Montanha-russa

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Descida em parafuso de montanha-russa alemã Expedition GeForce.

Montanha-russa é uma atração popular dos parques de diversões modernos. A primeira montanha-russa foi patenteada em 20 de janeiro de 1885 por La Marcus Adna Thompson. Consiste basicamente em uma estrutura de aço (podendo ser feita de outros materiais) que forme uma pista composta por elevações similares a montanhas seguidas de quedas, embora também possam possuir inversões (sendo delas a mais conhecida o loopings, inversões contínuas que formem uma volta vertical completa de 360º impulsionadas pela velocidade proveniente de uma descida ou lançamento impulsionado deixando quem está na atração momentaneamente de cabeça para baixo) e seções de fotos que flagram geralmente o momento de descida dos passageiros na maior queda do brinquedo e que estão à venda na saída.

Nem todas as pistas são circuitos completos podendo ter seu início em lançamentos impulsionados por mecanismos ou serem puxados para trás no início e lançados por um percurso que pode terminar em outra estação ou em uma subida de ângulo próximo a 90º e retornarem ao início de costas.

Existem numerosos fãs de montanhas-russas em todo o mundo. Alguns deles vão a parques de diversões exclusivamente para se divertir nelas, principalmente quando há lançamento de uma nova que tenha batido algum recorde (velocidade, inclinação, comprimento, tempo de percurso, queda maior).

Fãs de alguns lugares do mundo têm convênio associado a parques e pagam taxas que revertem descontos na ida em montanhas-russas.

No que pode ser a primeira aplicação profissional de uma montanha-russa, a NASA anunciou que construirá uma para auxiliar o escape de astronautas da almofada de lançamento em uma emergência

Mecânica[editar | editar código-fonte]

A trilha de uma montanha-russa comum.

Os carros comuns de montanha-russa não são puxados todo o tempo sendo somente agarrados às pistas para não escaparem. Normalmente são erguidos através de cabos mecânicos sendo soltos ao topo da primeira “montanha” para adquirirem força. Então a energia potencial se transforma em energia cinética e permite aos carros completarem o percurso, ou parte dele, através desta força adquirida. A energia cinética é novamente transformada em energia potencial enquanto o trem se move novamente para o segundo pico, mas desta vez, dependendo da velocidade restante no inicio da subida do segundo pico, a energia pode ser convertida no meio da subida e não necessariamente no sopé. Isto é necessário independente da quantidade de energia perdida devido ao atrito. Então o trem desce novamente e levanta e assim por diante.

Entretanto, nem todas as montanhas-russas funcionam desta maneira. O lançamento pode ser ajustado por mecanismos (motores de indução lineares, motores de sincronismo lineares, lançamento hidráulico, lançamento comprimido do ar, pneu da movimentação, etc). Algumas montanhas-russas vão para trás e para frente através da mesma trilha. Estas são chamadas de Shuttles por causa desse movimento. Algumas montanhas-russas são movidas através de um tipo de locomotiva.

Uma montanha projetada sob boas circunstâncias terá bastante cinética, ou seja, energia para completar o percurso até que os freios o tragam em velocidade reduzida até a estação. Os freios localizados no fim de um curso é o modo mais comum de trazer o trem a uma estação. Powered coaster é nome dado às montanhas-russas que utilizam motores em cada um dos seus carrinhos para atravessar o percurso.

Passeio de montanha-russa em primeira pessoa.

Blocking[editar | editar código-fonte]

Algumas montanhas-russas pode ter dois ou mais trens ao mesmo tempo. Para prevenir acidentes, as montanhas-russas usam o método block, ou bloco, que evita uma possível colisão. Neste sistema de blocos a pista é dividida em seções, ou blocos. Somente um trem em cada vez é permitido por bloco. Nas extremidades de cada bloco há uma seção da trilha onde o trem pode ser parado, se necessário, evitando que ele continue seu trajeto e colida com um trem quebrado à sua frente. Os sensores na extremidade de cada bloco detectam quando um trem passa em cada bloco e enviam os dados a um computador que monitora o brinquedo. Quando o computador detecta que um trem está pronto para entrar em um bloco ainda ocupado por um trem anterior, ele usa os métodos disponíveis para o conter de entrar. Este método não é tão necessário quando a pista faz um movimento vai-vem, ou Shuttle.

