Scuderia Toro Rosso

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Itália Toro Rosso-Renault
Toro Rosso Logo pt.jpg
Nome completo Scuderia Toro Rosso
Sede Faenza, Itália
Chefe de equipe Franz Tost
Diretor técnico Giorgio Ascanelli
Site oficial www.scuderiatororosso.com
Temporada de Fórmula 1 de 2014
Pilotos 25. França Jean-Eric Vergne
26. Rússia Daniil Kvyat
Pilotos de teste Países Baixos Max Verstappen
Chassis STR9
Motor Renault Energy F1-2014
V6 Turbo
Pneus Pirelli
Histórico na Fórmula 1
Estréia GP do Bahrein de 2006
Último GP GP de Abu Dhabi de 2014
Corridas concluídas 166
Campeã de construtores 0 (6º em 2008)
Campeã de pilotos 0 (8º em 2008)
Vitórias 1
Pole Position 1
Voltas rápidas 0
Pontos 199
Posição no último campeonato
(2013)
8º (33 pts)

Scuderia Toro Rosso é uma equipe da Fórmula 1, formada em 2006 na compra da equipe antiga Minardi pela marca Red Bull.

Usando os motores Cosworth V10 da temporada de 2005, porém com limitação de rotações por minuto, criou uma grande polemica e revolta das outras equipes, pois estaria sendo beneficiada ao usar os propulsores mais potentes que as demais equipes, que usam o V8. Inicialmente o uso dos V10 foi autorizado pela administração da Fórmula 1, pois não teria verbas suficientes para desenvolver um motor novo, algo que tornou-se infundável assim que a Red Bull assumiu o controle da equipe e começou a financiar seu desenvolvimento.

História[editar | editar código-fonte]

Minardi[editar | editar código-fonte]

A equipe Minardi surgiu na temporada de 1985 da Fórmula 1 após cinco temporadas disputadas na Fórmula 2. Ela disputou 21 temporadas na Fórmula 1, sempre disputando lugares entre os últimos colocados, tendo como melhor resultado nos construtores um 7° lugar na temporada de 1991. Em 2005 foi comprada pela Red Bull, mudando de nome para Scuderia Toro Rosso, mas mantendo a sede na Itália, sendo assim também conhecida como Red Bull italiana.

Scuderia Toro Rosso[editar | editar código-fonte]

2006[editar | editar código-fonte]

Após a compra da equipe Minardi a STR surge com o STR01 como monoposto para a temporada, usando um motor Cosworth V10 restrito que havia sido usado pela Minardi em 2005 e que foi muito discutido, pois estaria se beneficiando em cima das equipes que usavam motor V8.

A temporada de 2006 foi o que se esperava da equipe mesmo, fraca. A equipe terminou em nono lugar, à frente das recém criadas Super Aguri e Midland F1, com um ponto conquistado por Vitantonio Liuzzi, no GP dos EUA.

2007[editar | editar código-fonte]

Para 2007, a STR mantém a dupla Vitantonio Liuzzi e Scott Speed, e lança o STR2 com um novo motor, o Ferrari 056, desta vez sendo um V8.

O ano é muito parecido com o anterior, com a equipe não pontuando, porém os abandonos são maiores. No GP da Europa, Speed faz sua última corrida pela equipe, sendo substituído pelo novato Sebastian Vettel que havia feito uma corrida pela BMW Sauber no GP dos EUA, e estava de piloto de testes dela. Com Vettel, a equipe teve menos abandonos e chegou ao seu melhor momento da temporada com os carros da equipe pontuando no conturbado GP da China: com Vettel em 4º lugar e Liuzzi em 6º. No Brasil, a última etapa, a equipe não fez pontos.

A temporada apesar de ter sido de muitos abandonos, foi boa para STR que conquistou oito pontos e a sétima posição no campeonato de construtores.

2008[editar | editar código-fonte]

Em 2008 a equipe conta com o tetracampeão da Champ Car (2004 à 2007), o francês Sébastien Bourdais e com uma das revelações da temporada de 2007, o alemão Sebastian Vettel.

Sebastian Vettel conquistou a primeira pole position e a primeira vitória na equipe no GP da Itália.[1] [2] A equipe terminou o ano em 6º lugar (o melhor até hoje na categoria) e 8º no Mundial de Pilotos (melhor colocação) com Vettel.

2009[editar | editar código-fonte]

Em 2009 a equipe mantém Bourdais e passa a contar com o suíço Sébastien Buemi de 20 anos na vaga de Vettel.[3] Em 16 de julho, a Toro Rosso anuncia oficialmente a demissão do francês Sébastien Bourdais, alegando que o francês não correspondia com as expectativas da equipe.[4] Em 20 de julho, a equipe anunciou Jaime Alguersuari como companheiro de Buémi, no entanto o jovem espanhol não conseguiu bons resultados para a equipe, sem terminar cinco corridas das oito disputadas. A equipe terminou a temporada com resultados bem diferentes do ano anterior, na última colocação do Campeonato, com apenas 8 pontos.

