Taki Inoue

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Taki Inoue
Nome completo Takachiho Inoue
Nacionalidade    Japão Japonês
Data de nascimento 5 de setembro de 1963 (51 anos)
Registros na Fórmula 1
Anos 1994-1995
Times 2 (Simtek e Footwork)
Campeonatos 0 (24º em 1995)
Pontos 0
Voltas mais rápidas 0
Primeiro GP GP do Japão, Suzuka, 1994
Último GP GP da Austrália, Adelaide, 1995
GPs Poles Pódios Vitórias
18 0 0 0

Takachiho Inoue (井上隆智穂 - Inoue Takachiho) (Kobe, 5 de setembro de 1963), popularmente conhecido por Taki Inoue, é um ex-automobilista japonês.

O início[editar | editar código-fonte]

Carreira no Japão e chegada à Inglaterra[editar | editar código-fonte]

Aos 22 anos, começou a carreira em categorias de turismo no Japão, passando depois para os monopostos. Mesmo nas categorias japonesas, nunca se destacou. Em 1987, freqüentou a escola de pilotagem Jim Russell, na Inglaterra, onde desconhecia a língua local e os circuitos do país. Além de algumas técnicas, cunhou uma frase que aprendeu com seu antigo patrão na F-1600: "Dinheiro é corrida. Sem dinheiro, sem corrida". Mesmo com os problemas de adaptação, disputou a Fórmula Ford britânica em 1988 antes de voltar ao seu país.

Fórmula 3000[editar | editar código-fonte]

Sem dinheiro para pernanecer na disputa da F-Ford, Inoue voltou ao Japão para disputar a Fórmula 3000 nacional (atual Fórmula Nippon), conseguindo a proeza de ficar cinco anos sem subir ao pódio. Em 1994, voltou à Europa, desta vez com mais dinheiro em seus bolsos.

Contratado pela equipe Super Nova para o Campeonato Europeu de F-3000, seu companheiro de time seria o italiano Vincenzo Sospiri, que disputou o título até o final com os franceses Franck Lagorce e Jean-Christophe Boullion, que se sagraria campeão.

Em contraste com Sospiri, Inoue foi incapaz de marcar pontos, tendo como melhor resultado um nono lugar na primeira corrida da rodada dupla ocorrida no Circuito do Estoril.

A lentidão de Inoue era tão perceptível a ponto de, na largada do Grande Prêmio da Sicília, ter que diminuir a velocidade a tempo e desviar de 6 carros atravessados na pista após um acidente na primeira curva.

Carreira n F-1[editar | editar código-fonte]

Simtek[editar | editar código-fonte]

Ao final de 1994, a Fórmula 1 tinha equipes em estado terminal. Larrousse, Footwork, Simtek, Pacific e a tradicional Lotus procuravam desesperadas por um pay driver (piloto pagante, em inglês) que pudessem contornar a crise financeira que viviam. A Simtek ofereceu um teste para Inoue e Sospiri, que, embora fosse mais rápido, o japonês tinha a seu favor dois fatores: possuir um suporte financeiro maior que o de Sospiri, e o fato da corrida seguinte ser em Suzuka.

Vencendo a disputa com o italiano, Inoue teve a primeira oportunidade. Após os treinos de sexta, ficou à frente apenas dos carros da Pacific, embora tivesse ficado a mais de 3 segundos de seu companheiro de equipe, o australiano David Brabham. Para sorte de Inoue, assim que começou o treino de sábado, a chuva caiu em Suzuka.

Muitos acreditavam que ele não era um piloto ruim, mas nas palavras de seu compatriota Ukyo Katayama, ele era "uma porcaria".

A chuva continuou no domingo. Ainda durante a volta de apresentação, o câmbio do S941 ficou sem a quinta marcha. Na terceira volta, enquanto perseguia a Minardi do experiente italiano Michele Alboreto, Inoue aquaplanou na reta dos boxes, batendo no muro. Sem dinheiro para correr a última prova, realizada na Austrália, foi dispensado pela Simtek.

Footwork-Arrows: Um celeiro de trapalhadas[editar | editar código-fonte]

Inoue pilotando a Footwork em Silverstone, em 1995.

