O Baile

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O Baile
Le bal (fr)
O Baile (PT/BR)
1983 • cor • 112 min 
Direção Ettore Scola
Produção Cinéproduction, Films A2, Massfilm, O.N.C.I.C., Mohammed Lakhdar-Hamina
Roteiro Jean-Claude Penchenat / Ruggero Macccaro / Jean-Claude Penchenat / Furio Scarpelli / Ettore Scola
Elenco Étienne Guichard
Régis Bouquet
Francesco De Rosa
Arnault LeCarpentier
Género musical histórico
Música Vladimir Cosma
Cinematografia Ricardo Aranovich
País  França /  Itália /  Argélia
Idioma filme mudo
Página no IMDb (em inglês)

Le bal (no Brasil e em Portugal, O Baile) é um filme de 1983 produzido pela França, Argélia e Itália, uma comédia musical dirigida por Ettore Scola. O filme é uma adaptação do espectáculo que o Théatre du Campagnol tinha montado em Paris, com encenação de Jean-Claude Penchenat.

Sinopse[editar | editar código-fonte]

Sem diálogos, o filme conta parte da história da França, da década de 1930 à década de 1980, a partir dos personagens reunidos em um salão de dança. Através das recordações das pessoas, da música e da dança, o filme traça um panorama da evolução do país, da ocupação nazista ao surgimento do rock'n'roll.

Elenco[editar | editar código-fonte]

(Actores do grupo de Théatre du Campagnol)

  • Étienne Guichard .... o jovem professor
  • Régis Bouquet .... o patrão do salão
  • Francesco De Rosa .... Toni, o jovem empregado
  • Arnault LeCarpentier .... o jovem tipógrafo
  • Liliane Delval .... o alcoólatra
  • Martine Chauvin....a jovem florista
  • Marc Berman .... o colaboracionista

Sobre o filme[editar | editar código-fonte]

Le bal é uma adaptação que o Théatre du Campagnol tinha montado em Paris, e que com cerca de vinte e cinco actores, conseguiu compor cento e quarenta personagens. À ideia do espectáculo original, Scola foi acrescentando referências cinéfilas, em quadros que passam pelo realismo poético francês, pelo filme musical estadunidense, pelo neorealismo italiano e até pela presença de um actor com extraordinária semelhança com Jean Gabin[1] .

A história é filmada em um único cenário - o salão de dança - o que poderia fazer com que se caísse na armadilha da teatralidade rebuscada. No entanto, a ausência de diálogos, os grandes planos das fisionomias e expressões dos actores, a ligação dos planos e o tratamento da banda sonora, conferem ao filme um carácter cinematográfico em que o teatro é unicamente o ponto de partida.

O filme permite ainda ao espectador identificar as sucessivas caricaturas que lhe vão sendo apresentadas: as personagens do tímido, do abusador, do auto-convencido, do intriguista, do bajulador, dos marginais, do símbolo de autoridade, do poder assumido e da repressão. O mesmo se dá com as diferentes personagens femininas.[2] . Todas elas se vão identificando com os factos e os contextos de cada uma das épocas retratadas.

Para além de toda a emoção que o filme transmite, realce-se o toque de humor através de uma sequência de gags inesperados. Contudo, são também marcantes as alusões políticas, como acontece com a ocupação nazista e com o Maio de 1968.

Começado a ser realizado em agosto de 1982, a rodagem teve de ser interrompida por Scola ter sofrido um ataque cardíaco e só foi retomada uns meses depois.

Principais prêmios e indicações[editar | editar código-fonte]

Oscar 1984 (EUA)

  • Indicado na categoria de melhor filme estrangeiro (representando a Argélia).

Festival de Berlim 1984 (Alemanha)

  • Recebeu o prêmio dos leitores do jornal Berliner Morgenpost
  • Ettore Scola recebeu o Urso de Prata.
  • Indicado ao Urso de Ouro.

Prêmio César 1984 (França)

  • Venceu nas categorias de melhor diretor, de melhor filme francês (com À nos amours) e melhor música.
  • Indicado na categoria de melhor fotografia (Ricardo Aronovich).

David di Donatello 1984 (Itália)

  • Venceu nas categorias de melhor filme (com E la nave va), melhor diretor, melhor edição e melhor música.

Referências

  1. Borges, Pedro (23 de abril de 1985). A dança dos prodígios. Jornal das Letras, Artes e Ideias
  2. Perestrello, Francisco (25 de abril de 1985). Êxito

Ligações externas[editar | editar código-fonte]