Footwork Arrows

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Reino Unido Footwork Arrows
Nome completo Footwork Arrows
Sede Milton Keynes,  Reino Unido
Chefe de equipe Reino Unido Jackie Oliver
Diretor técnico Reino Unido Alan Jenkins
Pilotos
Pilotos de teste Países Baixos Jos Verstappen
Austrália David Brabham
Japão Ukyo Katayama
Chassis
Motor Porsche, Ford, Mugen-Honda, Hart
Pneus Goodyear
Histórico na Fórmula 1
Estréia Estados Unidos GP dos EUA, 1991 (não-classificado)
Último GP Japão GP do Japão, 1996
Corridas concluídas 97 (91 largadas)
Campeã de construtores 0 (7° lugar em 1992
Vitórias 0
Pole Position 0
Voltas rápidas 0
Pontos 25
Posição no último campeonato
(1996)
9º (1 ponto)

Footwork Arrows foi uma equipe de Fórmula 1 que competiu na categoria entre 1991 e 1996.

Conquistou um pódio, no GP da Austrália de 1995 com o piloto italiano Gianni Morbidelli. No total, marcou 25 pontos em 91 corridas.

Início[editar | editar código-fonte]

Em 1990, a equipe Arrows foi comprada pelo empresário japonês Wataru Ohashi, que mudou o nome para Footwork International Inc., mas o time seguiu com o nome original até o final da temporada, adotando sua nova nomenclatura no ano seguinte.

1991: a chegada de Alboreto e o desastre com a Porsche[editar | editar código-fonte]

Em seu ano de estreia, os italianos Michele Alboreto e Alex Caffi foram confirmados como pilotos da Footwork para a temporada. Com motores fornecidos pela Porsche, o time planejava ser campeão nessa temporada, mas os V12 utilizados eram pesados e pouco potentes. A fraqueza dos propulsores mostrou-se evidente: Caffi não se classificou para dez corridas (quatro com o Arrows A11-C, que era uma segunda atualização do carro de 1990), e ficou fora de outras quatro (Canadá, México, França e Grã-Bretanha), sendo substituído pelo sueco Stefan Johansson, que também não foi bem-sucedido (abandonou o GP canadense e não se classificou para três corridas), disputando apenas os GP's do Japão e da Austrália, chegando em décimo e décimo-quinto, respectivamente. Já Alboreto chegou em décimo quinto no GP de Portugal, e em décimo terceiro na Austrália. Após as seis primeiras corridas da temporada, a Footwork, desiludida com o péssimo desempenho dos motores Porsche, trocou-os pelos propulsores da Ford, que também não ajudaram muito: a equipe terminou o campeonato sem pontuar.

1992: Mugen[editar | editar código-fonte]

Para 1992, a Ford deixa de fornecer motores à Footwork, dando lugar à Mugen-Honda. Alboreto seguiu no time, e para o lugar deixado por Caffi, dispensado ao final da temporada anterior, foi contratado o japonês Aguri Suzuki (ex-Larrousse). Com um novo chassi batizado de FA13, o time melhorou consideravelmente seu desempenho em relação a 1991: Alboreto marcou seis pontos, com dois quintos lugares como melhor resultado no ano. Suzuki não pontuou, tendo inclusive não se classificado para duas corridas.

1993: a chegada de Warwick[editar | editar código-fonte]

Em 1993, a Footwork acertou a contratação do experiente piloto inglês Derek Warwick (longe da F-1 desde 1990) e renovou o contrato de Aguri Suzuki. Na Alemanha, Warwick sofreu um grave acidente no qual seu carro, já destruído, atravessa a pista, dá cinco saltos e decola em seguida. O inglês chegou a ser levado ao centro médico com parte da brita dentro de seu ouvido, mas não chegou a se machucar. Outro acidente marcante envolveu Suzuki, no Brasil: o japonês, vítima de aquaplanagem, bateu seu carro na reta dos boxes. No final, a Footwork marcaria quatro pontos (todos com Warwick), terminando o campeonato em nono lugar.

1994: temporada razoável com Christian e Morbidelli[editar | editar código-fonte]

O Footwork FA15, carro da equipe em 1994, em um evento em Silverstone.

Em 1994 a Footwork voltou a usar motores da Ford, pouco mais de dois anos depois. Além disto, duas mudanças na equipe: Warwick deixaria a Fórmula 1 e Suzuki acabou dispensado. A pintura também foi modificada: saíram o logotipo da Footwork e as faixas vermelhas na carroceria, dando lugar a detalhes em azul, vermelho e verde, no entanto o branco continuava predominando no carro. Gianni Morbidelli e Christian Fittipaldi, os pilotos contratados, tiveram desempenho razoável no ano: no GP do Canadá, Christian foi desclassificado quando estava em sexto, e foi dele o melhor resultado da equipe no ano: um quarto lugar nos GPs do Pacífico e da Alemanha. Já Morbidelli teve como melhor classificação final um quinto lugar também no GP alemão. Ao fim da temporada, a Footwork somou nove pontos - maior pontuação na história da escuderia, e novamente um nono lugar na tabela de construtores.

