Au revoir les enfants

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Au revoir les enfants
Adeus, Rapazes (PT)
Adeus, Meninos (BR)
 França /  Alemanha Ocidental
1987 • cor • 104 min 
Direção Louis Malle
Produção Louis Malle
Roteiro Louis Malle
Elenco Gaspard Manesse
Raphael Fejtö
Irène Jacob
Género drama
Idioma francês
Música Schubert e Saint-Saëns
Distribuição Orion Classics (EUA)
Cronologia
Último
Último
A Baía do Ódio
Loucuras de Primavera
Próximo
Próximo
Página no IMDb (em inglês)

Au revoir les enfants (br: Adeus, meninos; pt: Adeus, Rapazes) é um filme francês de 1987, do gênero drama, dirigido, escrito e produzido por Louis Malle baseado em eventos da própria infância do diretor que, aos doze anos, estudava em um colégio interno carmelita perto de Fontainebleau. O argumento foi publicado pela Gallimard naquele mesmo ano. Em determinado momento do filme são mostradas cenas de O Imigrante (1917) de Charles Chaplin.

Sinopse[editar | editar código-fonte]

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Durante o inverno de 1943-44, a Segunda Guerra Mundial divide a França ocupada entre os invasores nazistas e os "colaboracionistas" (cidadãos franceses que ajudam os alemães) de um lado e os opositores (chamados de "resistência" quando clandestinos) e demais habitantes de outro. Julien Quentin, filho de uma família rica do norte da França, é enviado juntamente com seu irmão mais velho para o colégio interno Sainte-Croix, onde meninos de diferentes idades assistem aulas dadas e organizadas por padres cristãos. Ele volta entristecido das festas de Natal para a tediosa rotina no internato. Suas aulas parecem sem novidades até o padre Jean, o diretor, aceitar quatro novos alunos. Um deles, Jean Bonnet, é da mesma idade e turma que Julien. Este fica intrigado com Bonnet, pelo fato dele ser um menino muito inteligente e introspectivo e ficar marginalizado pelo resto da classe. Depois de um tempo, eles se aproximam e criam um vínculo muito próximo de amizade. Mas, uma noite, Julien descobre que Bonnet veste um solidéu e reza em língua hebraica.

Análise[editar | editar código-fonte]

O título do filme, uma frase de despedida dita pelo diretor da escola quando é levado pelos soldados nazistas, é um eufemismo revelador: a crueldade da guerra e a ocupação são apenas sugeridas, o que paradoxalmente, as torna muito mais onipresentes.

Toda a perícia de Malle está presente nesta combinação de trejeitos, olhares e silêncios carregados de significado; foram necessários 43 anos para ele conseguir relembrar e reproduzir a sua infância.

A interpretação é simples e contida, no entanto tem o mesmo encanto que a esmerada e natural direcção de fotografia de Renato Berta. O filme é considerado uma obra-prima de um humanista.

Elenco[editar | editar código-fonte]

Principais prêmios e nomeações[editar | editar código-fonte]

O filme ganhou o Leão de Ouro do Festival de Cinema de Veneza em 1987.

Em 1988, recebeu o César em sete categorias, incluindo melhor diretor, melhor filme e melhor roteiro.

No mesmo ano, na 60º edição do Oscar, foi indicado nas categorias de Melhor filme estrangeiro e Melhor roteiro original, e concorreu ao Globo de Ouro de Melhor Filme em língua estrangeira.

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Referências

  • Os Melhores Filmes de Todos os Tempos, de Alan Smithee, 1995.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]