Má Educação

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
La mala educación
Má educação (PT/BR)
Espanha
2004 • cor • 106 min 
Direção Pedro Almodóvar
Roteiro Pedro Almodóvar
Elenco Gael García Bernal
Leonor Watling
Fele Martínez
Daniel Giménez Cacho
Género drama
Idioma espanhol
Página no IMDb (em inglês)

La mala educación (br /pt: Má educação) é um filme espanhol de 2004, do gênero drama, dirigido por Pedro Almodóvar. Foi produzido por Pedro Almodóvar e Agustín Almodóvar, com direção de arte de Antxón Gómez, figurino de Paco Delgado e Jean-Paul Gaultier e edição de José Salcedo. A direção de fotografia é de José Luis Alcaine e a trilha sonora é de Alberto Iglesias.

Sinopse[editar | editar código-fonte]

Gtk-paste.svg Aviso: Este artigo ou se(c)ção contém revelações sobre o enredo.

Dois meninos, Ignacio e Enrique, conhecem o amor, o cinema e o medo num colégio religioso no início dos anos 60. O padre Manolo, diretor do colégio e seu professor de literatura, é testemunha e parte dos descobrimentos. Os três personagens voltam a se encontrar outras vezes mais, ao final dos anos 70 e 80. O reencontro marcará a vida e a morte de algum deles.

Características[editar | editar código-fonte]

Pedro Almodóvar, diretor de La mala educación

Almodóvar não afirma ser sua autobiografia a infância do protagonista. A história é labiríntica, com várias histórias dentro da história principal do filme. Essas histórias são: a história principal, o enredo de "La visita", a gravação do filme e o depoimento de Padre Manolo. Além disso, vários personagens mudam de nome e chegam até a interpretar outros personagens dentro do filme.

Durante o desenvolver da história os personagens são mostrados em diversos momentos da sua vida (e também interpretados por diferentes atores).

O filme é considerado uma crítica à Igreja e aos colégios tradicionais.

No filme há os elementos que caracterizam a essência filmográfica de Almodóvar: a mítica trilogia de cores (amarelo-mostarda, roxo e azul) e uma dose notável de simbologia. E também a presença de travestis.

Este filme não tem o humor, às vezes escrachado, dos filmes anteriores de Almodóvar. Ao contrário, o clima é permanentemente pesado e depressivo.

Elenco[editar | editar código-fonte]

Applications-multimedia.svg A Wikipédia possui o


Recepção da crítica[editar | editar código-fonte]

La mala educación tem aclamação por parte da crítica especializada. Com tomatometer de 88% em base de 137 críticas, o Rotten Tomatoes publicou um consenso: “Um drama em camadas, maravilhosamente atuado e apaixonado”. Tem 86% de aprovação, por parte da audiência, usada para calcular a recepção do público a partir de votos dos usuários do site.[1]

Principais prêmios e indicações[editar | editar código-fonte]

BAFTA 2005 (Reino Unido)

  • Indicação na categoria de Melhor Filme Estrangeiro.[2]

Prêmio César 2005 (França)

  • Indicação na categoria de Melhor Filme Europeu.

Independent Spirit Awards 2005 (EUA)

  • Iindicação na categoria de Melhor Filme Estrangeiro.

Prêmio Goya 2005 (Espanha)

  • Indicações nas categorias de Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Direção de Arte e Melhor Desenho de Produção.

European Film Awards 2004

  • Indicações nas categorias de Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Roteiro, Melhor Fotografia, Melhor Trilha Sonora, Melhor Diretor - Júri Popular e Melhor Ator - Júri Popular (Fele Martinez).

Prêmio NYFCC 2004 (New York Film Critics Circle Awards, EUA)

  • Venceu na categoria de melhor filme estrangeiro.

Curiosidades[editar | editar código-fonte]

  • Quase não aparecem mulheres no filme.
  • Quando Juan e Berenguer (Padre Manolo) vão ao cinema os filmes que vêem são A Besta Humana, de Jean Renoir, e Thérèse Raquin, de Marcel Camé. Dois filmes do noir francês. Em ambos são apresentadas situações semelhantes às das personagens, por isso eles dizem: É como se todos esses filmes falassem de nós.

Comentários de Pedro Almodóvar sobre o filme[editar | editar código-fonte]

Cquote1.svg Tinha que fazer Má Educação, tinha que me livrar dessa história, antes que ela se convertesse em obsessão. Tinha trabalhado no roteiro por mais de dez anos e poderia ter continuado por outra década. Pela quantidade de combinações possíveis, a trama do filme só termina de se escrever quando o filme já está rodado, montado, mixado. Cquote2.svg
Cquote1.svg É um filme muito íntimo, mas não é autobiográfico. Não falo de minha vida no colégio (...). Obviamente minhas memórias foram importantes na hora de escrever o roteiro, já que vivi nos locais e momentos onde a história se passa. ‘Má Educação’ não é um ajuste de contas com os padres que me educaram mal, nem com a Igreja em geral. Caso tivesse necessidade de me vingar, não teria esperado quarenta anos para fazê-lo. A Igreja não me interessa, nem como adversária. O filme não é uma comédia, ainda que haja humor nem um musical infantil, ainda que crianças cantem. É um film noir, ou, pelo menos, gostaria de considerá-lo assim. O gênero noir admite bem a mistura com outros gêneros, sempre que a narração respire esse ar fatal, sem o qual o negro seria cinza. No noir pode não haver polícia nem armas, nem sequer violência física, mas tem de haver mentiras e fatalidade, qualidades que normalmente uma mulher encarna: a femme fatale. Ela é consciente de seu poder de sedução e é fria, razão pela qual não se altera facilmente. É alguém que perdeu os escrúpulos e não se interessa em recuperá-los. Para ela, o sexo não é fonte de prazer e sim de dor para os demais. Em A Má Educação, a femme fatale é um enfant terrible, o personagem interpretado por Gael Garcia Bernal. Cquote2.svg

Referências

  1. La mala educación (em inglês) Rotten Tomatoes. Página visitada em 29 de março de 2014.
  2. Bafta Film Awards 2005: Thenominations - BBC News (em inglês) bbc.co.uk. Página visitada em 29 de março de 2014.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]