Ukyo Katayama

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Ukyo Katayama
Ukyo Katayama, em 2008.
Informações pessoais
Nacionalidade Japão Japonesa
Registros na Fórmula 1
Temporadas 19921997
Equipes Larrousse, Tyrrell, Minardi
GPs disputados 97 (95 largadas)
Títulos 0
Vitórias 0
Pódios 0
Pontos 5
Pole positions 0
Voltas mais rápidas 0
Primeiro GP Grande Prêmio da África do Sul de 1992
Último GP Grande Prêmio da Europa de 1997
Registros nas 24 Horas de Le Mans
Anos 1998-1999
Equipes Toyota Team Europe
Melhor posição 2º (1999)
Vitória na classe 1 (1999)

Ukyo Katayama (片山 右京, Katayama Ukyō?, Tóquio, 29 de maio de 1963) é um piloto japonês de automobilismo.

Começo da carreira[editar | editar código-fonte]

Ele é um dos muitos pilotos japoneses a tentar uma carreira na Fórmula 1 sem causar grande impacto. Apesar de todos estes fatores, Katayama era popular no paddock por seu constante bom humor e senso de autocrítica ("É possível fazer mais por este automóvel - o único problema é a minha direção!").

Katayama foi o primeiro a correr na Europa em 1986, na França, antes de retornar para "casa" (Japão) e vencer a F-3000 local em 1991.

Chegada à Fórmula 1 - Larrousse[editar | editar código-fonte]

O seu patrocinador (Cabin Club) arranjou um lugar para Katayama em 1992, com a modesta equipe Larrousse. O carro não era confiável e tinha um desempenho mediano, e seu companheiro de equipe, o franco-belga-luxemburguês Bertrand Gachot ficava com a maioria dos escassos recursos da equipe. Porém, Katayama impressionou ao estar em quinto lugar no Grande Prêmio do Canadá até o motor do seu carro estourar, e de obter dois nonos lugares na temporada. Infelizmente, o ano foi também lembrado por duas colisões embaraçosas com Gachot, no Canadá e em casa, no Japão.

Auge: Tyrrell[editar | editar código-fonte]

A Cabin Club conseguiu arranjar uma troca com a tradicional Tyrrell para 1993, mas a equipe não passava por uma boa fase, com o provisório 020C já com três anos de uso e o novo 021 provando não ser competitivo. O décimo lugar no Grande Prêmio da Hungria foi o melhor resultado do nipônico, em um ano no qual ele atraiu mais a atenção pelos acidentes em que se envolveu.

O ano de 1994 foi uma considerável reviravolta para a Tyrrell e Katayama. Ele impressionou com o novo 022, conseguindo dois quinto lugares e um sexto. Ele impressionou também pelos excelentes desempenhos nas qualificações para os Grandes Prêmios, largando na terceira posição do Grande Prêmio da Alemanha até ter que abandonar a corrida na sexta volta por problemas no regulador do carro, e pela oportunidade de contar com o experiente companheiro de equipe Mark Blundell.

Queda de rendimento e o diagnóstico de câncer[editar | editar código-fonte]

Ele renovou o contrato com a Tyrrell pelas duas próximas temporadas, mas apresentou uma queda no seu desempenho, sendo dois sétimos lugares os seus melhores resultados de todas as duas temporadas. Seu companheiro de equipe, o finlandês Mika Salo, conseguiu ter um desempenho bem superior ao seu. Durante esses dois anos, o seu hábito de envolver-se em acidentes retornou, com um rodopio na largada do Grande Prêmio de Portugal de 1995, e, como Katayama é um homem de baixa estatura, foi extremamente prejudicado pela decisão de aumentarem a altura das placas de proteção do cockpit, em resposta ao acidente que tirou a vida de Ayrton Senna. Porém, mais tarde surgiria a informação de que no final de 1994 ele havia sido diagnosticado com um câncer nas costas. Devido ao seus compromissos na Fórmula 1, o tratamento foi retardado e ele sentia dores. Katayama não anunciou isso até ele se retirar da F-1, pois não queria que ninguém tivesse pena dele e servisse de desculpas para o seu baixo desempenho.

1997: Minardi e adeus à F-1[editar | editar código-fonte]

Depois de deixar a Tyrrell, seu novo patrocinador, a Mild Seven, arranjou-lhe um lugar na Minardi, mas o time de Faenza não passava também por uma boa fase, e dois décimos lugares foram seus dois melhores resultados na temporada. No GP disputado em seu país, Katayama, visivelmente emocionado, anunciou sua retirada da Fórmula 1.

Paixão pelo montanhismo e desilusão nas 24 horas de Le Mans de 1999[editar | editar código-fonte]

Ainda popular em seu país natal, Katayama tem participado de corridas em carros esportivos e Gran Turismo, bem como a sua outra paixão, o montanhismo. Um dos seus melhores desempenhos, após ter deixado a F1, foi nas 24 Horas de Le Mans de 1999, quando durante a última hora da corrida, em seu Toyota GT-One (nome alternativo do TS020) compartilhado com seus compatriotas, o "Dori king" Keiichi Tsuchiya e o competente Toshio Suzuki, no momento em que ele se distanciava do segundo colocado, uma BMW, seu carro teve um pneu furado e ele teve que retornar para a troca de pneus. Nesse processo, o GT-One perdeu a liderança e também a corrida. O GT-One terminaria na vice-liderança, uma volta atrás da vencedora BMW. Como prêmio de consolação, o GT-One venceria a classe LMGTP, na qual corria, embora ele tenha sido o único carro da classe a terminar a corrida.

Ele participou de 97 GP's, estreando em 1 de março de 1992. Marcou cinco pontos no campeonato.

Ele é freqüentemente chamado de Kamikaze Ukyo, "Katagrama" ou simplesmente Kamikaze.

Curiosidades[editar | editar código-fonte]

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  • No Brasil, Ukyo Katayama era chamado de "Katagrama" (mais explicitamente Cata-Grama, "comedor de grama"), devido aos seus constantes abandonos de corridas (foram 62 em 97 corridas, significando o abandono de duas em cada três corridas). Foi exatamente um trocadilho local que reforçou sua alcunha de "Kamikaze".
  • Em 1997, ele foi o juiz convidado do programa da televisão japonesa produzido pela FujiTV, Iron Chef.
  • Em 2001, ele escalou a sexta montanha mais alta do mundo, a Cho Oyu. Em 1 de Dezembro de 2006, foi anunciado que ele havia conseguido realizar um dos sonhos de sua vida ao escalar o Manaslu, a oitava montanha mais alta do mundo, depois de uma tentativa fracassada em 2004.[1]

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. "Katayama escala o Monte Manaslu", Autosport.com, 1 de dezembro de 2006. Página visitada em 1 de dezembro de 2006.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]