Toyota GT-One

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Toyota TS020
Toyota Gt-One TS020
Toyota GT-One, do ano de 1999, em exposição no museu da Toyota, Japão.
Visão Global
Produção 1997-1999
Fabricante JapãoToyota
AlemanhaTTE
ItáliaDallara
Modelo
Classe GT1 e LMGTP
Designer Andre de Cortanze
Ficha técnica
Motor Toyota R36V 3.6l V8 twin-turbo Garrett (600bhp @ 6000rpm)[1]
Transmissão TTE 6 velocidades sequencial manual[1]
Layout MR
Modelos relacionados Toyota TS030 Hybrid
Audi R8C
Mercedes CLR
Porsche 911 GT1
Bentley Speed 8
Dimensões
Peso 903 kg[1]
Tanque 90 l[1]
Último
Último
Próximo
Próximo


O Toyota GT-One (em japonês: トヨタジーティーワン、), ou Toyota TS020, [nota 1] é um carro de corrida desenvolvido pela fabricante japonesa Toyota em associação com sua divisão de competição Toyota Team Europe, no ano de 1997 em Colónia, Alemanha, para competir no evento automobilístico das 24 Horas de Le Mans em 1998 e posteriormente em 1999 em Le Mans, França.[2]

O projeto foi desenvolvido por Andre de Cortanze,[1] [3] exclusivamente para substituir os ultrapassados carros da Toyota que competiam na classe Group C que tornaram a fabricante, outrora, bem sucedida na competição. Apesar de ter se destacado em desempenho o carro não obteve importantes vitórias nos eventos em que participou, obtendo como melhor posição a segunda colocação nas 24 Horas de Le Mans 1999 e no evento japonês 1000 km de Fuji 1999.

Apesar da mal sucedida campanha em 1998 e únicos dois segundos lugares em 1999 a Toyota considerou o carro como uma de suas melhores campanhas no desporto automobilístico, visto que o último bom resultado pela Toyota obtido em Le Mans aconteceu em 1994 com um segundo lugar.[4] O Toyota GT-One se tornou ao longo dos anos um ícone das 24 Horas de Le Mans por se diferenciar em inúmeras características que foram inovadoras na época o desenho integral do veículo em sistema computadorizado, o que ajudou a tornar um dos carros mais competitivos em Le Mans e com linhas de desenho bastante arrojadas para a época.

Projeto[editar | editar código-fonte]

1995–1996: antes do desenvolvimento[editar | editar código-fonte]

Após a extinção da categoria Group C nas 24 Horas de Le Mans de 1994, para introdução de categorias de GT em seu lugar, a Toyota decidiu alterar seus planos de forma a se tornar participativa nessa nova categoria, válida a partir da corrida do ano seguinte.[5] Contudo, o principal obstáculo enfrentando pela construtora eram as novas regras impostas pela Federação Internacional do Automóvel (FIA) e a Automobile Club de l'Ouest (ACO) para a categoria em 1995. Todo carro que competisse nessa categoria deveria ser construído a partir de um modelo de rua. Isso impedia que o Toyota 94C-V, antiga campanha da equipe, viesse a participar.[5] Sem possibilidades de utilizar seus recentes modelos do Group C, a montadora decide direcionar seus esforços para um novo projeto e ingressou com dois modelos diferentes de competição, todos preparados paras novas regras introduzidas pela FIA: o Toyota Supra LM GT e o Toyota MC8R, a partir da equipe SARD Racing Team.[6] [7]

Toyota 94 CV foi o sucesso da fabricante até a extinção do Group C.
SARD MC8 versão de rua com estrutura idêntica ao SARD MC8R necessário para homologação.

O Toyota Supra, sendo este referido como Toyota Supra LM GT, foi o primeiro modelo a ser introduzido para categoria GT1 em 1995. Em Le Mans, o carro obteve a 30º posição na qualificação.[8] Durante a prova, o veículo Supra começou a apresentar problemas em seu assoalho. Mais tarde a transmissão apresentou defeitos, fazendo com que o carro regressa-se aos boxes. Por seguinte os problemas relacionados ao assoalho do carro e a transmissão, começaram a gerar excessiva temperatura no cockpit dos pilotos. A equipe conseguira finalizar nas 24 Horas de Le Mans 1995 em décimo quarto lugar na sua categoria.[8] [6]

