Ilha de Salina
A Ilha de Salina é uma das sete ilhas que compõem o arquipélago Ilhas Eólias, no sul da Itália. Com uma superfície de 26,8 Km², é a segunda maior ilha do arquipélago, tanto pela sua superfície como pela sua população. É dividida em três comunas: Santa Marina, Malfa e Leni para uma população total de 2.300 habitantes. Formada por seis antigos vulcões, possui os relevos mais elevados do arquipélago. O monte "Fossa delle Felci" que culmina à 961 m de altitude e o monte “Monte dei Porri” à 860 m, conservaram típica a forma cónica. Destes dois vulcões inativos deriva o antigo nome grego da ilha Didyme (Δίδυμη) que significa gêmeas, referindo-se a duas montanhas existentes na ilha. O nome actual deriva da produção marítma de sal de um pequeno lago ao sul.
As escavações arqueológicas revelaram a presença de populações que sobem à idade do bronze bem como uma alternância de períodos de completo abandono e outros de forte desenvolvimento. As escavações realizadas ao redor de Santa Marina destacaram, um forte povoamento da ilha ao século IV a.C. No século VII d.C., a ilha de Salina ficou povoada por habitantes vindos das ilhas Eólias devido um movimento migratório ligado à actividade vulcânica da ilha Lipari. Seguidamente, as invasões árabes tornaram-na abandona até ao século XVII em que começou a se repopular.
Salina é a mais fértil das ilhas Eólias e possui cultivo de uva a partir das quais produz-se “Malvasia delle Lipari”, um vinho muito suave da Malvasia, bem como alcaparras exportadas no mundo inteiro.
Em 1980, foi instituídos o parque regional de Salina e, em 1988, a reserva natural dos dois montes.
Também, o turismo constitui um recurso suplementar para a ilha.