Em 1995, Inoue chegou a um acordo com a Footwork no valor de US$ 4,5 milhões (supostamente levantados com movimentações financeiras ilegais), ocupando o lugar do brasileiro Christian Fittipaldi, que foi para a CART. Sua temporada foi marcada por uma série de acontecimentos bizarros:

No GP do Brasil, um grande incêndio no motor Hart minou a participação de Inoue na prova. No segundo GP, na Argentina, se classificou com um tempo 10 segundos mais lento que o de Gianni Morbidelli, e abandonou após rodar. Em Ímola, bateu.

A capotagem em Mônaco[editar | editar código-fonte]

Inoue no treino livre do GP de Mônaco de 1995, quando sua Footwork ficou destruída após levar um toque do safety car.

No GP de Mônaco, ele estava conseguindo manter-se no ritmo de Morbidelli, mas, no treino livre de sábado, ao perceber a aproximação da Sauber de Heinz-Harald Frentzen, ele abriu na curva Mirabeau e tirou o pé. O carro, inesperadamente, parou. Ele conseguiu que um guincho rebocasse o carro para os boxes (isto levaria uma volta inteira, pois o carro havia passado da entrada dos boxes). Enquanto o caminhão puxava Inoue e seu carro pelas ruas monegascas, o safety car iniciou uma volta de inspeção da pista, e contra todas as possibilidades, o lendário piloto francês de ralis Jean Ragnotti, que dirigia o carro, encheu a traseira da Footwork, destruindo-o e deixando-o de ponta-cabeça. Inoue saiu com uma concussão.

No Canadá, ele conseguiu um honroso nono lugar. Mas em Magny-Cours, ele e Katayama se encontraram ainda na primeira volta. Sobreveio outra rodada em Silverstone, e também teve um câmbio quebrado em Hockenheim. Então, veio a corrida na Hungria.

O atropelamento na Hungria[editar | editar código-fonte]

Inoue conseguiu se classificar em Hungaroring à frente do novato italiano Max Papis, que faria sucesso na CART alguns anos depois, sendo mais de 1 segundo mais rápido. Durante a prova, o motor Hart estourou, e Inoue encostou o carro após um princípio de incêndio. Ciente de que seria ele que pagasse pelo estrago, o japonês saltou rapidamente, e, ao se aproximar de um bombeiro, tomou o extintor e tentou apagar o fogo. Desesperado, Inoue correu para trás do carro, mas acabou atropelado pelo carro de socorro, que vinha buscá-lo. O japonês rolou por cima do capô, caiu em pé, e finalmente foi ao chão, sentindo a perna esquerda. Um dos bombeiros, ao invés de acudi-lo, tomou o extintor das mãos do japonês.

Recuperado para o GP seguinte, na Bélgica, terminou em décimo segundo lugar. Em Monza, Damon Hill (Williams-Renault) o acusou de bloquear a sua passagem enquanto lutava pela liderança com Michael Schumacher (Benetton-Renault), resultando em mais uma colisão entre ambos os postulantes ao título.

Alheio a isso, Inoue terminou em oitavo. No Estoril, ele foi décimo-quinto, com destaque para o fato de ter estado, durante 12 minutos do treino de sexta, na pole provisória. Se Inoue parecia progredir na pista, fora dela, ele também fez das suasaprontava, anunciando que deixaria de tomar vinho tinto francês, sua bebida favorida, como boicote aos testes nucleares levados a cabo pela França no Atol de Mururoa. Naquela altura, depois de quatro corridas ao lado de Max Papis, o japonês se classificou melhor no grid três vezes.

No entanto, o final da única temporada completa de Inoue não foi bom. Sofreu quebras em Nurburgring e Aida, chegou em último lugar em Suzuka, e sofreu mais uma rodada em Adelaide - estava olhando no retrovisor a aproximação de Schumacher, e se esqueceu da curva.

A contratação pela Minardi e seu sumiço[editar | editar código-fonte]

Apesar dos "micos" que pagou com a Footwork, Inoue manteve-se no grid para 1996. Ele chegou a fazer lobby por uma vaga na Tyrrell - foi impedido por imposição da Mild Seven, que manteve a dupla Katayama-Mika Salo - , mas acertou com a equipe Minardi, pagando US$ 3 milhões pela temporada. Mas, na última hora, um patrocinador decidiu cancelar o contrato, deixando Inoue sem equipe - para o seu lugar, a Minardi contratou Giancarlo Fisichella.

Após breves incursões em sport-cars, ele se aposentou das pistas no final de 1999, e desde então administra pilotos locais.

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