História[editar | editar código-fonte]

As mais antigas montanhas-russas descendem da Rússia. Os passeios de trenó no inverno prendiam-se em montes especialmente construídos no gelo, principalmente em torno de São Petersburgo. Foram construídas de 20 a 24 metros de altura e consistiam em uma queda de 50º. Sua popularidade era tão grande que empreendedores de outra parte resolveram copiar a idéia e fizeram carros com rodas construídos em trilhas. Uma dessas companhias foi a Les Montagnes Russes à Belleville que construiu uma montanha-russa de gravidade em Paris em 1812.

O primeiro looping foi, provavelmente, construído em Paris de um projeto inglês em 1846 com uma única pessoa no carrinho que dava uma volta de 3,96 metros de diâmetro, aproximadamente, ou 13 pés. Nenhuma dessas trilhas eram circuitos completos. A partir daí, em muitos idiomas (dinamarquês, português, espanhol e francês) passaram a se referir à atração como “Montanha-russa”.

Switchback Railway de LaMarcus Thompson, 1884.

A primeira montanha-russa dos Estados Unidos foi construída com base nos modelos gravitacionais anteriores. Estas montanhas-russas primitivas foram criadas para oferecer divertimento por companhias ferroviárias nos fins de semana em que o movimento era mais baixo. A trilha completa surgiu em 1884 e em 1885 Phillip Hinkle introduziu o conceito do “monte elevador”. Ainda em 1885, LaMarcus Adna Thompson fez a patente da primeira montanha-russa.

No século XIX o looping vertical foi melhor explorado e em 1895 o conceito foi utilizado na montanha-russa “The FlipFlap” no parque Sea Lion Park, Brooklyn. Os passeios eram extremamente perigosos e logo os loopings foram desativados tendo que se esperar meio século para surgirem novos loopings mais seguros.

Underfriction em montanha russa.

Em 1912 surgiu a primeira montanha-russa “underfriction”, ou seja, utilizava dispositivo de rodas extra sob os carrinhos para manter os carrinhos presos aos trilhos em caso de movimentos intensos, desenvolvida por John Miller. Logo as montanhas-russas se espalhariam como atração pelos parques de diversões de todo o mundo.

Talvez a mais conhecida montanha-russa de toda a história, The Cyclone foi inaugurado em Coney Island, Brooklyn, em 1927. Após o Cyclone, todas as montanhas-russas atuais foram feitas de madeira. Muitas montanhas de madeira antigas ainda estão em funcionamento, sendo a mais antiga em funcionamento a “Leap the Dips” no parque “Lakemont Park”, Pensilvânia, sem underfriction, construída em 1902.

A “The Great Depression” marcou a primeira era dourada das montanhas-russas. Parques temáticos em geral entraram em um declínio que durou até 1972, quando o “Racer” foi construído em Kings Island em Ohio. Projetado por John Allen, o sucesso instantâneo do Racer, foi iniciada uma segunda era dourada das montanhas-russas que continua até os tempos atuais.

Em 1959, a Disneylândia introduziu um novo design de montanhas russas com o Matterhorn Bobsleds. Esta foi a primeira montanha-russa a usar uma trilha de aço tubular. Ao contrário dos trilhos de madeira convencionais, o aço tubular pode ser dobrado em todos os sentidos, o que permite que os desenvolvedores do projeto incorporem manobras como loopings entre a pista. A maioria das montanhas-russas atuais são feitas de aço, embora montanhas-russas de madeira ainda sejam construídas hoje em dia.

Montanha-Russa com um Looping (vira de cabeça para baixo).

Segurança[editar | editar código-fonte]

Nas estatísticas, as montanhas-russas são muito seguras sendo que em 2001, apenas 134 visitantes necessitaram hospitalização. O número de fatalidades relacionadas ao divertimento é de 2 por ano. De acordo com estudo comissionado pela Six Flags, 319 milhões de pessoas visitaram parques norte-americanos em 2001. Este estudo concluiu que cada pessoa tem uma chance em um milhão de sofrer uma fatalidade numa montanha-russa.

De fato, dirigir a um parque de diversões é muito mais perigoso do que embarcar num brinquedo neste parque.

Montanhas-russas na cultura popular[editar | editar código-fonte]

Referências

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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