Operação El Dorado Canyon

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Operação El Dorado Canyon (Abril de 1986)
Parte da(o) Guerra Fria
USF-111 Libya1986.JPG
Um caça F-111F americano decolando da Base Aérea de RAF Lakenheath
Data 15 de Abril de 1986
Local Líbia
Desfecho Vitória tatica dos Estados Unidos
Combatentes
 Estados Unidos Líbia Líbia
Principais líderes
Estados Unidos Ronald Reagan Líbia Muammar al-Gaddafi
Forças
Seal of the US Air Force.svg Força Aérea dos Estados Unidos Roundel of Libya (1977-2011).svg Forças Armadas da Líbia
Vítimas
Um F-111 abatido
2 pilotos mortos
45 militares mortos[1]
3–5 aviões cargueiros IL-76 destruidos
14 MiG-23s destruidos
2 helicópteros
5 estações de radar destruidas[2]

Os bombardeios dos Estados Unidos a Líbia (codinome de Operação El Dorado Canyon) compõem uma série de ataques aéreos da Força Aérea, da Marinha e do Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos contra a Líbia em 15 de abril de 1986. O ataque foi realizado em resposta ao ataque à discoteca de Berlim de 1986. [3]

Embora as investigações dos ataques executados por terroristas árabes contra alvos americanos não tenham revelado provas do envolvimento direto da Líbia no atentado a bomba na danceteria La Belle, em Berlim, no dia 5 de abril de 1986, em que as vítimas eram soldados americanos; os serviços de inteligência dos Estados Unidos afirmaram não ter dúvidas quanto à responsabilidade do regime liderado pelo ditador Muammar Gaddafi. O presidente dos Estados Unidos, Ronald Reagan, pediu a seus aliados na Europa que impusessem sanções políticas e econômicas à Líbia, ao mesmo tempo que ganhava corpo o planejamento da operação "El Dorado Canyon", um ataque a Tripoli e Bengazi.[3] Porém o único apoio que obteve foi da primeira-ministra britânica Margaret Thatcher, que autorizou o uso das bases em seu país para o lançamento da operação. França, Itália e Espanha se recusaram aos direitos de sobrevoo e, assim, ao uso de bases aéreas militares americanas na Europa continental, obrigando as aeronaves a alcançarem o seu destino pelo espaço aéreo internacional do Reino Unido para chegar ao Estreito de Gibraltar.[4]

Assim, na noite de 14 a 15 de Abril de 1986, as forças armadas dos Estados Unidos fizeram um ataque aéreo sobre as cidades costeiras líbias de Tripoli e Benghazi. Áreas civis foram atingidas, segundo os americanos por engano, mas em termos gerais a missão foi vista como bem sucedida. Muitas ameaças de retaliação vieram do governo líbio, mas o próprio Gaddafi não aparecia em público, fazendo crescer os rumores de que o ditador havia sido morto no ataque a seu quartel-general em Azízia, onde na realidade perdera a vida sua filha adotiva.[5] Fontes em Washington jamais confirmaram que o objetivo da missão era eliminar o líder líbio que governou a Líbia até sua morte, 25 anos depois, durante a Guerra Civil Líbia.[carece de fontes?]

O atentado de Lockerbie a um avião norte-americano sobre a Escócia em 1988, teria sido uma reação da Líbia ao ataque aéreo americano.[carece de fontes?]

Referências

  1. Kira Salak: Rediscovering Libya
  2. Pollack, Kenneth M. Arabs At War, Military Effectiveness 1948–1991 University of Nebraska Press, 2002
  3. a b Hoje na História: 1986 - Os Estados Unidos bombardeiam a Líbia. Opera Mundi (14 de abril de 2011). Página visitada em 12 de fevereiro de 2013.
  4. La mayor operación aérea desde la guerra de Vietnam. El País (16 de abril de 1986). Página visitada em 12 de fevereiro de 2013.
  5. