Comércio de Componentes Eletrônicos

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Comércio de Componentes Eletrônicos (CCE)
CCE da Amazônia S.A.
CCE Amazonian logo 2.svg
Slogan CCE: do jeito que você quer
Tipo Eletrônicos
Fundação Brasil São Paulo, Brasil (1964)
Fundador(es) Isaac Sverner
Sede Brasil Manaus, Brasil
Locais Mais de 110 paises
Proprietário(s) Lenovo
Pessoas-chave Roberto Sverner (diretor executivo)
Empregados 2.000 (2011)[1]
Produtos Computadores, tablets, televisão, smartphones
Faturamento R$1,6 bilhões (2011)[1]
Página oficial www.cce.com.br

Comércio de Componentes Eletrônicos (CCE) é uma empresa brasileira de fabricação de eletrônicos. A empresa foi fundada em 1964 por Isaac Sverner com o objetivo de importar e comercializar componentes eletrônicos; entretanto, somente em 1971 é que a CCE iniciou a fabricação de equipamentos completos.[1] A empresa era controlada pela Digibrás Participações, pertencente à família de Sverner, porém em 2012, a empresa asiática Lenovo anunciou a compra da empresa, expandindo ainda mais sua participação no mercado no país.[1]

Equipamentos de áudio[editar | editar código-fonte]

Os equipamentos modulares da CCE geralmente tinham status inferior aos similares da Gradiente e da Polyvox, tendo entretanto, a vantagem do preço mais acessível.

Outra característica que diferenciava a CCE das duas concorrentes citadas, é que ela sempre ofereceu equipamentos populares como os conjugados do tipo 3-em-1, “2-em-1”, rádio-gravadores e outros eletrônicos portáteis como os rádios relógios.

Na década de 1970, a companhia japonesa Kenwood forneceu tecnologia para muitos dos equipamentos modulares da empresa. A CCE chegou a fabricar e vender equipamentos sob esta marca.

Mas, assim como outros fabricantes brasileiros de eletrônicos, a CCE não se limitou a clonar os equipamentos de um determinado fabricante. Alguns produtos foram nacionalizados, outros adaptados e modificados a partir de projetos de diversos fornecedores estrangeiros, além daqueles que foram projetados pela própria empresa.

Já no período de 1996 a 2002 a CCE fabricou e comercializou produtos de áudio (micro-systems) da fabricante japonesa Aiwa.[2]

CCE Info[editar | editar código-fonte]

A fabricante brasileira também confere uma diversa gama de produtos na categoria informática.[3]

O grupo Digibras é fabricante de produtos de tecnologia como desktops, notebooks, netbooks, celulares e TVs dentre outros, que são verdadeiros sinônimos de inovação. Figura entre os líderes em vendas do segmento no varejo e conta com parceiros renomados como INTEL, Microsoft e Qualcomm. Nos últimos 5 anos, foram aproximadamente 2,3 milhões de computadores fabricados e 7,4 milhões de televisores produzidos. Com tradição de quase 50 anos, é um dos maiores conglomerados do Pólo Industrial em Manaus e conta ainda com centro administrativo em São Paulo. Estas duas plantas somam 500.000 m². O Grupo e coligadas somam seis empresas que atuam em diversos segmentos. Desde a montagem de produtos de tecnologia até a logística, passando por televisores LCD/LED, placas de circuito impresso, painéis de LCD, injeção plástica, metalurgia e papel e papelão, a sinergia entre as empresas permite mais flexibilidade e rapidez no processo produtivo..[4]

Outros produtos[editar | editar código-fonte]

Em meados da década de 1980 a CCE ingressou no mercado de videocassetes e no final desta década lançou sua linha de televisores.

A CCE foi a única empresa no Brasil a vender um videocassete “player”, ou seja, um aparelho que tinha apenas a capacidade de reproduzir fitas pré-gravadas. Apesar de ter um custo menor que o de um aparelho convencional, o produto não obteve sucesso.

No setor de videogames, a empresa fabricou na década de 1980 um console similar e compatível ao Atari 2600 e, posteriormente um aparelho Top Game VG-8000/VG-9000 e depois o TurboGame, ambos bastante populares entre os jogadores da época, compatível com o Nintendo 8 bits que tinha dois slots podendo aceitar cartuchos em ambos os padrões: japonês e americano.

Por um breve período de tempo a empresa esteve presente também no mercado de microcomputadores vendendo um equipamento no padrão Apple II (o Exato) e um microcomputador de baixo custo, o MC-1000, para concorrer com o CP400 da Prológica.

Em 1998 a CCE ingressou no mercado de eletrodomésticos fabricando e comercializando freezers e geladeiras. Atualmente (2006) a linha branca da empresa restringe-se a fornos de microondas.

A partir de 2006 a CCE voltou a comercializar computadores pessoais de baixo custo equipados com Windows ou Linux através de uma nova divisão, a "CCE Informatica". A empresa, todavia, não mais comercializa vídeo-games.

Em janeiro de 2013 a fabricante CCE, lançou seus tablets com Android 4.0.3: Motion Tab T733 (Processador AML 8726 - M3) e Motion Tab T735 (Processador CORTEX A8), ambos com 512 MB de memória RAM e interna de 4 GB Flash, expansivel com cartão micro SD de até 32 GB. Estes modelos são comercializados atualmente em grandes revendedores varejistas pelo país: O preço base anunciado pela CCE é de R$ 400,00 para o modelo mais básico.[5]

A compra pela Lenovo[editar | editar código-fonte]

Visando uma expansão da marca no país, a empresa chinesa Lenovo comprou a Digibrás por R$700 milhões, empresa que controla a CCE no país em 5 de setembro de 2012.[6] [7] Com a compra, a empresa está na terceira posição entre as empresas de eletrônicos do Brasil, com um percentual de 7%, atrás apenas da Positivo e HP, com 15,6% e 9%, respectivamente.[1]

Referências

  1. a b c d e Por que a Lenovo correu pela CCE IstoÉ Dinheiro Editora Três; Terra Networks (6 de setembro de 2012). Visitado em 30 de março de 2015. Cópia arquivada em 30 de março de 2015.
  2. Christian Carvalho Cruz, Rosenildo Gomes Ferreira (1 de maio de 2002). MAIS UMA CHANCE PARA A AIWA Istoé Dinheiro. Visitado em 23 de maio de 2012.
  3. CCE Info. Visitado em 10 de janeiro de 2013.
  4. A Empresa. Visitado em 10 de janeiro de 2013.
  5. Tablets CCE.
  6. Lenovo deve anunciar compra da CCE nesta quarta-feira Veja Grupo Abril (5 de setembro de 2012). Visitado em 5 de setembro de 2012.
  7. Lenovo adquire 100% da empresa brasileira CCE, Acesso em 5 de setembro de 2012.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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