Lúcio Sérgio Catilina
| Lúcio Sérgio Catilina Lucius Sergius Catilina |
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| O Cônsul Cícero denuncia no Senado romano a conspiração de Catilina, por Cesare Maccari | |
| Nascimento | 109 a.C. ? |
| Morte | 62 a.C. Pistoia |
| Nacionalidade | romano |
| Cargo | governador |
Lúcio Sérgio Catilina (em latim Lucius Sergius Catilina), foi um político romano (?, 109 a.C. - Pistoia, 62 a.C.).
Catilina era do gens Sergia, descendentes de Sergetus, troiano companheiro de Eneas[1].
De família patrícia, mas pobre, Catilina teria iniciado desde cedo uma vida de crimes e vícios. Apoiou Lúcio Cornélio Sula, tornando-se seu agente. Durante as proscrições deu demonstrações de ambição e crueldade.
Em 77 a.C., foi questor, em 68 a.C. pretor e em 67 a.C./66 a.C., governador da África. Tentou ser nomeado cônsul, sem sucesso. Irritado e pressionado por dívidas, não viu outra saída a não ser através de uma conspiração, na qual reuniu jovens nobres e arruinados. No entanto, a tentativa de assassinato dos dois cônsules designados falhou (65 a.C.), juntamente com sua candidatura para cônsul (63 a.C.).
Quando amigos de Catilina começaram a se sublevar, Cícero - o cônsul escolhido - conseguiu plenos poderes e interpelou Catilina em pleno Senado:
| Qvosque tandem abvtere, Catilina, patientia nostra? (Até quando, Catilina, abusarás de nossa paciência?) |
— Cícero
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Catilina, forçado a se desmascarar, optou pela luta aberta. Preparações foram feitas através da Itália, especialmente na Etrúria, onde a revolta foi iniciada por Mânlio, um dos veteranos de Sula.
Frustrou-se um plano para matar Cícero e, no dia seguinte, este pronunciou um discurso violento contra Catilina, que fugiu para chefiar seu exército na Etrúria. Depois de mais um dia, Cícero fez novo discurso contra Catilina, desta vez no fórum romano.
Índice |
[editar] Catilinárias
O conjunto dos discursos de Cícero contra Catilina ficaria celebrizado sob o nome de "Catilinárias", que foram usadas por muito tempo como uma das principais formas de ensino de argumentação em todo o mundo. Com este último discurso de Cícero, o povo romano veio a declarar tanto Catilina quanto Mânlio inimigos públicos. Um exército chefiado pelo cônsul Caio António Híbrida foi enviado contra eles.
[editar] Condenação à morte
Enquanto isso, os conspiradores em Roma tentaram induzir alguns enviados gauleses que se encontravam na cidade a unirem-se a eles. Cícero, porém, conseguiu reunir provas documentais e os conspiradores foram presos e condenados à morte. Essa condenação foi posteriormente criticada como violação da lei, pois o senado romano não tinha o poder de vida e morte sobre o cidadão romano.
No início de 62 a.C., Catilina viu-se cercado pelas legiões de Marcelo Celer e Antônio, morrendo na luta e inspirando uma frase de Floro:
| Bela morte, assim tivesse tombado pela Pátria. | — Floro
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[editar] Ver também
- Catilina - peça de Henrik Ibsen
Referências
- ↑ Harry Thurston Peck, Harpers Dictionary of Classical Antiquities. New York. Harper and Brothers. 1898, entrada Sergia Gens