Mungo Park

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Mungo Park

Mungo Park (1771-1806) foi um explorador escocês (Selkirkshire, 10 de Setembro de 1771 - Nigéria, 1806?) que procurou a nascente do rio Níger e fez grandes viagens pela África Ocidental.

As explorações de Mungo Park[editar | editar código-fonte]

Mapa das viagens de Mungo Park: a verde a 1ª, em 1795-97; a vermelho a 2ª, em 1805-06.

Ao terminar os seus estudos de medicina, fez-se cirurgião. Apaixonado pelas viagens, ofereceu-se como voluntário para a Sociedade Africana de Londres para encontrar as origens do rio Níger. Nessa época, e tal como sucedia com o rio Nilo na África Oriental, o principal enigma geográfico era o curso do Níger. Um rio que, devido ao relevo, nasce a centenas de quilómetros da costa mas faz uma volta de 4.000 km pelo interior, antes de alcançar o golfo da Guiné. Os geógrafos europeus apenas sabiam deste grande rio o que tinham escrito Plínio, Idrisi e Leão, o Africano. Este último tinha complicado as coisas afirmando que o Níger fluía para oeste. As hipóteses mais fantasiosas chocavam entre si. Outro explorador, Major Houghton, estava desaparecido. Sua última comunicação fora ao Dr.Laidley em 1785, e dizia: "Major Houghton ao Dr.Laidley; encontra-se em bom estado de saúde, a caminho de Tombuctu (no mapa ao lado Timbuktu); foi roubado em todas as suas mercadorias, pelo filho de Kend Bular". Depois dessa mensagem desapareceu em Ludmar(região da África Ocidental na época).

Caravana de escravos na África Ocidental, H. B. Scammel, Stanley and the White Heroes in Africa, 1890.

Mungo Park propôs empreender as explorações de Houghton e partiu a 22 de Maio de 1795 para a Gâmbia. Em 21 de Junho alcançou o estuário do rio Gâmbia e, partindo de perto da actual Bathurst, subiu o rio até ao posto comercial de Pisania (actual Karantaba). Levava dois criados e uma pequena quantidade de bens para comerciar. Aprendeu o dialecto local graças ao Dr.Laidley (médico do posto) e iniciou a sua viagem por essas terras em finais de 1795. Chefes locais por cujas terras foi passando em breve o despojaram da maior parte dos bens, mas decidiu continuar a exploração que lhe tinham confiado. Atravessou o leito do rio Senegal, visitou as cidades de Moullé, Bondou e Kaarta. Foi detido e aprisionado pelos tuaregues durante quatro meses, sendo tratado como escravo pelo seu líder Ali. Conseguiu escapar-se sozinho com um cavalo, as suas roupas e uma bússola, entrou pelo deserto, sem quase nada para beber ou comer.

O Rio Níger[editar | editar código-fonte]

O rio Níger.

Depois de três semanas de grandes sofrimentos, chegou à cidade de Segu, donde por fim pôde ver o rio Níger, sendo o primeiro ocidental a fazê-lo fora da foz. Seguiu 110 km do rio, notando que este seguia para leste, mas sentindo-se esgotado e enfermo decidiu regressar a Segu. Informado pelos indígenas, ficou a saber que a cidade tinha caído nas mãos de Ali, seu antigo carcereiro. Decidiu então dirigir-se à cidade de Kamalia, para evitar novo aprisionamento. Tinha começado a estação das chuvas, e a viagem tornou-se mais penosa do que no deserto. Chegou quase sem forças a Kamalia e lutou vários dias entre a vida e a morte. Quando recuperado, uniu-se a uma caravana de escravos que seguia a costa.

O trágico final[editar | editar código-fonte]

Seis meses depois, de volta já à Grã-Bretanha, soube que havia sido dado como morto em 1797. Publicou então o relato da sua viagem. Em 1803, a pedido do seu governo, aceitou dirigir una nova expedição ao rio Níger. Partiu a 30 de Janeiro de 1805 para Gorée, e depois para Bamako. Construiu um barco para subir o Níger. As doenças - disenteria e malária - e as emboscadas dos indígenas dizimaram a expedição (perdeu 33 dos seus companheiros). Apesar das dificuldades, subiu 1600 km pelo curso do Níger, antes de ser atacado pelos Haussa. A ponto de sucumbir, atirou-se até ao rio onde se afogou junto com o resto de seus companheiros em Bussa (Nigéria). Um guia e um carregador sobreviventes noticiaram o seu trágico final.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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fonte: "The lives and Achievements of the great explorers" - J.Leslie Mitchel - trad Brenno Silveira - ed.Boa leitura editora s.a. SP pags. 192-226.