Caio Norbano Balbo

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Caio Norbano Balbo (em latim: Caius Norbanus; 129 ou 128 a.C.[1]Rodes, 81 a.C.) foi um político romano.

Tribuno da plebe[editar | editar código-fonte]

Em 95 a.C., como tribuno da plebe, acusou Quinto Servílio Cépio, o Velho de traição quando este perdeu o seu exército frente aos Cimbros (105 a.C.) bem como do saque do templo de Tolosa (106 a.C.). Cépio foi condenado e partiu para o exílio à cidade de Esmirna.

No ano seguinte (94 a.C.), o próprio Norbano foi acusado de traição por Públio Sulpício Rufo sob a lex Appulia, devido aos distúrbios por causa do juízo de Cépio, mas a eloquência com a que parlamentou na sua defesa Marco Antônio Orador, avô do triúnviro Marco Antônio, com quem Norbano servira como questor, procurou-lhe a absolução.[2]

Pretura na Sicília[editar | editar código-fonte]

Em 90 a.C. foi pretor e em 89 a.C. como propretor na província da Sicília, Norbano teve sucesso na defesa da ilha frente aos aliados italianos na Guerra Social.[3] Em 88 a.C., durante a sua propretoria, foi na ajuda da cidade de Régio, que estava prestes a cair nas mãos dos samnitas e italianos, os quais planeavam invadir a Sicília aproveitando a comoção civil em Roma.[4]

Guerra Civil e Consulado[editar | editar código-fonte]

Durante a Guerra Civil entre Caio Mário e Lúcio Cornélio Sula, tomou parte pelo primeiro. Obteve o cargo de cônsul em 83 a.C. junto a Lúcio Cornélio Cipião Asiático Asiageno. Foi derrotado por Sula na Batalha do Monte Tifata perto de Cápua. As tropas recrutadas de Norbano nada puderam fazer contra os veteranos de Sula; cerca de seis mil soldados de Norbano faleceram enquanto Sula perdeu apenas 70 homens. A batalha é situada por Apiano em Canúsio na Apúlia, mas provavelmente fosse um erro por Casílino, uma cidade à beira do Volturno.

No ano seguinte, 82 a.C., Norbano reuniu-se com o cônsul Carvão na Gália Cisalpina, mas os dois exércitos foram derrotados completamente por Quinto Cecílio Metelo Pio na Batalha de Favência. Esta batalha foi o golpe mortal ao partido de Mário. Depressa começou a deserção entre as filas dos populares. Albinovano, comandando de Arímino, convidou Norbano e os principais oficiais a um banquete; o primeiro suspeitou uma traição e declinou o convite, mas os demais aceitaram e foram assassinados.

Norbano fugiu para Rodes, onde se suicidou na Praça do mercado, enquanto os rodenses debatiam se o entregar a Sula.[5]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. (LOVANO, 2002), pág. 111
  2. Cícero, De Oratore livro ii. 48, 49, livro iii. 21, 25, 39, 40, Orator Part. 30, Valério Máximo Fatos e ditos memoráveis livro viii. 5 § 2
  3. Cícero, In Verrem v. 4, comp. iii. 49
  4. Diodoro Eclog. livro xxxvii. p. 540, ed. Wesseling
  5. Apiano, De bellis civilibus livro i. 82, 84, 86, 91; Tito Lívio Epítome 85; Veleio Patérculo, História Romana, livro ii. 25; Plutarco, Sula, 27, Orósio, Histórias, livro v. 20; Floro, Epítome da história de Tito Lívio. livro iii. 21 § 18
Precedido por:
Lúcio Cornélio Cina e Cneu Papírio Carbão
Cônsul da República Romana
83 a.C. junto a Lúcio Cornélio Cipião Asiático Asiageno
Sucedido por:
Cneu Papírio Carbão e Caio Mário