2010[editar | editar código-fonte]

Ainda em novembro de 2009 a equipe que até então utilizava os mesmos chassis desenvolvidos pela Red Bull, anunciou sua independência, passando a fabricar seu próprio carro a partir de 2010.[5] Sébastien Buemi[6] e Jaime Alguersuari[7] farão a temporada de 2010.

2011[editar | editar código-fonte]

A temporada de 2011 da Toro Rosso foi mediana, sendo que a equipe conquistou a 18ª e 19ª Posição no Campeonato de Pilotos, e o 8º lugar no Mundial de Construtores, sendo que a mesma conquistou somente 41 pontos. O STR 6 não demonstrou um bom desempenho,sendo que a melhor colocação foi o 7º lugar, e os pilotos (Jaime Alguersuari e Sebastian Buemi) não demostram o desempenho esperado, e acabaram sendo dispensados pela a equipe no final da temporada de 2011.

2012[editar | editar código-fonte]

A temporada de 2012 da Toro Rosso foi ainda pior que a da temporada anterior, vendo seus novos pilotos, o australiano Daniel Ricciardo, vindo da HRT e o francês Jean-Éric Vergne, estreante na categoria, marcarem apenas 26 pontos em 20 corridas, garantindo-lhes um 9º lugar no Mundial de Construtores. Mesmo com um pouco mais de experiência, Ricciardo não conseguiu superar seu companheiro estreante Vergne. O australiano marcou 10 pontos e o 18º lugar no Mundial de Pilotos, enquanto o francês conquistou 16 pontos e a 17º colocação no Mundial de Pilotos. A dupla permanece na temporada seguinte.

2013[editar | editar código-fonte]

Em 2013 houve uma significativa melhora. Vergne e Ricciardo tiveram, respectivamente, um 6º e um 7º lugares como melhores resultados. Não se via algo assim na equipe desde a era Vettel, em 2008. Dos 32 pontos de toda a temporada, 24 (ou 3/4) foram nas 10 primeiras corridas. Porém, a partir do GP da Bélgica, as coisas mudaram, e Vergne não marcou mais nenhum ponto. Já Ricciardo conquistou um 7º e dois 10º lugares, marcando os 6 pontos restantes para fechar os 32. Dessa vez, a equipe conquistou o 8º lugar nos Construtores e os 14º e 15º lugares, respectivamente, para Ricciardo e Vergne. O australiano deixou a equipe e se juntou a irmã maior, a Red Bull, devido a aposentadoria do compatriota Mark Webber.[8] Vergne será o primeiro piloto em 2014, enquanto o russo Daniil Kvyat, campeão da Fórmula Renault 2.0 desse ano, será o novo segundo piloto.

Pilotos[editar | editar código-fonte]

Resultados da equipe na temporada de 2014{[editar | editar código-fonte]

Pos Piloto Carro AUS
Austrália
MAL
Malásia
BHR
Bahrein
CHN
República Popular da China
ESP
Espanha
MON
Mónaco
CAN
Canadá
AUT
Áustria
GBR
Reino Unido
ALE
Alemanha
HUN
Hungria
BEL
Bélgica
ITA
Itália
SGP
Singapura
JAP
Japão
RUS
Rússia
EUA
Estados Unidos
BRA
Brasil
ARE
=Emirados Árabes Unidos
Pts Pts da Equipe Pos da Equipe
13 França Jean-Eric Vergne 25 8 Ret Ret 12 Ret Ret 8 Ret 10 13 9 11 13 6 9 13 10 13 13 22 30
15 Rússia Daniil Kvyat 26 9 10 11 10 14 Ret Ret Ret 9 Ret Ret 9 11 14 11 14 13 11 Ret 8

Negrito = Pole Position.

Itálico = Volta Mais Rápida

Ret = Não completou a prova.

- = Classificado pois completou 90% ou mais da prova.

½ = Foram dados a metade dos pontos. A corrida foi interrompida pelo mau tempo.

Desc = Desclassificado da prova.

Motor[editar | editar código-fonte]

A Toro Rosso, iniciou suas atividades utilizando o motor Cosworth V10, remanescentes da Minardi, em 2006. A partir de 2007 passou a utilizar os motores V8 da Ferrari.

Foi a última equipe a utilizar um motor V10 na Fórmula 1. Na temporada de 2006, enquanto todas as equipes utilizaram os V8, ela foi a única a usar os V10, gerando revolta por parte das outras equipes.

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Commons
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