Automobiles Gonfaronnaises Sportives

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França AGS
Nome completo Automobiles Gonfaronnaises Sportives
Sede Gonfaron,  França
Chefe de equipe França Henri Julien
Diretor técnico França Cyril de Rouvre
Pilotos
Chassis AGS JH21
AGS JH22
AGS JH23
AGS JH24
AGS JH25
AGS JH27
Motor Motori Moderni, Cosworth
Pneus Pirelli, Goodyear
Histórico na Fórmula 1
Estréia Itália GP da Itália, 1986
Último GP Espanha GP da Espanha, 1991 (não se classificou)
Corridas concluídas 80 (30 largadas)
Campeã de construtores 0
Campeã de pilotos 0
Vitórias 0
Pole Position 0
Voltas rápidas 0
Posição no último campeonato
(1991)
15º (0 pontos)

Automobiles Gonfaronnaises Sportives, conhecida apenas por AGS, foi uma equipe francesa de Fórmula 1 sediada em Gonfaron (município situado 40 km ao norte de Toulon). Esteve na categoria entre 1986 e 1991. Foi fundada pelo mecânico Henri Julien, o qual seria chefe de equipe

O início[editar | editar código-fonte]

1986: estreia da AGS[editar | editar código-fonte]

Em 1986, a AGS, famosa por competir nas Fórmulas 2 e 3000 no final dos anos 70 e início da década de 1980, estreia na Fórmula 1, no GP da Itália. Ivan Capelli, então com 23 anos, disputa duas corridas com o AGS JH21, primeiro carro da equipe e equipado com motores Motori Moderni. Não pontou nas duas provas que disputou (Itália e Portugal)

1987: primeira temporada completa[editar | editar código-fonte]

1987 marcou a primeira temporada completa da AGS. Pascal Fabre, que correu para o time na Fórmula 2 em 1982, foi o escolhido para conduzir o AGS JH22, que, na verdade, era um Renault RE40 modificado. Embora Fabre tivesse largado em 11 das 14 corridas em que esteve presente, não seguiu para as duas últimas provas da temporada, sendo substituído pelo brasileiro Roberto Moreno, responsável por marcar o primeiro ponto da AGS, no GP da Austrália, em virtude da desclassificação de Ayrton Senna.

1988: Moreno sai, entra Streiff[editar | editar código-fonte]

Embora Moreno tivesse garantido sua presença na temporada de 1988, a AGS sacou o brasileiro e colocou em seu lugar o francês Philippe Streiff, vindo da Tyrrell; além dele, a equipe ganha um patrocinador forte, o grupo empresarial Bouygues. Com carro novo, o AGS JH23, que tinha chassis de carbono e kevlar, o time ganha mais reforços. Apesar disto, o JH23 era mais fraco que seu antecessor, e a temporada foi um fracasso: nenhum ponto foi marcado.

1989: Tarquini se junta à AGS[editar | editar código-fonte]

Em 1989, a AGS, desta vez com o chassi JH24, contrata o italiano Gabriele Tarquini, que correria pela FIRST. Streiff continuaria na escuderia, mas o francês sofre um acidente durante testes no Rio de Janeiro e fica paraplégico. Para seu lugar, foi contratado o alemão Joachim Winkelhock, que não se classificou para nenhuma das sete corridas em que foi inscrito. Yannick Dalmas substituiu o germânico em nove provas, mas também não foi bem-sucedido em tentar garantir sua vaga no grid. Mesmo com os problemas, Tarquini marcou o segundo ponto da AGS ao chegar em sexto lugar no GP do México.

1990: a crise[editar | editar código-fonte]

Em crise, a AGS ganha mais um patrocinador: a grife Ted Lapidus. Michel Costa volta como desenhista e Hughes de Chaunac é contratado como novo diretor-esportivo. Com o AGS JH25, um carro melhor que o JH24, Tarquini e Dalmas pouco fizeram para melhorar o desempenho do time, que fecha a temporada sem pontuar e com apenas quatro corridas disputadas em 1990.

1991: despedida da AGS[editar | editar código-fonte]

Em 1991, a AGS tenta desesperadamente sair da grave crise finaceira que passava. O JH26, projetado por Michel Costa, não saiu do papel, continuando com o JH25 (rebatizado como JH25-B), e a equipe é vendida para Patricio Cantù e Gabriele Raffanelli. Mas uma luz brilhava no fim do túnel com a contratação de Stefan Johansson, que também trabalhava na McLaren como piloto de testes. No entanto, após duas corridas, o veterano sueco deixa a equipe, e em seu lugar entra Fabrizio Barbazza. Porém, o italiano não conseguiu se classificar para nenhuma prova. Gabriele Tarquini ainda conquistou um oitavo lugar nos GP dos Estados Unidos, e deixa o time após não obter classificação para o GP de Portugal. Em seu lugar, veio outro francês, Olivier Grouillard, que não se classifica para o GP da Espanha. Depois disto, a AGS encerra sua participação na F-1, com apenas dois pontos marcados.

