Manuel Inácio de Andrade Souto Maior Pinto Coelho

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Manuel Inácio de Andrade
Manuel Inácio de Andrade, marquês de Itanhaém, com sua esposa e netos
Nascimento 5 de maio de 1782
Morte 17 de agosto de 1867 (85 anos)
Marapicu
Nacionalidade brasileiro Flag of Empire of Brazil (1870-1889).svg
Ocupação Político
Cargo Senador

Manuel Inácio de Andrade Souto Maior Pinto Coelho, primeiro e único barão com grandeza e marquês de Itanhaém, no Brasil, e primeiro barão do mesmo título, em Portugal, (Marapicu, 5 de maio de 178217 de agosto de 1867) foi um militar, proprietário rural e político brasileiro.

Manuel Inácio nasceu na fazenda de Marapicu, pertencente ao seu pai, o brigadeiro do exército português Inácio de Andrade Souto Maior. Durante sua carreira militar, foi apontado general e conquistou várias medalhas e comendas entre elas a grã-cruz da Legião de Honra da França[1] . Tendo estudado Direito, tornou-se juiz. Ele falava ao menos cinco línguas.

Tutor da família imperial[editar | editar código-fonte]

Manuel Inácio foi feito barão de Itanhaém tanto por Portugal quanto pelo Brasil. Recebeu primeiramente o título de D. João VI, por decreto de 3 de maio de 1819. Depois o foi por D. Pedro I do Brasil, por decreto de 1 de dezembro de 1822, em gratidão à sua lealdade ao Império. Ainda em 1822, serviu como alferes-mor na sagração e coroação de D. Pedro I, que, aos 12 de outubro de 1826, o titulou marquês de Itanhaém.

Com a prisão de José Bonifácio em 1834, o marquês subsitituiu-o como tutor do jovem D. Pedro de Alcântara, então com oito anos. Tutor do imperador, ele residia em um quarto do Palácio de São Cristóvão, no Rio de Janeiro.

Casamentos[editar | editar código-fonte]

Aos vinte e cinco anos, o marquês de Itanhaém desposou, por procuração de sua família, sua prima, Teodora Egina Arnaut. Sua esposa morreu em 1828, depois de uma união insossa de quase vinte e um anos.

Aos quarenta e nove anos, o marquês casou-se com Francisca Matilde, de trinta anos. Com a morte de Francisca no ano seguinte, Manuel Inácio casou-se, menos de seis meses depois, com a cunhada, Joana Severina. Assim como a irmã, ela morreu aos trinta anos, seis meses depois.

Em 5 de julho de 1834, na capela da casa de uma amiga na Rua da Quitanda, o marquês de Itanhaém, com cinqüenta e dois anos (idade elevada na época, em que homens morriam aos quarenta), casou-se secretamente com Maria Angelina Beltrão, uma pobre faxineira lisboeta de vinte e nove anos. Maria Angelina o acordava todas as manhãs cedo no palácio, sempre limpando seu quarto. Em junho daquele ano, depois de uma conversa, o marquês pediu sua mão em casamento, e ela, surpresa, aceitou.

No mesmo ano ainda, o Marquês candidatou-se ao senado por Minas Gerais. Para ser eleito, exigiu sigilo de seu quarto casamento. Maria Angelina continuou a trabalhar como faxineira do palácio, sem que ninguém soubesse de suas relações com ele.

A farsa continuou mesmo com a vitória do Marquês, mas chegou ao fim no início de 1835, quando revelou seu casamento secreto a D. Pedro II e a gravidez de Maria Angelina. O Imperador aceitou a união entre os dois e, inclusive, permitiu que o primogênito do casal, Manuel Inácio, fosse batizado na capela imperial do palácio, em 25 de maio daquele ano. A cerimônia contou com a presença das principais famílias nobres do Império.

Morte[editar | editar código-fonte]

Manuel Inácio faleceu no Rio de Janeiro a 17 de agosto de 1867, aos 85 anos. Maria Angelina viria a falecer exatamente um mês depois, em 17 de setembro, aos 62 anos.

Referências

  1. Almanak Laemmert de 1856, Rio de Janeiro, pg. 30.
Ícone de esboço Este artigo sobre uma pessoa é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.