Temporada de Fórmula 1 de 1997
A Temporada de Fórmula 1 de 1997 foi a 48ª realizada pela FIA. Teve como campeão o canadense Jacques Villeneuve, da Williams, sendo vice-campeão o alemão Heinz-Harald Frentzen, também da Williams. Foi a última temporada na história da Fórmula 1 a ser permitida o uso de mais de uma configuração de motor, visto que nas temporadas anteriores as configurações predominantes eram dos motores atmosféricos: V8, V10 e V12, com exceção da temporada de 2006, onde houve um consenso geral que permitiu a equipe Toro Rosso, por questão financeira, a utilizar por toda a temporada a configuração V10, não sendo permitida a mais nenhuma equipe, restando somente a configuração V8. Com a saída do motor V12 em 1995, unicamente adotado pela Scuderia Ferrari, 1997 contou apenas com motores V8 e V10. Visto a superioridade de performance, o motor V10 foi o mais adotado sendo que poucas equipes adotaram o motor V8, essa utilizada unicamente por questões de barateamento de produção e manutenção, sendo que Minardi e Tyrell foram as únicas a utilizarem. Somente em 1998, como configuração oficial e obrigatória pela FIA, todas as equipes adotaram o motor V10, apesar desse já se mostrar a configuração ideal.
Índice |
Pilotos e construtores [editar]
Calendário [editar]
Resultados [editar]
Grandes Prêmios [editar]
Classificação de pilotos [editar]
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Negrito – Pole position |
- Michael Schumacher foi desqualificado pela manobra no GP da Europa, em que "jogou" propositalmente seu carro em Villeneuve. Os pontos nos construtores não foram excluídos.
- Em negrito indica pole position e itálico volta mais rápida.
- Jarno Trulli começou a temporada na Minardi, mas devido ao acidente de Olivier Panis no Canadá, a equipe Prost contratou o italiano. Porém, o retorno de Panis ao time azul forçou a saída de Trulli, que não conseguiu terminar a sua primeira temporada na F-1. O italiano só viria a disputar sua primeira temporada completa em 1998.
- A MasterCard-Lola esteve na Austrália e no Brasil, mas não disputou as duas corridas (na Austrália, "estouraram" o limite de 107%, e, no Brasil, quando a equipe já havia falido).
- Esta temporada marcou seis estréias: Alexander Wurz (Benetton), que substituiu Gerhard Berger em três corridas, Jarno Trulli (começou pela Minardi e foi para a Prost no lugar de Olivier Panis, que havia se acidentado no Canadá), Shinji Nakano (estreou pela Prost, primeiro como companheiro de equipe de Panis, depois virou o companheiro de time do italiano), Vincenzo Sospiri (Não disputou nenhuma corrida pela MasterCard-Lola), Ralf Schumacher (estreando pela Jordan) e Norberto Fontana (atuou em quatro corridas pela Sauber).
- Foi também uma temporada de despedidas, sendo quatro ao todo: Gerhard Berger (encerrou sua carreira pela Benetton, apesar de alguns boatos ligando o austríaco a um retorno à Ferrari em 1998), Gianni Morbidelli (deixou a Sauber após o GP do Japão), Nicola Larini (também abandonou a Sauber após cinco corridas) e Ukyo Katayama (encerrou sua participação na F-1 pela Minardi, com nenhum ponto marcado).
Resumo das principais provas [editar]
Austrália
Jacques Villeneuve conquistou a pole, mas largou mal e teve de abandonar a prova na 1º curva da prova, se envolvendo em um acidente com Eddie Irvine e Johnny Herbert. Com isso, seu companheiro, Heinz-Harald Frentzen, assumiu a liderança, mas, nos boxes, perdeu a liderança para Mika Hakkinen. Até o final da prova, muitas disputas aconteceram durante a prova. Além de Hakkinen e Frentzen, Michael Schumacher e David Coulthard brigaram pela liderança. A vitória ia ficando com Frentzen, mas a 3 voltas do final, os freios travaram e ele teve de abandonar a prova. A vitória ficou com Coulthard, que comemorou sua segunda vitória e a quebra do jejum da McLaren de mais de 3 anos sem vitória, quando Ayrton Senna venceu pela última vez. Schumacher chegou em segundo e Hakkinen em terceiro.
Brasil
Após a péssima corrida na Austrália, Villeneuve venceu com muita facilidade em Interlagos. Largando da pole, ele não passou por nenhum problema durante as 71 voltas do Grande Prêmio. Gerhard Berger passou em segundo, e a sensação do campeonato, Olivier Panis, ficou em terceiro lugar. Rubens Barrichello abandonou na 17º volta, com problemas no motor.
Argentina
Mais um domínio de Villeneuve. Ele largou na frente, e dominou durante toda a prova. Com a vitória, ele assumiu a liderança do campeonato, com 20 pontos. Em segundo, chegou Eddie Irvine, com Ralf Schumacher em terceiro. Detalhe da corrida: na largada, Michael Schumacher protagonizou uma confusão entre os pilotos. Ele e Coulthard tiveram de abandonar a prova.
Espanha
No final da temporada, Michael Schumacher provocou um acidente em uma ultrapassagem e foi punido com perda de todos os pontos (sem excluir as vitórias). Assim Frentzen conseguiu terminar na segunda colocação do mundial de pilotos.
Classificação de construtores [editar]
| Pos | Construtor | Chassis | Motor | Pneus | Pontos | Vitórias | Pódiums | Poles |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 1 | FW19 | Renault | G | 123 | 8 | 15 | 11 | |
| 2 | F310B | Ferrari | G | 102 | 5 | 13 | 3 | |
| 3 | B197 | Renault | G | 67 | 1 | 8 | 2 | |
| 4 | MP4-12 | Mercedes | G | 63 | 3 | 7 | 1 | |
| 5 | 197 | Peugeot | G | 33 | 3 | |||
| 6 | JS45 | Mugen-Honda | B | 21 | 2 | |||
| 7 | C16 | Petronas | G | 16 | 1 | |||
| 8 | A18 | Yamaha | B | 9 | 1 | |||
| 9 | SF01 | Ford Zetec-R | B | 6 | 1 | |||
| 10 | 025 | Ford | G | 2 | ||||
| 11 | M197 | Hart/Ford | B | |||||
| 12 | T97/30 | Ford EC4 | B |