Pilotos[editar | editar código-fonte]

  • Roberto Pupo Moreno - O brasileiro correu duas provas na AGS em 1987, marcando o primeiro ponto da equipe na categoria no GP da Austrália.
  • Gabriele Tarquini - Foi o segundo piloto a pontuar pela AGS e o que disputou mais provas. Saiu da escuderia após falhar em tentar a classificação para o GP de Portugal.
  • Stefan Johansson - Ex-piloto de Spirit, Tyrrell, Ferrari, McLaren, Ligier e Onyx, Johansson foi inscrito para duas corridas pela AGS, mas não se classificou para nenhuma delas. Voltou à F-1 para correr pela Footwork, mas também não foi bem-sucedido.
  • Philippe Streiff - Contratado em 1988, Streiff disputou aquela que foi sua última temporada completa na F-1, com um oitavo lugar como melhor resultado. Um acidente durante testes no circuito de Jacarepaguá tornou-o paraplégico, encerrando sua carreira no ano seguinte.
  • Pascal Fabre - Primeiro piloto a disputar uma temporada completa com a AGS, Fabre não entrou no grid apenas três vezes. Acabou substituído por Roberto Moreno nos GP's do Japão e da Austrália.
  • Ivan Capelli - Conhecido por pilotar nas equipes March e Leyton House, Capelli, que estreara na F-1 pela Tyrrell em 1985, realizou duas provas pela AGS em 1986, abandonando em ambas.
  • Joachim Winkelhock - Irmão de Manfred Winkelhock e vencedor das 24 Horas de Le Mans de 1999, Joachim foi contratado para o lugar de Philippe Streiff, mas acabou fracassando ao não se classificar para as sete corridas em que foi inscrito.
  • Yannick Dalmas - Dalmas, que também vencera as 24 Horas de Le Mans em 1999, sucedeu Joachim Winkelhock em nove corridas, mas também não se classificou em nenhuma. Continuou na equipe em 1990, desta vez correndo quatro provas.
  • Olivier Grouillard - Ex-piloto de Ligier e Osella/Fondmetal, Grouillard participou apenas do GP da Espanha, último da equipe. Não obteve vaga no grid.
  • Fabrizio Barbazza - O piloto italiano foi inscrito pela AGS em 12 corridas, mas acabou não se classificando em nenhuma delas.

Carros[editar | editar código-fonte]

Temporada Nome Oficial Modelo Chassi Motor Pneu Combustivel (fornecedor) Principal Patrocinador Cor Pilotos Pilotos de testes Classificação pilotos Classificação construtores
1986 Automobiles Gonfaronnaises Sportives JH21 Motori ModerniTipo 615-90 1.5 V6 Turbo Pirelli 33ItáliaIvan Capelli Capelli - 30º(0 PT) 14ºlugar (0 PT)
1987 Team El Charro AGS JH22 FordDFZ 3.5 V8 Goodyear El Charro 14FrançaPascal Fabre
BrasilRoberto Moreno
Moreno - 21º(1 PT)
Fabre - 25º(0 PT)
11ºlugar (1 PT)
1988 AGS Racing JH23 FordDFZ 3.5 V8 Goodyear Bouygues 14FrançaPhilippe Streiff Streiff - 21º(0 PT) 17ºlugar (0 PT)
1989 Automobiles Gonfaronnaises Sportives JH23B
JH24
FordDFZ 3.5 V8 Goodyear 40ItáliaGabriele Tarquini
41AlemanhaJoachim Winkelhock
FrançaYannick Dalmas
Tarquini - 27º(1 PT)
Dalmas - 39º(0 PT)
J. Winkelhock - 45º(0 PT)
15ºlugar (1 PT)
1990 Automobiles Gonfaronnaises Sportives JH24
JH25
FordDFR 3.5 V8 Goodyear 17ItáliaGabriele Tarquini
18FrançaYannick Dalmas
Dalmas - 25º(0 PT)
Tarquini - 32º(0 PT)
19ºlugar (0 PT)
1991 Automobiles Gonfaronnaises Sportives JH25
JH25B
JH27
FordDFR 3.5 V8 Goodyear 17ItáliaGabriele Tarquini
FrançaOlivier Grouillard
18SuéciaStefan Johansson
ItáliaFabrizio Barbazza
Tarquini - 30º(0 PT)
Grouillard - 34º(0 PT)
Johansson - 36º(0 PT)
Barbazza - 38º(0 PT)
17ºlugar (0 PT)

Referências[editar | editar código-fonte]

Commons
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