titularidade mas, após fracos resultados, acabou afastado), no GP da França, quando largou em 8º e abandonou após rodar, sozinho. Correu mais 7 provas pela equipe, obtendo, como melhor posição de largada, um 6º lugar (na Bélgica). Seus melhores resultados, em provas, foram dois terceiros lugares (Hungria e Bélgica, e um 5º lugar, em Portugal.

Após o Grande Prêmio da Europa, retornou à condição de reserva, dando lugar ao inglês Johnny Herbert. Finalizou a temporada com 10 pontos, ocupando a 10ª colocação.

Em 1995, continuou como piloto de testes da Benetton-Renault, mas também pilotou, como titular, na equipe Simtek. Disputou os primeiros 5 GPs (o time encerrou suas atividades após este período), obtendo, como melhor posição de largada, um 14º lugar, na Argentina (à frente de carros, teoricamente, superiores, como Tyrrell, McLaren, Ligier e Sauber), onde, durante a prova, chegou a andar na 6ª posição. Seu melhor resultado, em provas, foi na Espanha, quando terminou em 12º lugar.

Em 1996, assinou com a equipe Arrows, sendo parceiro do brasileiro Ricardo Rosset. Na Argentina, obteve seus melhores resultados neste ano: 7º lugar na largada (à frente dos dois carros da McLaren e de uma Ferrari) e 6º lugar na corrida, onde conseguiu, nas últimas voltas, evitar as tentativas de ultrapassagem de David Coulthard, da McLaren. Concluiu a temporada com 1 ponto, na 16ª colocação.

Em 1997, trocou, mais uma vez, de equipe. Substituído pelo então campeão mundial Damon Hill na Arrows, assinou contrato com a lendária equipe Tyrrell, que já dava seus últimos suspiros na categoria. Devido a fragilidade do carro, não marcou pontos neste campeonato, onde obteve, como melhor posição de largada, um 14º lugar (Canadá). Nas corridas, concluiu o GP de Mônaco na 8ª colocação.

Em 1998, começou o ano como reserva na equipe Stewart Grand Prix, assumindo o posto de titular, ao lado do brasileiro Rubens Barrichello, a partir do Grande Prêmio da França, onde obteve sua melhor posição de chegada (12º lugar). Sua melhor posição de largada foi no GP da Áustria (12º posto). Encerrou o ano sem marcar pontos.

Em 1999, decidiu participar do programa de desenvolvimento da Honda, que visava estrear na categoria em 2000. Com um carro pronto, treinou nas pistas que compunham o calendário daquele ano, mas a montadora japonesa decidiu adiar seus planos devido à morte de Harvey Posthlethwaite, o projetista do time.

Para a temporada de 2000, aceitou o convite para retornar à Arrows. Após fracos desempenhos nos últimos 2 anos, a equipe apresentou um bom carro, permitindo bons resultados aos seus pilotos (seu parceiro de equipe era Pedro De La Rosa. Verstappen somou 5 pontos, terminando em 12º lugar no campeonato (3 pontos a mais que seu companheiro). Seus melhores resultados: largou em 8º lugar na Grã-Bretanha (onde chegou a ocupar a pole position nos minutos finais), e concluiu o GP da Itália em 4º lugar.

Permaneceu na Arrows em 2001, tendo, como companheiro de equipe, o brasileiro Enrique Bernoldi. O time, tentando melhorar ainda mais seu desempenho, realizou inúmeras modificações em seu projeto, mas acabou produzindo um carro ruim. Verstappen marcou apenas 1 ponto nesta temporada, graças ao 6º lugar na Áustria, e teve, como melhor posição de largada, um 13º lugar no Canadá. Neste ano, obteve alguns momentos de destaque: retirou o colombiano Juan Pablo Montoya (Williams), então líder da prova, no momento em que tomava 1 volta do mesmo, no Brasil, e travou um empolgante duelo com o finlandês Mika Hakkinen, da McLaren (então já bicampeão do mundo), na Malásia, disputando a 3ª colocação, durante um determinado momento da prova. Concluiu o certame na 18ª colocação.

Em 2002, não disputou o campeonato. Retornou em 2003, ao volante de um carro da equipe Minardi (considerada a pior da categoria), tendo, como companheiro, o dinamarquês Nicolas Kiesa. Após liderar os primeiros treinos (sexta-feira) para o GP do França (graças às chuvas e ausências dos carros de ponta nesta sessão), largou em 15º lugar nesta etapa, seu melhor resultado em treinos no ano. Na corrida, terminou em 9º (apenas uma posição abaixo da zona de pontuação), também seu melhor resultado na temporada. Concluiu o campeonato, novamente, sem marcar pontos. Em 2004, esteve próximo de assinar com a Jordan, mas a equipe preferiu o italiano Giorgio Pantano, e o holandês deu um ponto final em sua carreira na Fórmula 1.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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