Concílios budistas

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Primeiro Concílio Budista[editar | editar código-fonte]

O Primeiro Concílio Budista teria tido lugar em Rajagrha (hoje Rajgir, no estado do Bihar, na Índia), no próprio ano da morte de Buda. O concílio foi presidido por Mahakasyapa, um dos mais importantes discípulos do Buda. Durante o evento Upali e Ananda, também discípulos do Buda, recitaram, respectivamente, as leis monásticas e os ensinamentos religiosos do Buda.

Segundo Concílio Budista[editar | editar código-fonte]

O Segundo Concílio Budista desenrolou-se em Vaisali, um século após a morte de Buda. O principal motivo para a convocação do concílio, no qual estiveram presente setecentos monges, foi tentar resolver disputas geradas em torno de admissibilidade de determinadas práticas dos monges (como por exemplo a aceitar ouro e da prata como donativos ou o consumir vinho de palma).

O concílio foi presidido por Revata, tendo sido decidida a interdição das práticas dos monges (codificadas em dez pontos). Segundos alguns investigadores, a divisão no seio da comunidade budista iniciou-se após este concílio, com a divisão entre os Mahasanghikas, partidários de regras monásticas mais relaxadas, e os Sthaviras ("Anciãos"), cuja perspectiva era mais rígida.

Terceiro Concílio Budista[editar | editar código-fonte]

O Terceiro Concílio Budista foi convocado pelo imperador mauria Asoka por volta de 250 a.C. na cidade de Pataliputra (a moderna Patna). Tinha como objectivos definir a ortodoxia budista, tendo sido presidido pelo monge Moggaliputta Tissa. Nele estiveram presentes cerca de mil monges, tendo sido declaradas como heréticas determinadas doutrinas religiosas; os seus proponentes foram expulsos da cidade.

Este concílio é apenas referido nas fontes Theravada. Nos textos da escola Sarvastivada o Terceiro Concílio Budista teve lugar em Jalandhara ou em Cachemira durante o reinado de Kaniska, por volta do ano 100 d.C.

Concílios modernos[editar | editar código-fonte]

No ano de 1871 decorreu em Rangum um concílio por vezes denominado como o "Quinto Concílio Theravada". Foi convocado pelo rei Mindon Min e o seu objectivo foi revisar os textos pali.

Por último, em Maio de 1954 iniciou-se em Rangum um concílio cujo propósito era recitar e rever o Cânone Pali. Participaram cerca de 25 mil monges budistas de vários países, tendo terminado em Maio de 1956. O discuro da cerimónia de abertura foi da responsabilidade do então primeiro-ministro da Birmânia, U Nu, tendo a data do concílio sido escolhida de modo a coincidir com o aniversário da morte do Buda há 2500 anos (segundo os cálculos Theravada).

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • PREBISH, Charles S. - Buddhist Councils em Encyclopedia of Buddhism. Nova Iorque: McMillan USA, 2004. ISBN 0028657187.