Mário Juruna

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Mário Juruna
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Nascimento 3 de setembro de 1942 ou 1943
Barra do Garças, Mato Grosso, Brasil
Morte 18 de julho de 2002 (59 anos)
Brasília
Ocupação político

Mário Juruna (Barra do Garças, 3 de setembro de 1942 ou 1943Brasília, 18 de julho de 2002) foi o primeiro deputado federal brasileiro pertencente a uma etnia indígena.

Nasceu na aldeia xavante Namakura, próxima a Barra do Garças, no estado de Mato Grosso, no Brasil. Era filho do chefe da aldeia, Apoenã. Viveu na aldeia, sem contato com o a civilização nacional brasileira, até os dezessete anos, quando sucedeu seu pai na liderança da aldeia.

Na década de 1970, ficou famoso ao percorrer os gabinetes da Fundação Nacional do Índio, em Brasília, lutando pela demarcação de terra para os índios, portando sempre um gravador "para registrar tudo o que o branco diz" e constatar que as autoridades, na maioria das vezes, não cumpriam a palavra.

Foi eleito deputado federal pelo Partido Democrático Trabalhista (1983-1987), representando o estado do Rio de Janeiro. Sua eleição teve uma grande repercussão no país e no mundo. Foi o responsável pela criação da Comissão Permanente do Índio no Congresso Nacional do Brasil, o que levou o problema indígena ao reconhecimento formal. Em 1984, denunciou o empresário Calim Eid por tentar suborná-lo para votar em Paulo Maluf, candidato dos militares à presidência da república no colégio eleitoral.[1] Votou em Tancredo Neves, candidato da oposição democrática.

Não conseguiu se reeleger em 1986, mas continuou ativo na política por vários anos. Findo o mandato e abandonado pela tribo, ficou na miséria, vindo a falecer em decorrência de diabetes.

Referências

  1. Ulisses Capozzoli. Tributo a um chefe indígena. Observatório da Imprensa. Página visitada em 31 de outubro de 2010.

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