Jorge Cafrune

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Jorge Cafrune
JorgeCafrune.JPG
Jorge Cafrune
Informação geral
Nome completo Jorge Antonio Cafrune
Nascimento 8 de agosto de 1937
Origem Jujuy, Argentina
País  Argentina
Data de morte 1 de fevereiro de 1978
Gênero(s) Música folclórica
Instrumento(s) Guitarra, Voz
Período em atividade 1960 - 1978

Jorge Antonio Cafrune (Jujuy, 8 de agosto de 1937 - Buenos Aires, 1 de fevereiro de 1978) foi um dos cantores mais populares de seu tempo. Suas canções tinham inspiração folclórica e política. Também participou como ator em vários filmes com temática semelhante. Jorge Cafrune nasceu em uma família de origem árabe em seus avós maternos e paternos eram imigrantes da Síria e do Líbano. Por essa razão ele foi apelidado de "El Turco" na Argentina, apelido habitual aplicado aos descendentes de árabes.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Ele nasceu na fazenda "La Matilde", em A Sunchal, Perico del Carmen, Jujuy. Foi educado em San Salvador de Jujuy, tendo aulas de guitarra com Nicolas Lamadrid. Se mudou com sua família para Salta, onde conoceu a Luis Alberto Valdez, Tomas Alberto Campos e Gilberto Vaca, com quem formou o seu primeiro grupo "Las Voces de Huayra". Com esta formação gravou em 1957 o seu primeiro disco de acetato, com na gavadora de Salta "H. y R.". Naquela época foram "descobertos" por Ariel Ramirez, que os convocou para acompanhá-lo em um tour de Mar del Plata e várias províncias. Então Cafrune e Valdez foram chamados para o serviço militar e o grupo alterno sua formação original do grupo com substitutos de José Eduardo Sauad e Adolfo Luis Rodriguez. Estes novos integrantes formam parte da formação que esse mesmo ano gravou um disco de 12 faixas para a gravadora Columbia Records. Mais tarde serão comvocados para gravar um segundo álbum para a mesma empresa, mas desentendimentos entre os membros acabaram por levar à dissolução do grupo.

Ante uma nova comvocatória de Ramirez, Cafrune forma um novo grupo, "Los cantores de la alborada" ("Os Cantores da Alvorada"), acompanhado por Tomas Campos, Vaca Gilberto y Javier Pantaleon, todos da província de Jujuy. Após a apresentação de novo com Ramirez, Cafrune decide continuar a viagem sozinho e deixar o novo grupo. Nesta nova etapa de estréia em 1960 no Centro da cidade argentina de Salta a tomar imediatamente depois de uma longa turnê que iria levá-lo através das províncias de Chaco, Corrientes, Entre Ríos e Buenos Aires. Confrontados com uma recepção morna na capital, onde ele não tuvo lugar no rádio ou na televisão, decidiu continuar a turnê do Uruguai e do Brasil. No primeiro realizado a sua estreia televisiva no canal 4 do país oriental.

Em 1962 ele retornou para a Capital e entra em contato com Jaime Dávalos, que tinha um programa de televisão. Este lhe diz que devería tentar a sua sorte no Festival de Folklore do Cosquín. Cafrune viaja para a cidade de Córdoba e conseguir uma vaga para atuar fora da programação, dedicando-se eleita a primeira revelação pública. Então veio o primeiro solo e a consagração final com novas apresentações em rádio, televisão e teatro, bem como passeios longos em que ele sempre preferiu cidades pequenas para as grandes cidades. Foi em uma dessas aldeias, Huanguelén, na província de Buenos Aires, onde conheceu e promoveu um jovem cantor chamado José Larralde. Neste período também continuou apresentándose cada ano em Cosquín e ali, em 1965, sem o conhecimento da organização apresentou a uma cantora tucumana chamada Mercedes Sosa.

Em 1967 apresenta a turnê "De a caballo por mi Patria", ("De a cavalo por o meu país"), em homenagem à Chacho Peñaloza. Nese passeio Cafrune percorreu o país ao estilo dos velhos gaúchos, levando sua arte e sua mensagem a todos os cantos. Seus objetivos também incluiron captar as paisagens através da fotografia e a filmação de curtas-metragens televisivas, além de coletar dados sobre estilos de vida, costumes, cultura e tradições das diversas regiões. A turnê foi desastrosa para a economia, mas foi um grande sucesso quando, tendo em conta os reais objectivos que tinham sido propostos.

