Arrows

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Reino Unido Arrows
Nome completo Arrows Grand Prix International
Sede Milton Keynes,  Reino Unido
Chefe de equipe Reino Unido Tom Walkinshaw
Diretor técnico Reino Unido Heini Mader
Pilotos
Pilotos de teste
Chassis
Motor Ford, BMW, Megatron, Yamaha, Arrows (motor próprio), Supertec, Asiatech e Cosworth
Pneus Goodyear, Michelin, Pirelli e Bridgestone
Histórico na Fórmula 1
Estréia Brasil GP do Brasil, 1978
Último GP Alemanha GP da Alemanha, 2002
Corridas concluídas 368 (355 largadas)
Campeã de construtores 0 (5° lugar em 1988
Vitórias 0
Pole Position 1
Voltas rápidas 0
Pontos 164
Posição no último campeonato
(2002)
11º (2 pontos)

Arrows Grand Prix International (ou apenas Arrows) foi uma equipe de Fórmula 1 que esteve em atividade entre 1978 e 2002. Vendida em 1991, se chamou deste ano até 1996 de Footwork.

Foi fundada em 1977, por Franco Ambrosio (A), Alan Rees (R, Rees colocou um segundo R para dar mais sonoridade), Jackie Oliver (O), Dave Wass (W) e Tony Southgate (S) quando Oliver (já aposentado como piloto), Wass e Southgate deixaram a equipe Shadow.

Estreia na F-1 - a era Ford: 1978-1984[editar | editar código-fonte]

A equipe começou em Milton Keynes, na Inglaterra, e produziu seu primeiro carro de Fórmula 1 em apenas 53 dias. A Arrows assinou contrato com o italiano Riccardo Patrese, assim que ele conquistou pontos no GP dos EUA (Oeste), em Long Beach, na terceira corrida com o carro. Também em 1978, Patrese chegou a ser impedido de disputar o GP dos Estados Unidos por conta de seu envolvimento no acidente que matou o sueco Ronnie Peterson, em Monza - o italiano tocara no McLaren de James Hunt, e o inglês acertou o Lotus de Peterson. Antes, havia conquistado o primeiro pódio justamente no GP da Suécia, país natal de Peterson.

Até 1981, Patrese foi o principal piloto da Arrows, tendo conquistado a única pole da equipe, novamente no GP dos EUA (Oeste). O desempenho do italiano, que superou seus companheiros de equipe (Rolf Stommelen, Jochen Mass, Mike Thackwell, Manfred Winkelhock, Siegfried Stohr e Jacques Villeneuve Sr.) com folga lhe renderam sua contratação pela equipe Brabham.

BMW/Megatron e volta dos motores Ford: 1984-1990[editar | editar código-fonte]

O Arrows A10, pilotado por Eddie Cheever e Derek Warwick nas temporadas de 1987 e 1988.

Em 1984, com motor BMW e patrocínio da empresa de cigarros Barclay, a equipe conseguiu o 9º lugar no campeonato de construtores (melhor resultado: quinto lugar de Thierry Boutsen em Ímola) e 8º no ano seguinte (melhor resultado: segundo lugar do próprio Boutsen na mesma pista, graças à desclassificação de Alain Prost - o belga havia cruzado a linha de chegada em terceiro). Em 1987 a BMW retirou seu apoio e o motor foi trocado por um Megatron. Mesmo assim, a equipe britânica teve suas melhores temporadas, terminando em 6º lugar, em 1987 (11 pontos), e 4º, em 1988 (23 pontos).

Período como Footwork: 1991-1996[editar | editar código-fonte]

O empresário japonês Wataru Ohashi oficializou a compra da Arrows em 1990, e o carro passou a utilizar o logo Footwork International Inc, embora continuasse sendo tratada com o nome original durante a temporada. A equipe foi oficialmente renomeada Footwork em 1991, firmando um acordo para correr com os motores da Porsche, mas cujos propulsores não renderam o esperado, e no ano seguinte adotou motores Mugen-Honda. Até 1996, a equipe disputou corridas com a denominação de Footwork, quando foi vendida para Tom Walkinshaw no mesmo ano.

Nova fase: 1997-1999[editar | editar código-fonte]

Em março de 1996, Tom Walkinshaw comprou parte das ações da equipe, e em setembro, anunciou a contratação do campeão mundial Damon Hill e, para pagar o alto salário do inglês, o milionário brasileiro Pedro Paulo Diniz (ex-Forti e Ligier) também seria contratado, para que levasse seus patrocinadores ao time. Esteve prestes a conquistar sua primeira vitória na F-1 no GP da Hungria: Hill, que largou em nono, liderava até as últimas três voltas da prova, mas uma falha no câmbioimpediu o feito, deixando a vitória para Jacques Villeneuve, relegando o inglês em segundo. Nos anos seguintes, Walkinshaw comprou o resto das participações de Oliver. Brian Hart, que tem sido o fornecedor de motores desde 1995, foi contratado pela equipe para desenhar os motores da Yamaha e, em 1998, os motores batizados com o nome da equipe, que mantém Diniz e contrata o finlandês Mika Salo, que faz boa corrida em Mônaco e obtém um quarto lugar (melhor colocação do time no ano). Pedro Paulo também teria boa atuação, agora em Spa-Francorchamps, ao terminar em quinto.

