Casa de Malhoa

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Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves - Casa de Malhoa.
Prémio Valmor 1905

A Casa de Malhoa ou Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves, localizada em Lisboa na freguesia de São Sebastião da Pedreira, foi projectada pelo arquitecto Norte Júnior nos anos 19041905. Foi construída com a finalidade de servir de habitação e atelier de trabalho, ao pintor José Malhoa. Esta edificação foi agraciada com o Prémio Valmor em 1905, devido à sua beleza arquitectural.

É uma casa constituída na sua fachada por três corpos bem distintos, mas que se integram de uma forma harmoniosa no seu conjunto. Destaca-se na zona central um grande janelão, correspondente à zona que servia de atelier ao pintor. À esquerda desse janelão pode-se ver um pequeno alpendre sobre a escada que dá acesso à porta de entrada. O lado direito da fachada corresponde à zona da sala de jantar.

O vitral na sala de jantar e sala anexa ao atelier do pintor é de origem francesa. De destacar também, no exterior do edifício, o portão em ferro forjado, estilo Arte Nova.

Origem do museu[editar | editar código-fonte]

O Dr. Anastácio Gonçalves adquiriu a Casa de Malhoa em 1932 utilizando-a como sua residência e principalmente como arquivo da sua vasta colecção de arte. A estrutura da casa nessa altura foi alvo de algumas alterações, como a mudança da cozinha para a cave.

Com o falecimento do Dr. Anastácio em 1965, a Casa-Museu passa, por vontade expressa do falecido, para o estado português em 1969.

O edifício abre as suas portas ao público, já como museu, em 1980, depois de ter sofrido algumas alterações de adaptação às suas novas funções. Entretanto, devido à exiguidade de espaço para o espólio existente, sofreu novas alterações em 1996, de acordo com o projecto arquitectónico elaborado pelos arquitectos Frederico George e Pedro George, em que foi anexado ao museu a moradia que existia ao lado. Esta moradia tinha sido projectada pelo arquitecto Norte Júnior.

A Casa Museu Dr. Anastácio Gonçalves, está classificada pelo IGESPAR, como Imóvel de Interesse Público (Dec. 28/82 Diário da República de 26 de Fevereiro de 1982).

Colecção permanente[editar | editar código-fonte]

1 - Obras coleccionadas pelo Dr. Anastácio Gonçalves (cerca de 2000) de variadíssimos tipos e podendo destacar-se desse acervo:

2 - Obras que não faziam parte do espólio do Dr. Anastácio Gonçalves, como diversas pinturas portuguesas contemporâneas, assim como diversos objectos do espólio de Silva Porto.

Exposições temporárias[editar | editar código-fonte]

  • Azul e Branco da China - 2 de Dezembro de 1997 a Setembro de 1998.
  • Pintura na colecção Amaral Cabral – 9 de Dezembro de 1998 a Setembro de 1999.
  • António Firmo da Costa. Um ourives de Lisboa através da sua obra – 26 de Janeiro de 2000 a Maio de 2000.
  • Uma família de coleccionadores. Poder e Cultura. Antiga colecção Palmela – 21 de Fevereiro de 2001 a 30 de Setembro de 2001.
  • Da Flandres e do Oriente. Escultura Importada. Colecção Miguel Pinto – de 10 de Julho de 2002 a Março de 2003.
  • Henri Burnai: De Banqueiro a Coleccionador – 27 de Novembro de 2003 a 7 de Novembro de 2004.
  • Colecção Dr. Anastácio Gonçalves. Peças em Reserva – 30 de Novembro de 2004 a 27 de Março de 2005.
  • João Vaz. Um Pintor do Naturalismo – 31 de maio de 2005 a 30 de Novembro de 2005.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]