Dicentrarchus labrax

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Como ler uma caixa taxonómicaDicentrarchus labrax
Dicentrarchus labrax.jpg

Estado de conservação
Status iucn3.1 LC pt.svg
Pouco preocupante (IUCN 3.1)
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Actinopterygii
Ordem: Perciformes
Família: Moronidae
Género: Dicentrarchus
Espécie: D. labrax
Nome binomial
Dicentrarchus labrax
Linnaeus, 1758

Dicentrarchus labrax é uma espécie de peixe da família Moronidae de tons acinzentados. Vulgarmente conhecido em Portugal por robalo, é muito apreciado na culinária portuguesa e de outros países europeus. O seu habitat inclui estuários, lagoas, águas costeiras e rios e estende-se a todas as águas em torno da Europa, nomeadamente: a região oriental do Oceano Atlântico, desde a Noruega ao Senegal, o Mediterrâneo e o Mar Negro.

Biologia[editar | editar código-fonte]

O robalo legítimo (Dicentrarchus labrax) é comum em todo o Mediterrâneo, no mar Negro e no Atlântico Nordeste, da Noruega ao Senegal. Vive em águas costeiras, até uma profundidade de 100 m (normalmente no inverno), bem como em águas salobras de estuários e lagunas costeiras (no verão), podendo, ocasionalmente, ser encontrado em rios. Os juvenis são gregários, especialmente durante as migrações sazonais, formando cardumes. Os adultos são menos gregários. O robalo é um predador voraz, alimentando-se de crustáceos, moluscos e peixes. No Mediterrâneo, os robalos atingem a maturidade sexual aos três anos, no caso dos machos, e aos quatro anos, no caso das fêmeas; no Atlântico, a maturidade sexual é atingida aos quatro e aos sete anos, respetivamente.[1]

Cultura[editar | editar código-fonte]

O robalo, tal como a dourada, é desde há muito cultivado com métodos extensivos tradicionais, que permitem que os peixes selvagens entrem em lagunas, cuja entrada é em seguida fechada, prendendo os no seu interior, como é o caso da «vallicoltura » em Itália e dos «esteros» no sul de Espanha. Os robalos assim retidos alimentam-se de forma natural até serem capturados. Contudo, na década de 1960, cientistas do Mediterrâneo começaram a desenvolver métodos de criação intensivos, baseados em complexas técnicas de produção de juvenis. No final da década de 1970, estas técnicas estavam bem desenvolvidas na maior parte dos países mediterrânicos. O funcionamento de uma estação de produção de juvenis é muito técnico e requer pessoal altamente qualificado. As estações de produção de juvenis são frequentemente independentes e vendem juvenis às explorações de engorda. A reprodução do robalo é completamente controlada nas instalações. Os ovos fecundados são recolhidos à superfície do tanque de desova e colocados em bacias de incubação até à sua eclosão. As larvas são então transferidas para tanques de alevinagem. Depois de terem absorvido o respetivo saco vitelino, as larvas recebem uma alimentação muito específica, baseada, numa primeira fase, em microalgas e zooplâncton e, posteriormente, à medida que vão crescendo, em artémia (um pequeno crustáceo). Este alimento vivo é sempre produzido na estação de produção. Após um ou dois meses, as larvas são transferidas para a unidade de desmame, onde são habituadas a uma alimentação artificial. Em seguida, os alevins são transferidos para a unidade de criação de juvenis, onde são alimentados com granulados durante dois meses, após o que são transferidos para uma exploração de engorda. Na maior parte dos casos, a engorda é feita em jaulas flutuantes (por exemplo, no Mediterrâneo e nas ilhas Canárias). Existem igualmente explorações que produzem robalos em tanques em terra, que geralmente utilizam um sistema de recirculação que permite controlar a temperatura da água. Algumas explorações ainda utilizam métodos extensivos e semi-intensivos. O robalo de criação é geralmente capturado quando atinge um peso de 300 a 500 g, o que representa um período de vida de um a dois anos, consoante a temperatura da água.[1]

Produção e comércio[editar | editar código-fonte]

A aquicultura assegura uma parte muito substancial da produção de robalo, embora 10 % da produção mundial de robalo ainda provenham da pesca. A União Europeia é o maior produtor mundial de robalo, com 80 % da produção, seguida do Egito, o segundo maior produtor. No interior da União, a Grécia é o principal produtor, seguida da Espanha. As exportações para países terceiros são muito pouco significativas, contrastando com o importante volume das importações, provenientes principalmente da Turquia. A Itália, a Grécia e os Países Baixos são os principais importadores de robalo da Turquia. No caso da Itália, estas importações respondem à procura local; contudo, a Grécia e os Países Baixos tendem a reexportar robalo para outros países da UE. Com efeito, o comércio de robalo entre países da UE é muito importante, sendo a Grécia o principal exportador e a Itália o principal importador, seguida do Reino Unido, França, Espanha e Portugal.[1] Em 2011, Portugal produziu cerca de 460 toneladas[2] , sendo a produção semi-intensiva em esteiros (antigas salinas) o principal método utilizado. As zonas de produção localizam-se nas Rias de Aveiro, Alvor, Formosa e nos Estuários do Mondego e Guadiana. Existe ainda uma empresa, localizada no porto de Sines, que utiliza o método de produção intensivo em estruturas flutuantes.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c A Pesca e a Aquicultura na Europa, nº57 Agosto 2012 - Comissão Europeia
  2. INE, I.P. - Estatísticas da Pesca 2012, 2013 Lisboa-Portugal