1995: o primeiro pódio[editar | editar código-fonte]

Taki Inoue sofreu um acidente bizarro em Mônaco, enquanto seu carro era rebocado.

Em 1995, Christian deixou a F-1 para correr na emergente CART (Champ Car), e Morbidelli seguiu na Footwork, novamente equipada com motores Hart. O japonês Taki Inoue, que correra o GP de seu país pela Simtek no ano anterior, foi contratado, e com ele um grande aporte financeiro. Após a etapa do Canadá, Morbidelli foi afastado por motivos de patrocínio, e o compatriota Max Papis assumiu a vaga. Inoue, que disputou a temporada inteira, ficou marcado por dois incidentes: após seu carro ser atingido pelo lendário piloto de rali Jean Ragnotti (que pilotava o safety-car), o monoposto capotou e o japonês teve que ser atendido, além do atropelamento na Hungria, após um princípio de incêndio - Inoue, depois de pegar o extintor de incêndio do fiscal, correu para atrás do FA16 para controlar o incêndio, mas um carro de socorro acabou atropelando o japonês. Depois do GP da Europa, Papis cedeu seu cockpit novamente a Morbidelli, que, após largar de décimo terceiro, conquistou o único pódio da história da equipe, ao chegar em terceiro na Austrália, sendo este o único pódio da Footwork.

1996: última temporada[editar | editar código-fonte]

A Footwork iniciou 1996 com Tom Walkinshaw adquirindo seu controle. Ele passou a controlar metade das ações, Peter Darnbrough ficava com 11% e Jackie Oliver com os 49% restantes. Com a saída de Morbidelli e Inoue, foram contratados o holandês Jos Verstappen (ex-Simtek e Benetton) e o brasileiro Ricardo Rosset, vice-campeão da Fórmula 3000 no ano anterior. Como a Footwork não vivia um bom momento em suas finanças, Verstappen e Rosset procuraram completar o orçamento do time com os respectivos patrocinadores. A equipe marcou apenas um ponto com Verstappen, no GP da Argentina, e o holandês suplantaria seu companheiro em todos os treinos classificatórios (16 a 0). Na Bélgica, Verstappen sofreu um grave acidente após o FA17 escapar em alta velocidade na curva Stavelot de Spa-Francorchamps. O carro bate violentamente na barreira de pneus e voa, mas Verstappen saiu ileso, e o carro ficou bastante danificado,

No final do ano, a Footwork voltaria a se chamar Arrows, agora sob comando de Tom Walkinshaw.

Pilotos[editar | editar código-fonte]

  • Michele Alboreto - Alboreto disputou duas temporadas na Footwork, marcando seis pontos.
  • Alex Caffi - Caffi também correu pela Footwork em 1991, não se classificando para dez corridas.
  • Stefan Johansson - Disputou apenas o GP do Canadá como substituto de Caffi.
  • Aguri Suzuki - O piloto japonês competiu entre 1991 e 1993 na F-1, não pontuando em nenhuma das corridas em que esteve presente.
  • Derek Warwick - Aos 39 anos, Warwick disputou sua última temporada na F-1 pela Footwork. Saiu da F-1 no final do ano, estigmatizado pelo grave acidente na Alemanha, onde capotou seu carro.
  • Christian Fittipaldi - O sobrinho de Emerson Fittipaldi foi o maior pontuador da Footwork ao lado de Alboreto (seis pontos).
  • Gianni Morbidelli - Em duas temporadas na equipe, o italiano teve como melhor resultado o pódio no GP da Austrália, único da história da escuderia.
  • Max Papis - Conhecido por suas atuações na CART entre 1996 e 2003, Papis disputou sete corridas pela Footwork em 1995, não pontuando em nenhuma delas.
  • Taki Inoue - O japonês tornou-se conhecido por ter seu carro acertado pelo safety-car em Mônaco e por ser atropelado por um carro de socorro em Hungaroring.
  • Ricardo Rosset - Vice-campeão da F-3000 em 1995, o brasileiro foi superado nos 16 treinos de classificação da temporada por seu companheiro Jos Verstappen, não tendo marcado nenhum ponto durante sua passagem no time.
  • Jos Verstappen - Marcou o último ponto da equipe no GP da Argentina, além de ter superado com folga seu companheiro Ricardo Rosset nos treinos de classificação em 1996. Ficou marcado ainda pelo forte acidente sofrido no GP da Bélgica.