Crise Oriental de 1840

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Crise Oriental de 1840
Local Delta do Nilo, Beirute, Acre
Desfecho Convenção de Londres imposta pelas potências aliadas, enquanto Mehmet Ali assegura a sua posição no Egito
Combatentes
 Reino Unido
Flag of the Habsburg Monarchy.svg Império Austríaco
Flag of Prussia 1892-1918.svg Prússia
 Império Russo
 Império Otomano
 Egito

A Crise Oriental de 1840 foi resultado da Segunda Guerra Turco-Egípcia; um conflito armado no leste do Mediterrâneo, entre o Egito e o Império Otomano. Foi desencadeado por Uale Mehmet Ali que visava estabelecer um império pessoal, na província otomana do Egito.

Origens do conflito[editar | editar código-fonte]

Após uma série de sucessos políticos e militares das forças de Muhammad Ali contra o Império Otomano, para assegurar o seu domínio independente, uma aliança com as potências europeias que compõem o Reino Unido, o Império Austríaco, o Reino da Prússia e o Império Russo interveio em favor do jovem Sultão Abd-ul-Medjid I.

Pela Convenção de Londres, estas potências europeias ofereceram a Muhammad Ali e seus herdeiros o controle permanente sobre o Egito e a província do Acre (aproximadamente onde atualmente é Israel), desde que estes territórios que continuassem a fazer parte do Império Otomano e que retirasse suas tropas no prazo de dez dias do interior da Síria e as regiões costeiras do Monte Líbano. A Convenção foi assinada em 15 de julho de 1840 entre o Reino Unido, Áustria, Prússia e Rússia, por um lado, e o Império Otomano, por outro. As potências europeias concordaram em usar todos os meios possíveis de persuasão para efeito do acordo, mas Muhammad Ali hesitou, acreditando no apoio da França.

Campanha militar[editar | editar código-fonte]

Em setembro de 1840, as potências europeias, posteriormente, transferiram de meios diplomáticos para uma ação militar. Já que o apoio francês para Muhammad Ali não se concretizou, forças navais britânicas e austríacas moveram-se no Mediterrâneo oriental contra a Síria e Alexandria.[1] Alexandria era o porto onde a frota otomana, que já havia desertado para Muhammad Ali, antes, tinham retirado. Depois que a Marinha Real Britânica e a Marinha austríaca primeiramente bloquearam a costa do delta do Nilo, que se deslocaram a leste de Sidon e Beirute em 11 de Setembro de 1840. As forças britânicas e austríacas, em seguida, atacaram Acre. Após o bombardeio da cidade e do porto em 3 de novembro de 1840, um pequeno grupo de tropas de austríacos, britânicos e otomanos (que foram conduzidas pessoalmente pelo comandante da frota austríaca, o Arquiduque Frederico da Áustria) levou a cidadela após a guarnição egípcia de Muhammad Ali no Acre tinha fugido.

A longo prazo[editar | editar código-fonte]

Após a rendição no Acre, Muhammad Ali finalmente aceitou os termos da Convenção de 27 de Novembro de 1840. Ele renunciou a suas reivindicações sobre Creta e o Hijaz e concordou em reduzir o tamanho de suas forças navais e seu exército de 18 000 homens, desde que ele e seus descendentes pudessem beneficiar do domínio hereditário sobre o Egito e o Sudão - um status inédito de um vice-rei otomano.[2] Os firmans, posteriormente emitidos pelo sultão otomano, confirmam de facto o domínio de Muhammad Ali sobre o Egito e o Sudão. Retirou-se da Síria, Creta e devolveu a frota otomana.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. H. Wood Jarvis, Pharaoh to Farouk, (London: John Murray, 1956), 134.
  2. Morroe Berger, Military Elite and Social Change: Egypt Since Napoleon, (Princeton, New Jersey: Center for International Studies, 1960), 11.