Ioveta de Betânia

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Ioveta de Betânia ou de Jerusalém (ou ainda Joveta, Yvette, Iveta, Ivetta, e Juditta) (c.1120 - antes de 1178) foi freira e abadessa em Betânia, no Reino Latino de Jerusalém. Era a filha mais jovem do rei Balduíno II de Jerusalém com Morfia de Melitene. As suas irmãs foram a rainha Melisende de Jerusalém, a princesa Alice de Antioquia e a condessa Hodierna de Trípoli.

Ioveta foi a única filha de Balduíno nascida após a sua subida ao trono da Cidade Santa em 1118. Quando este foi aprisionado pelos ortoquidas nas proximidades do Condado de Edessa em 1123, Ioveta foi uma dos reféns entregues para a libertação do rei. Ficou detida em Shaizar até ser resgatada em 1125 por 80.000 dinares, retirados dos despojos da vitória de Balduíno na batalha de Azaz nesse ano.

Todas as suas irmãs realizaram casamentos com nobres poderosos dos estados cruzados: a primogénita, Melisende, casou-se com Fulque V de Anjou e sucedeu ao pai no trono de Jerusalém; Alice casou-se com Boemundo II de Antioquia; e Hodierna com Raimundo II de Trípoli.

Ao contrário das suas irmãs, Ioveta entrou para o Convento de Santa Ana em Jerusalém. Em 1143 a sua irmã Melisende construiu um outro convento, dedicado a São Lázaro, na Betânia, em terras compradas à Igreja do Santo Sepulcro. Após a morte da primeira abadessa deste convento, Ioveta foi eleita para o seu cargo em 1144.

Apesar de não tão influente como as suas irmãs, não era desprovida de poder: na actualidade ainda existe um documento de 1157 pelo qual Ioveta doou terras aos cavaleiros da Ordem do Hospital. Foi também responsável pela educação de Sibila de Jerusalém, a filha do seu sobrinho Amalrico com Inês de Courtenay.

As quatro irmãs terão tido uma relação estreita, e quando Melisende morreu em 1161, Ioveta e Hodierna estavam ao seu lado, sendo que Alice provavelmente já teria morrido pouco antes. Depois deste evento, Ioveta desapareceu da história; a data da sua morte é desconhecida, mas já estava morta em 1178, quando surgem registros de outra abadessa no Convento de São Lázaro.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • A History of Deeds Done Beyond the Sea, Guilherme de Tiro, tradução para o inglês de E.A. Babcock e A.C. Krey, Columbia University Press, 1943
  • A History of the Crusades, Volume II: The Kingdom of Jerusalem and the Frankish East, 1100-1187, Steven Runciman, Cambridge University Press, 1952