Hotel Ritz

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Hotel Ritz / Four Seasons

O Hotel Ritz (Four Seasons) é um hotel localizado em Lisboa. Ocupa todo um quarteirão, na Freguesia de São Sebastião da Pedreira.

Historial[editar | editar código-fonte]

O seu projecto é do atelier do arquitecto Porfírio Pardal Monteiro e teve início em 1952. Trata-se de "uma solução totalmente nova no contexto da sua longa obra e do seu tradicional discurso estético".[1]

Foi concebido com a colaboração do arquitecto Jorge Ferreira Chaves[2] [3] , que assegurou a continuidade do projecto[4] , dando assistência à obra e chefiando o projecto de execução [5] no atelier de obra até à data da sua inauguração em 1959.

Além de Jorge Ferreira Chaves, também foram creditados na memória descritiva do projecto, publicada dois anos após o falecimento de Porfírio Pardal Monteiro[6] , os estudantes de arquitectura Frederico Sant’Ana, Eduardo Goulartt Medeiros (que trabalharam no projecto de execução do hotel) e António Pardal Monteiro[7] e o arquitecto estagiário Anselmo Fernandez Rodriguez [8]

Os artistas plásticos Jorge Vieira, Martins Correia, Querubim Lapa, Hein Semke, Margarida Schimmelpfennig, João Farinha, Arnaldo Louro de Almeida, Estrela Faria, Almada Negreiros, Sarah Afonso, Lino António, Pedro Leitão, Carlos Calvet, António Duarte, Lagoa Henriques, Joaquim Correia, Barata Feyo, Carlos Botelho, António Soares, Luís Filipe, Jorge Barradas, Fred Kradolfer, Rolando Sá Nogueira, Bartolomeu Cid dos Santos e Hansi Stael criaram obras integradas na arquitectura do hotel.[9]

Para representação do projecto, em substituição do arquitecto Porfírio Pardal Monteiro, vítima de doença grave e que faleceu em 1957 durante o processo de construção do hotel, foi nomeado o arquitecto Leonardo Rey Colaço de Castro Freire, do SNI (Secretariado Nacional de Informação), que com a sua equipa, da qual fazia parte o arquitecto Carlos Lameiro, fiscalizou os acabamentos do hotel[4] . Também coordenou e escolheu os vários decoradores que participaram.

Por sugestão do governo, que desejava ter na capital uma unidade hoteleira de luxo com todos os requisitos da hotelaria moderna, foi constituída, especialmente para este efeito, a SODIM (Sociedade de Investimentos Imobiliários). Desta sociedade particular, que levou a cabo a construção do hotel, faziam parte, entre outros empresários portugueses, Manuel Queiroz Pereira e o banqueiro Ricardo Espírito Santo.[10]

O nome “Ritz” foi negociado com a cadeia Charles Ritz, sendo criada a Sociedade Hotéis Ritz – Portugal, e a exploração foi entregue à Companhia Les Grands Hôtels Européens. Está, desde 1997, associado ao grupo Four Seasons.

O hotel, com uma área de 13.000 metros quadrados, têm 290 quartos (incluindo 20 suites) distribuídos por 10 dos seus 15 pisos.

Hotel Ritz / Four Seasons[editar | editar código-fonte]

Notas e referências[editar | editar código-fonte]

Notas
  1. CARITA, Hélder; ALMEIDA, Lourenço de (col.) - "II - A construção de um "Palace Hotel" nos anos 50" in “RITZ: quatro décadas de Lisboa”; Edição Hotel Ritz, SA; 2000. (p. 32)
  2. AGAREZ, Ricardo - "De regra, renda e desenho: arquitectura para a Misericórdia de Lisboa c. 1960" in AA.VV. - Património Arquitectónico da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, Vol. 2. Lisboa: Santa Casa da Misericórdia. Tomo I; 2010 (p. 87)
  3. FERNANDES, José Manuel – Que viva a Mexicana! (ou a batalha da Mexicana) in Lisboa em obras. Livros horizonte; 1997. (pp. 205 a 208)
  4. a b LAMEIRO, Carlos - “Histórias que tenho para contar - A importância do turismo na minha vida”; Peregrinação publications USA Inc.; 2000. (p. 22)
  5. CALDAS, João Vieira - Porfírio Pardal Monteiro: Arquitecto; Lisboa: Associação dos Arquitectos Portugueses; 1997. (p. 94)
  6. Publicada na Revista “BINÁRIO” nº 13, Out. 1959. (separata)
  7. António Pardal Monteiro, diplomado em 1957, sobrinho de Porfírio Pardal Monteiro, deu continuidade aos projectos do Hotel Tivoli, Cidade Universitária de Lisboa e da Biblioteca Nacional.
  8. Anselmo Fernandez Rodriguez, antigo colaborador e “Chefe de atelier” de Porfírio Pardal Monteiro, deu continuidade, com António Pardal Monteiro, ao projecto do Hotel Tivoli, também inaugurado em 1959 e aos projectos da Cidade Universitária de Lisboa e Biblioteca Nacional.
  9. RITZ - quatro décadas de Lisboa”; Edição Hotel Ritz, SA; 2000.
  10. CALDAS, João Vieira - Porfírio Pardal Monteiro: Arquitecto; Lisboa: Associação dos Arquitectos Portugueses; 1997. (p. 93)

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • CARITA, Hélder; ALMEIDA, Lourenço de (col.) - “RITZ: quatro décadas de Lisboa”. Edição Hotel Ritz, SA; 2000.
  • AGAREZ, Ricardo Costa - “O Moderno revisitado - Habitação multifamiliar em Lisboa nos anos de 1950”. edição da C.M.L.; 2009.
  • AGAREZ, Ricardo - "De regra, renda e desenho: arquitectura para a Misericórdia de Lisboa c. 1960". in AA.VV. - Património Arquitectónico da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, Vol. 2. Lisboa: Santa Casa da Misericórdia; Tomo I; 2010.
  • FERNANDES, José Manuel – “Que viva a Mexicana! (ou a batalha da Mexicana)” in “Lisboa em obras”; Livros horizonte; 1997.
  • LAMEIRO, Carlos - “Histórias que tenho para contar - A importância do turismo na minha vida”. Peregrinação publications USA Inc.; 2000.
  • Revista “BINÁRIO” nº 13, Out. 1959. (separata)

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