Toyota Supra GT LM

Ainda em 1995, foi introduzido o modelo Toyota MC8, versão de rua necessária para homologação do SARD MC8R. O carro ingressou no ano para competição em Le Mans mas abandonou a corrida quatorze voltas após o seu início.[9]

Em 1996 a equipe trouxe seus dois projetos de campanha as pistas novamente. Para esse ano, problemas relacionados ao assoalho do Toyota Supra GT LM se repetiram, incluindo defeitos no sistema de exaustão e/ou escapamento, problemas da temporada passada que não conseguiram ser solucionados aparentemente. Defeitos repetitivos no freio vinham acontecendo obrigando o carro a parar nos boxes. Na volta 205, o piloto Hidetoshi Mitsusada se envolveu em um acidente, fazendo com que o Toyota Supra LM GT abandonasse a competição.[10] O SARD MC8-R vinha competindo sem grandes problemas, apesar estar no campo inferior de competição, na penúltima posição. No final do ano a Toyota obteve como melhor posição o vigésimo quarto lugar.[11]

Com todos os esses problemas, a fabricante japonesa resolveu abandonar os seus lançamentos, e também retirou-se das 24 Horas de Le Mans 1997, para poder se direcionar para o projeto de um novo carro de GT para o evento do ano seguinte. Todavia, o carro SARD MC8-R, que havia até então sido liderado sob campanha da montadora japonesa, é ingressado em 1997. Sem apoio técnico direto, o carro não obteve o tempo necessário para que pudesse ingressar na corrida.[nota 2] [nota 3] [12]

1997: durante o desenvolvimento[editar | editar código-fonte]

Até então, a Toyota havia tendo apoio técnico diretamente das equipes envolvidas na construção de seus carros, como no caso de 1995 e 1996 com apoio da equipe SARD. No entanto para 1997 a Toyota decide tomar como apoio a sua própria divisão técnica de competição. Com sede em Colónia, Alemanha, a Toyota Team Europe em conjunto com a Dallara Automobili se envolvem na construção do novo carro. Andre de Cortanze, diretor técnico da divisão da Toyota e ex-designer na Fórmula 1, foi quem liderou os esforços.[13] Neste processo pranchetas de desenho, foram substituídas por sistemas avançados de CAD, o que permitia uma maior precisão no desenho.[14] Em janeiro de 1997, Cortanze termina de conceber o desenho do carro, onde a atenção em detalhes técnicos foram visivelmente centrados no tanque de combustível, para choques e nas entradas laterais de ar. Entretanto para concepção final do chassi, seriam necessários mais modificações como extensas horas em um túnel de evento na Itália.[carece de fontes?]

Andre de Cortanze
Para-choque do Toyota GT-One utilizando sistema honeycomb, criado através de sistema de CAD.

Para o benefício próprio, Cortanze havia explorado a regulamentação, estas colocadas pela Automobile Club de l'Ouest (ACO), principal órgão regulamentador do evento das 24 Horas de Le Mans, para desenvolver o novo carro da Toyota exclusivamente para classe GT1[1] . Como exigência, o modelo de rua necessário para homologação do carro de corrida, deveria possuir alguns requisitos como: duas poltronas e um espaço que comportasse pelo menos uma mala pequena.[nota 4]

Após nove meses de trabalho, a Toyota libera seu primeiro chassi em outubro de 1997,[15] em menos de um ano de trabalho previsto, desde o início do projeto. Para homologação do carro, seria necessário ainda a construção de uma versão de rua, para que pudesse participar na categoria inscrita. Norbert Kreyer, diretor técnico da divisão de motores da Toyota Team Europe, realizou ainda algumas modificações para aperfeiçoar o carro, como a redução do peso, o que garantia uma redução do consumo de combustível e o aumento do limite de velocidade final do carro.[2]

Em dezembro de 1997, a Toyota libera para testes o novo carro para sua campanha em 1998.[15]

Competição[editar | editar código-fonte]

24 Horas de Le Mans 1998[editar | editar código-fonte]

R390 GT1 LM
R390 GT1 LM
Porsche 911 GT1
Porsche 911 GT1
Toyota GT-One
Toyota GT-One