No final desta turnê, foi convocado para integrar umas comitivas artísticas argentinas que visitarom os Estados Unidos e Espanha. O evento na Península Ibérica era fabulosa, e Cafrune llegou a morar ali por vários anos, formando família com Lourdes López Garzón. Seu retorno ao país foi em 1977 quando seu pai morreu. Aqueles eram tempos difíceis para a Argentina, porque o governo estava nas mãos da ditadura militar liderada por Jorge Rafael Videla. Ao contrário de outros artistas envolvidos, que foram exilados quando começaram as ameaças e proibições, Cafrune decidiu ficar e continuar fazendo o que ele fez de melhor: cantar e opinar cantando e fazendo. Assim, no Festival de Cosquín de janeiro de 1978, quando ele pediu ao público uma canção que foi proibido, Zamba de mi esperanza, Cafrune concordou, argumentando que "embora não seja permitida na carteira, se meu povo me perguntar, eu vou a cantar." Segundo o testemunho de inscritos no relatório Nunca Mas, isso (além de música, a partir da Orejano, uma canção rebelde libertário) foi demais para os militares, e em um campo de concentração em Córdoba, o tenente-coronel Carlos Enrique Villanueva disse que "tinha de ser morto para avisar aos outros."

Em 31 de janeiro de 1978 como uma homenagem a José de San Martín, Cafrune empreendeu uma viagem a cavalo que lo levaria a Yapeyú, berço do Libertador, para colocar a terra de lugar de sua morte, Boulogne-sur-Mer. Naquela noite, pouco depois de sair, foi atingido na altura do Benavídez por uma Van dirigida por um menino de 19 anos, Hector Emilio Diaz. Cafrune morreu no mesmo dia à meia-noite, mas o fato nunca foi estabelecido e para a justiça foi apenas um acidente.

O fato que ele suspeita que sua morte foi causada pela ditadura fizo que corria o boato que Cafrune era comunista. Mas ele estava em contra do comunismo e o capitalismo: era um nacionalista convicto com grande respeito às suas terras e tradições.

Discografia argentina[editar | editar código-fonte]

Discografia de Jorge Cafrune
Título Ano Gravadora
Las voces de Huayra 1957 Columbia
Folklore 1962 H. y R.
Tope puestero
Cafrune
Jorge Cafrune
Emoción, Canto y Guitarra 1964 CBS
Cuando llegue el alba
Que seas vos
Ando cantándole al viento y no sólo por cantar 1965
El Chacho, Vida y obra de un caudillo
La Independencia 1966
Yo digo lo que siento
Jorge Cafrune 1967
Yo he visto cantar al viento 1968
Este destino cantor 1969
Zamba por vos
Jorge Cafrune interpreta a José Pedroni 1970
Lindo haberlo vivido para poderlo contar 1971
Labrador del canto
Yo le canto al Paraguay
Virgen india (con Marito) 1972
Aquí me pongo a contar… Cosas del Martín Fierro
De mi madre (con Marito)
De lejanas tierras. Jorge Cafrune le canta a Eduardo Falú y Atahualpa Yupanqui
Siempre se vuelve 1975
Jorge Cafrune en las Naciones Unidas 1976

Recompilações[editar | editar código-fonte]

Título Ano Gravadora
Jorge Cafrune 20 Grandes Canciones
Mis 30 mejores canciones (2 cd) Sony

Filmografia[editar | editar código-fonte]

Filmografia de Jorge Cafrune
Título Ano Diretor
Cosquín, amor y folklore 1965 Delfor María Beccaglia
Ya tiene comisario el pueblo 1965 Enrique Carreras
El cantor enamorado 1969 Juan Antonio Serna
Argentinísima 1972 Fernando Ayala e Héctor Olivera
El canto cuenta su historia 1976 Fernando Ayala e Héctor Olivera

Ligações externas[editar | editar código-fonte]