Prostituição masculina

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A prostituição masculina é cada vez mais recorrente em diversas regiões do mundo, tanto em países desenvolvidos como a Espanha, onde por vezes os prostitutos, comumente chamados de gigolôs, que na américa do sul significa homem que faz da sua mulher um meio de vida para se manter através do sexo. Frequentemente vêm de países sub-desenvolvidos ou em desenvolvimento, como o Brasil,[1] até países africanos, onde mulheres e homens europeus praticantes de turismo sexual se tornam seus principais clientes por serem mais baratos que os imigrantes ilegais que atuam na Europa.[2]



História[editar | editar código-fonte]

A história da prostituição masculina remonta aos primórdios da prostituição. Mesmo a Grécia Antiga possuia também uma grande quantidade de πόρνοι / pórnoi, prostitutos. Uma parte deles trabalhava para uma clientela feminina, encontrando-se atestada a existência de gigolos desde a Época Clássica. Na comédia Pluto, Aristófanes coloca em cena uma mulher de idade avançada que gastou todo o seu dinheiro num amante que agora a rejeita. Contudo, a maioria dos prostitutos trabalhava para uma clientela masculina.

Prostituição e pederastia[editar | editar código-fonte]

Ao contrário da prostituição feminina, que envolvia mulheres de todas as idades, a prostituição masculina encontra-se praticamente confinada ao grupo dos adolescentes.

O período durante o qual os adolescentes eram considerados desejáveis estendia-se entre a puberdade e o aparecimento da barba, constituindo a ausência de pêlos um elemento de erotismo entre os gregos. São mesmo conhecidos casos de homens que tinham como amantes homens mais jovens que se mantinham depilados.

Da mesma maneira que acontecia com a versão feminina, a prostituição masculina não era para os gregos objecto de escândalo. Os bordéis de rapazes existiam não apenas nas zonas do Piréu, Keramaikos, no monte Licabeto, mas um pouco por toda a Atenas. Um dos mais célebres destes jovens prostitutos é sem dúvida Fédon de Élis. Feito escravo durante a tomada da sua cidade, o jovem trabalhou num bordel até que Sócrates o conheceu, tendo o filósofo comprado a sua liberdade. O jovem tornou-se seu discípulo, tendo o seu nome sido atribuído a dos diálogos de Platão, o Fédon que narra os instantes finais da vida de Sócrates. Os prostitutos masculinos encontravam-se também sujeitos ao pagamento de uma taxa.

Prostituição e cidadania[editar | editar código-fonte]

A existência de uma prostituição masculina em larga escala revela que os gostos pederásticos não estavam restritos a determinada classe social. Os cidadãos que não tinham tempo ou disponibilidade para seguir os rituais da pederastia (observar os jovens no ginásio, fazer a corte, oferecer presentes), poderiam recorrer aos prostitutos, que à semelhança das prostitutas encontravam-se protegidos pela lei contra as agressões físicas. Outra razão que explica o recurso à prostituição relaciona-se com os tabus sexuais: os gregos consideravam a prática do sexo oral como um acto degradante. Assim, numa relação pederástica o erastés (amante mais velho) não poderia pedir ao erómenos que praticasse este acto, reservado aos prostitutos.

Apesar do exercício da prostituição ser legal, era mesmo assim uma prática vergonhosa, encontrando-se associado aos escravos ou aos estrangeiros. Em Atenas tinha para um cidadão consequências políticas, nomeadamente a perda dos direitos cívicos (atimía). Na obra Contra Timarco, Ésquines defende-se dos ataques de Timarco com a acusação deste ter praticado a prostituição durante a juventude, devendo por isso ser excluído dos seus direitos políticos, como o de apresentar queixa contra alguém.

Preços[editar | editar código-fonte]

Tal como no caso das mulheres, os preços cobrados pelos serviços variam consideravelmente. Ateneu refere-se a um rapaz que oferecia os seus serviços por um óbolo, mas o valor é considerado demasiado baixo. Estratão de Sardes, autor de epigramas, refere uma transacção por cinco dracmas. Uma carta do Pseudo-Ésquines estima em 3000 dracmas o dinheiro ganho por um tal Melanopo, provavelmente durante toda a sua carreira.

Curiosidades[editar | editar código-fonte]

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Michê é termo utilizado para homens que são considerados "profissionais do sexo", que prestam serviços sexuais oferecendo o prazer a outra pessoa, a venda do corpo em troca de dinheiro. Tanto homens como mulheres costumam contratar esses serviços.

Roma Antiga[editar | editar código-fonte]

Passando-se para o caso da Roma Antiga, a moralidade romana já tinha mudado no século IV, quando Amiano Marcelino critica amargamente os costumes sexuais dos taifali, uma tribo bárbara que habitava entre os Cárpatos e o Mar Negro, de que fazia parte a pederastia ao estilo grego.[3] Em 342 DC os imperadores Constantino II e Constâncio II introduziram legislação que castigava a homossexualidade passiva, possivelmente com a castração. Estas leis que foram ampliadas em 390 DC por Teodósio I, condenando à fogueira todos os homossexuais passivos que se prostituiam em bordéis. Em 438 DC, a lei passou a abranger todos os homossexuais passivos, e em 533 DC Justiniano I passou a castigar todos os atos homossexuais com a castração e a fogueira.[4]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. 70% dos homens que se prostituem na Espanha são brasileiros
  2. Cinqüentonas aderem ao turismo sexual na África. Sem camisinha
  3. "Homosexuality. A history", Colin Spencer, 1996, Londres: Fourth Estate, id = 1-85702-447-8
  4. "Gleich und anders", Robert Aldrich (ed.), 2007, Hamburgo: Murmann, id = 978-3-938017-81-4