O primeiro aparecimento do novo protótipo da Toyota realizou-se no dia de ensaio oficial para as 24 Horas de Le Mans 1998, em maio.[15] Nesse dia três novos chassis do Toyota GT-One foram apresentados a público. Mais tarde, os carros iniciaram obtendo os melhores tempos nos treinos livres, com segundo, quinto, e décimo lugares. Posteriormente, para a semana da prova, todos os três carros repetiram seus bons desempenhos, qualificando-se em segundo, sétimo e oitavo lugares. [16] Seus principais concorrentes eram as fabricantes alemãs Mercedes-Benz, com modelo Mercedes-Benz CLK-LM, Porsche, com a nova versão do Porsche 911 GT1 e a Nissan com o Nissan R390 GT1 LM. A competição iniciou no dia 7 de junho de 1998. Iniciou marcada pela disputa entre Toyota e Mercedes-Benz, revezando inúmeras vezes os primeiros lugares, seguidos pelos veículos da Porsche e os da Nissan. A fabricante Porsche, contudo, marcou com nova geração de Porsche 911 GT1 a confiabilidade ao longo da competição, o que lhe rendeu o domínio no restante da prova. A primeira perda da equipe Toyota aconteceu nas horas inciais da corrida, com veículo número vinte e oito, do piloto Martin Brundle que sofreu um acidente em alta velocidade, ocasionado pela falha dos freios, onde colidiu fortemente em uma barreira de pneus. Os dois outros veículos continuaram a competir pelas dez primeiras posições. Perto do horário de encerramento, o Toyota GT-One número vinte e nove sofreu uma falha na caixa de transmissão, privando a Toyota de obter o melhor resultado da corrida. Assim, a equipe foi deixado o nono lugar na corrida, com a entrada do veículo número vinte e sete, que terminou a corrida vinte e duas voltas atrás do vencedor Porsche 911 GT1, após ser obrigado a regressar ao pit-stop pelo rompimento de um de seus pneus. O abandono dos três veículos da equipe foi um duro golpe para a fabricante Toyota, após a extensa temporada na fabricação e testes. [17]

Resultado[18] [editar | editar código-fonte]

Categoria Chassis Equipe Pilotos Veículo Treinos Qualificação
Motor
27
GT1
LM805
Japão Toyota Motorsport
Alemanha Toyota Team Europe
Japão Ukyo Katayama
Japão Toshio Suzuki
Japão Keiichi Tsuchiya
Toyota GT-One
9º - 326 voltas (25 do final)
Toyota R36V 3.6L Turbo V8
28
GT1
LM804
Japão Toyota Motorsport
Alemanha Toyota Team Europe
Reino Unido Martin Brundle
França Emmanuel Collard
França Eric Hélary
Toyota GT-One
DNF (Acidente) - 191 voltas
Toyota R36V 3.6L Turbo V8
29
GT1
LM802
Japão Toyota Motorsport
Alemanha Toyota Team Europe
BélgicaThierry Boutsen
Alemanha Ralf Kelleners
Reino Unido Geoff Lees
Toyota GT-One
DNF (Caixa de transmissão) - 330 voltas
Toyota R36V 3.6L Turbo V8

24 Horas de Le Mans 1999[editar | editar código-fonte]

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BMW V12 LMR, Audi R8R e Toyota GT-One (de acima a abaixo respectivamente).
1999BMWV12LMR.jpg
1999AudiR8R.jpg
Toyota TS020 GT One.jpg
Ukyo Katayama e Keiichi Tsuchiya pilotos da Toyota terminaram em 2° lugar.
Ukyo Katayama 2008.jpg
Keiichi Tsuchiya 2008 Super GT.jpg

Em Le Mans, ACO e FIA reuniram-se novamente para alterar os regulamentos das classes de Tourer, (GT1 e GT2), que exigiam uma grande quantidade de veículos de produção para as classes de GT, eliminando, assim, as lacunas no sistema original. A medida dura fez com que fabricantes de tradição como Porsche abandonassem o evento o que ocasionou o medo das autoridades de que houvesse um abandono em massa das principais fabricantes. Logo foi criada a classe LMGTP.[nota 5] A Toyota foi forçada a fazer alterações para o Toyota GT-One, assim como todos os seus concorrentes na classe. Mercedes-Benz lançou um novo veículo a Mercedes-Benz CLR, enquanto que Nissan e Panoz optaram por ingressar com carros de cockpit aberto.[17] A Audi decidiu construir carros para ambas as classes do evento, LMGTP e LMP, enquanto a BMW conservou a decisão pela classe LMP.[17] A Toyota decidiu seguir a rota da Mercedes e evoluir o GT-One em um protótipo de classe GTP. Embora a Mercedes-Benz tenha feito extensas modificações na CLK-GTR para se tornar o CLR, o GT-One já estava perto o suficiente para um protótipo da classe GTP.