Para 1999, a Arrows, que tinha contrato com Salo, dispensa o finlandês e em seu lugar, contrata o espanhol Pedro de la Rosa e, para o lugar de Diniz, o japonês Toranosuke Takagi. De la Rosa marca o único ponto do time de Walkinshaw logo em sua estreia, no GP da Austrália, e este ponto garante o nono lugar à Arrows.

Altos e baixos: 2000-2001[editar | editar código-fonte]

Arrows A21, guiado por Verstappen e De La Rosa em 2000.

Na temporada de 2000, Takagi é dispensado e o holandês Jos Verstappen acertaria seu retorno à Arrows, que mantém De la Rosa. Os chassis, batizados A21, eram equipados com motores Supertec, que se não era o motor mais potente, era muito bom e tinha sido desenvolvido um pouco mais para esta estação. Aliado a um pacote de aerodinâmica e boa retaguarda e estabilidade, ele permitiu ao A21 estabelecer, consistentemente, a melhor velocidade em linha reta nos circuitos. Tanto Verstappen quanto De la Rosa tinham sido competitivos dentro de um campo próximo, e o holandês marcaria cinco pontos, contra dois do espanhol, garantindo à Arrows o sétimo lugar no campeonato de construtores.

Com a mudança dos motores Supertec para os Asiatech V10 (que na verdade eram motores Peugeot recondicionados) e a perda de pessoal em 2001, a equipe teve um desempenho muito fraco, e Walkinshaw decidiu substituir De la Rosa pelo estreante brasileiro Enrique Bernoldi. A equipe lutou por toda a temporada, e Verstappen marcou os únicos pontos da equipe na Áustria, embora seu melhor desempenho no ano tenha ocorrido na Malásia, quando ele chegou a estar em terceiro lugar (Verstappen tinha decidido largar sem asa no carro em Sepang). Outro momento marcante aconteceria com Bernoldi em Monte Carlo: com um carro inferior, resistiu aos ataques de David Coulthard, que havia ficado parado no grid na volta de apresentação, por 35 voltas. O brasileiro chegou a ser repreendido por Ron Dennis, então manager da McLaren.

A falência: 2002-2003[editar | editar código-fonte]

Heinz-Harald Frentzen e Enrique Bernoldi nos treinos para o GP da França. Ambos não se classificaram para o grid.

Em 2002, Tom Walkinshaw fez um acordo para usar motores Cosworth V10 e seguiria com Bernoldi (com o apoio da Red Bull) mas rescindiu o contrato de Verstappen. Para seu lugar, veio o experiente alemão Heinz-Harald Frentzen, disponível desde que a equipe Prost encerrou suas atividades no início do ano. Sem dinheiro no meio da temporada, não conseguiu aparecer em todas as corridas no final do ano (Bernoldi e Frentzen chegaram a ser desclassificados do GP da Austrália por terem recebido ajuda externa dos comissários de pista para retornarem à corrida). Como resultado, ela foi à liquidação no final da temporada. Um detalhe doloroso é que foi oferecido à Verstappen um contrato-teste naquele mesmo ano na Ferrari, mas o holandês recusou a oferta porque ele respeitara o contrato com a Arrows.

Outra consequência da liquidação no final da estação foi o fechamento da Tom Walkinshaw Racing. Um consórcio, liderado por Charles Nickerson, amigo de Walkinshaw, comprou o patrimônio da equipe, acreditando que, juntamente com a compra do espólio da Prost, ganharia entrada da temporada de 2003, mas foi barrado pela FIA. A equipe faliu no começo desse mesmo ano.

Os chassis e os direitos de propriedade intelectual pelo chassis foram mais tarde comprados por Paul Stoddart, e depois passados à equipe Minardi como um potencial substituto para o chassis de sua própria equipe. A equipe Super Aguri F1 comprou os carros de 2002 e utilizou como os SA05 durante as primeiras corridas da temporada de 2006 – eles também estão baseados da antiga fábrica da Arrows em Leafield.

Em sua história, a Arrows estabeleceu um recorde nada invejável de 368 corridas sem vitórias.

Estatísticas da equipe[editar | editar código-fonte]

  • GPs disputados: 368 (355 largadas)
  • Vitórias: 0
  • Poles: 1 (com Riccardo Patrese, no GP dos EUA-Oeste de 1983)
  • Pódios: 9 (4 com Riccardo Patrese, dois com Eddie Cheever, um com Thierry Boutsen, um com Damon Hill, um com Gianni Morbidelli)
  • Primeira corrida: GP do Brasil, 1978
  • Última corrida: GP da Alemanha, 2002