Olorun

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Olorum
Olódùmarè . Olórun
maior dos orixás, deus dos céus

Na tradicional religião ioruba e nas afrodescendentes, o ser supremo é Olódùmarè,[1] que vive numa dimensão paralela à nossa, conhecida como Òrun. Por isso, também aclamado como Olórun, Senhor do Òrun, ou Olorum.[2] É o Criador do Òrun e do Àiyé, o universo conhecido ou ainda desconhecido por nós. É o Ser Superior e Criador dos orixás e do Homem.[3]

Etimologia[editar | editar código-fonte]

"Olorum" é um termo originário da língua iorubá.[4]

Citação[editar | editar código-fonte]

Cquote1.svg Embora reconhecido e louvado como o Ser Supremo, para Ele não existe culto direto e nem templo individual. De acordo com os mitos da criação yorùbá, ele delega poderes aos Òrìṣà, como a Òrínṣànlá (o grande òrìṣà funfun), o primeiro a ser criado, também chamado de Òrìṣà-nlá, e principalmente a Ọbàtálá, em terras yorùbá.

As tentativas de adaptação dos conceitos teológicos e filosóficos de outras culturas não cabem na concepção teológica yorùbá do preexistente, Olódùmarè, o gerador de todos os poderes, inclusive o maior deles, o Àṣẹ, o grande e divino poder, a potente força com a qual Olódùmarè criou, através dos Òrìṣà, o complexo Òrun-Àiyé.

A teologia yorùbá sobre Olódùmarè é completamente diferente de todos os conceitos existentes na teologia atual, e precisa ser reconsiderada pelos teólogos africanistas a partir de uma visão tradicional "africana" dos yorùbá. O conceito e a visão cristã e muçulmana do monoteísmo não encontra fundamento na religião dos yorùbá.

A religião tradicional yorùbá, assim como todas as religiões dela descendentes na diáspora, não se enquadra nos atuais conceitos teológicos importados e impostos pelos colonizadores e/ou pesquisadores estrangeiros. Estes, por sua vez, não são cuidadosos com os conceitos tradicionais, principalmente os escritores yorùbá aculturados e não tradicionalistas quanto à religião.

Assim, nenhum dos conceitos teológicos e filosóficos "importados" não podem, sequer por analogia, ser considerados para se estudar a forma e o modo da religiosidade dos yorùbá, devendo ser completamente expurgados.

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[5]

Referências

  1. ABRAHAN, R. C. Dictionary of Modern Yoruba. Londres, Hodder & Soughton, 1962 [1946]. 776 pp.
  2. FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário da língua portuguesa. 2ª edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p. 1 222.
  3. Abimbola, Wande. "Ìwàpèlé: The Concept of Good Character in Ifá Literary Corpus." In: Wande Abimbola (org.) Yoruba Oral Tradition, pp. 389-420, Ife, Univ. of Ife, 1975.
  4. FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário da língua portuguesa. 2ª edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p. 1 222.
  5. Barretti Filho, Aulo. Òrìṣàísmo. e Os Clérigos Nativos Yorùbá e o Òrìṣàísmo. In: Artigos & Textos. Internet, 2012.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]