A Toyota iniciou um extenso programa de testes, incluindo um teste de longa distância no circuito de Spa-Francorchamps, na Bélgica logo após a queda de neve. Na sessão oficial de testes em Le Mans, o GT-One's foram novamente rápidos, tomando o primeiro, terceiro e quinto tempos. Nesse ritmo, na fase de qualificação para a corrida, os três GT One’s obtiveram o primeiro, segundo e oitavo lugares.[19]

No início da corrida houve uma extensa troca de posições entre os principais concorrentes. Os carros da Toyota se mantiveram nas primeiras posições, apesar da luta constante com Mercedes-Benz. No entanto, falhas nos seus pneus Michelin, fornecedora da equipe durante toda a corrida, começaram a apresentar desgaste excessivo, causado principalmente pelo cascalho afiado que vinha sendo acidentalmente trazido para a superfície da pista pelos carros concorrentes. Com noventa voltas, o primeiro carro GT-One foi perdido quando sofreu um furo em um dos seus pneus. Danificado,o carro foi incapaz de retornar aos boxes, abandonando a corrida. No meio da corrida, outro GT-One foi perdido com mesmo problema o que provocou, sobretudo, um acidente em alta velocidade, danificando permanentemente o carro. Isso deixou a equipe somente com o carro número três, que ainda estava correndo entre as primeiras posições da corrida. A perda novamente de dois carros, como na temporada passada, concentrou os esforços para o único veículo restante. Sobretudo na competição, uma grande quantidade de equipes favoritas haviam sido eliminados. Todas as Mercedes foram eliminadas da corrida, vítimas de acidentes graves relacionados a problemas aerodinâmicos na Mercedes CLR. A Audi também tinha perdido dois de seus quatro carros. Os Audi R8C haviam retornado ao box. A Nissan tinha perdido seu novo Nissan R391, apesar do antigo modelo Courage C52 da equipe ainda estar competindo. BMW e Panoz foram os únicos times a continuarem sem problemas significantes.

Durante uma disputa final de posições, buscando a recuperação de terreno, Toyota e BMW travaram uma briga intensa pela vitória na corrida. Porém perto de uma passagem a um carro retardatário, uma BMW V12 LM, Toyota enfrentou um momento de dificuldade, o que somado a necessidade de ultrapassar o veículo e recuperar tempo em volta e ao estado debilitado dos pneus, provocou um acidente, com um pneu que estourou, levando o carro restante da Toyota ao pit-stop, perdendo a chance de vencer a corrida. Perto do encerramento, o retorno a corrida, ainda a frente dos veículos restantes da Audi, o que garantiu como prêmio, o segundo lugar geral, e ao mesmo tempo o título de vencedor da classe LMGTP, embora tenha sido o único carro dessa categoria a terminar.

Resultado[20] [editar | editar código-fonte]

Categoria Chassi Equipe Pilotos Veículo Treinos Qualificação
Motor
3
LM GTP
LM804
Japão Toyota Motorsport
Alemanha Toyota Team Europe
Japão Ukyo Katayama
Japão Toshio Suzuki
Japão Keiichi Tsuchiya
Toyota GT-One
2º - 364 voltas (1 do final)
Toyota R36V 3.6L Turbo V8
1
LM GTP
LM907
Japão Toyota Motorsport
Alemanha Toyota Team Europe
Reino Unido Martin Brundle
França Emmanuel Collard
Itália Vincenzo Sospiri
Toyota GT-One
Pole
DNF (Pneu furado) - 90 voltas
Toyota R36V 3.6L Turbo V8
2
LM GTP
LM804
Japão Toyota Motorsport
Alemanha Toyota Team Europe
BélgicaThierry Boutsen
Alemanha Ralf Kelleners
Reino Unido Allan McNish
Toyota GT-One
DNF (Acidente) - 173 voltas
Toyota R36V 3.6L Turbo V8

Cronologia[editar | editar código-fonte]

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Aqui se apresenta como foi a evolução do carro desde o processo de desenho até as competições.

  • Janeiro a Outubro de 1997

A Toyota Team Europe recebe o projeto da fabricante.

  • Outubro de 1997

O desenho final está pronto e são realizadas modificações e ajustes finais para melhorar o desempenho. A redução de peso é realizada.

  • Dezembro de 1997

O Toyota GT-One está desenhado e preparado para ser liberado para os testes.

  • Junho de 1998

Toyota GT-One realiza sua primeira aparição em Le Mans no dia 6 de junho de 1998, com três veículo de números vinte e sete, vinte e oito e vinte e nove. A prova é realizada 7 de junho de 1998. Somente o carro número vinte e sete termina a corrida.

  • Julho de 1998 a Maio de 1999

A Toyota realiza pequenas modificações de forma a adaptar o seu atual acarro as novas regulamentações de Le Mans. É incluído um teste de longa duração no circuito belga de Spa-Francorchamps.

  • Junho de 1999

A Toyota reintroduz seu carro GT-One nas 24 Horas de Le Mans, na classe LMGTP após FIA e ACO terminarem com a classe GT1. São introduzidos três carros de números: um, dois e três. A corrida ocorre dia 13 de junho. Novamente apenas um dos carros termina a corrida, o de número três, no entanto obtendo a colocação de segundo lugar geral.

  • Novembro de 1999

O último evento de participação do Toyota GT-One acontece nos 1000km de Fuji onde termina em segundo lugar geral na competição. O carro e aposentado.

Regulamentações de corrida[editar | editar código-fonte]

O Toyota GT-One foi concebido inicialmente para competir na categoria GT1,[nota 6] a principal categoria de competição, durante anos, nas 24 horas de Le Mans. Contudo as regras vigentes da categoria GT1 obrigavam a todas construtoras reproduzirem, a partir do veículo de competição, um carro similar de rua para que pudesse se tornar utilizável pelo público. Entretanto, mesmo essas regulamentações sendo obedecidas, as equipes desenvolviam modelos que não se tornariam, de certa forma, acessíveis ao público consumidor pois privavam características como conforto e praticidade.

Com a abolição da categoria em 1999, a Toyota não necessitou mais produzir um carro de rua, havendo somente necessidade de haver pequenas modificações que respeitassem as regulamentações na nova categoria, a LMGTP.[carece de fontes?]

Cabine interna do Toyota GT-One de 1998 em detalhe.

Dimensões[editar | editar código-fonte]

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O carro media 4,84 m de comprimento ponta a ponta com uma largura de 2,00 m e uma altura de 1,125 m. Seu chassi todo foi desenhado especialmente com fibra de carbono o que garantia leveza e resistência para o carro. Todo monocoque foi desenhado em um sistema apelidado de honeycomb que consistia na construção de um exoesqueleto de alumínio em conjunto com armaduras internas de carbono. Esse sistema auxiliava no desenho de carro, permitindo que o mesmo adota-se um desenho aerodinâmico eficiente, garantindo assim maior estabilidade e velocidade em curvas. O para-brisa, por exemplo, poderia ser moldado, de forma a melhorar o campo de visão do piloto.[carece de fontes?]

Motor[editar | editar código-fonte]

Em detalhe motor R36V.

A configuração adotada pela Toyota foi a configuração V8, que se mostrava mais confiável do que outras configurações. Esta escolha foi dada levando em conta a durabilidade, exigido pelas provas de resistência como as 24 horas de Le Mans. A câmera do motor possui uma capacidade máxima de 3,6l de combustível, resultando em 3578 cc.[15] Em conjunto com motor operavam dois turbocompressores Garrett. No total o motor desempenhava 600 bhp potência mecânica a 6000 rpm com um torque máximo de 649 Nm a 6000 rpm. A maior velocidade registrada em competição, se deu nos treinos livres para as 24 Horas de Le Mans 1999 onde registrou 351 km/h.[21] Como parceira, a Toyota teve seu combustível fornecido pela petrolífera americana Esso.[carece de fontes?]

Chassis construídos[editar | editar código-fonte]

Numeração Eventos em que participou Ano Descrição
LM 801
-
1997 Protótipo foi utilizado unicamente no desenvolvimento tendo nunca competido.
LM 802
1998 Veículo nº 29 sofreu avarias na competição. Mais tarde recuperado virou carro de teste para 1999.
LM 803
-
1998 Versão de rua do carro, localizada atualmente no museu da Toyota na Europa.
LM 804
1998 Originalmente como veículo nº 28, em 1998, sofreu avarias e foi reintroduzido em 1999 como carro nº 3. Se localiza atualmente no museu da Toyota, Japão.
LM 805
1998 Veículo nº 27, em 1998, sofreu avarias e foi reintroduzido em 1999 como carro de testes.
LM 806
1999 Veículo nº 2, em 1999, sofreu avarias e não foi recuperado.
LM 807
1999 Veículo nº 27, em 1998, sofreu avarias e não foi recuperado.
LM 907
1999 Veículo nº 1, em 1999, sofreu avarias e não foi recuperado. Se localiza atualmente no museu da Toyota, Japão.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Notas[editar | editar código-fonte]

  1. Durante o registro do carro para a competição a Toyota preferiu adotar essa sigla de forma a seguir a ordem numérica de seu antecessor Toyota TS010.
  2. Devido ao grande número de equipes ingressantes, a corrida de qualificação serve também para classificar os carros que irão ingressar no evento.
  3. A equipe com suporte da montadora passa a ter apoio técnico direto da fabricante durante a prova.
  4. Esses requisitos elaborados pela Automobile Club de l'Ouest tinham como finalidade tornar o carro futuramente utilizável pelo público.
  5. LMGTP e a abreviação para Le Mans Grand Tourer Prototype e foi a sucessora da classe GT1 até ser abolida para a exclusiva permanência da categoria LMP.
  6. A sigla GT1 é a abreviação de Grand Tourer 1.

Referências

  1. a b c d e f Mulsanne's Corner 1998-1999 Toyota GT-One (em inglês). Mulsannes Corner. Página visitada em 12 de fevereiro de 2013.
  2. a b Toyota GT-One 1998-1999 (em inglês). Autoconcept Reviews. Página visitada em 12 de fevereiro de 2013.
  3. André de Cortanze (em inglês). Grand Prix. Página visitada em 12 de fevereiro de 2013.
  4. 1994 24 Hours of Le Mans Competitors and Results (em inglês). Experience Le Mans. Página visitada em 12 de fevereiro de 2013.
  5. a b Group C Racing 1982-1993 (em inglês). Sportscar-Racing. Página visitada em 14 de fevereiro de 2013.
  6. a b Review Toyota Supra LM GT (em inglês). SpeedHunters. Página visitada em 12 de fevereiro de 2013.
  7. SARD Racing Team History (em inglês). SARD. Página visitada em 14 de fevereiro de 2013.
  8. a b Le Mans 24 Hours 1995 (em inglês). RacingSportsCars. Página visitada em 14 de fevereiro de 2013.
  9. 1995 24 Hours of Le Mans Competitors and Results (em inglês). Experience Le Mans. Página visitada em 12 de fevereiro de 2013.
  10. 1996 24 Hours of Le Mans (em inglês). RacingSportsCars. Página visitada em 14 de fevereiro de 2013.
  11. 1996 24 Hours of Le Mans Competitors and Results (em inglês). Experience Le Mans. Página visitada em 12 de fevereiro de 2013.
  12. 1997 24 Hours of Le Mans Competitors and Results (em inglês). Experience Le Mans. Página visitada em 12 de fevereiro de 2013.
  13. Temporadas de Andre de Cortanze na Fórmula 1 (em inglês). ChicaneF1. Página visitada em 12 de fevereiro de 2013.
  14. Supercars.net 1999 Toyota GT1 (em inglês). Supercars.net. Página visitada em 12 de fevereiro de 2013.
  15. a b c d Toyota GT-One TS020 (em inglês). UltimateCarpage.com. Página visitada em 12 de fevereiro de 2013.
  16. Le Mans 24 Hours Qualifying (em inglês). Racing Sports Cars. Página visitada em 12 de fevereiro de 2013.
  17. a b c Retrospective Toyota Gt-One Unfinished Business 2 (em inglês). SpeedHunters. Página visitada em 12 de fevereiro de 2013.
  18. Le Mans 24 Hours 1998 Results (em inglês). Racing Sports Cars. Página visitada em 12 de fevereiro de 2013.
  19. Le Mans 24 Hours 1999 Qualiying (em inglês). Racing Sports Cars. Página visitada em 12 de fevereiro de 2013.
  20. Le Mans 24 Hours 1999 Results (em inglês). Racing Sports Cars. Página visitada em 12 de fevereiro de 2013.
  21. Mulsanne's Corner Toyota GT-One Speed Trap (em inglês). Mulsannes Corner. Página visitada em 12 de fevereiro de 2013.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]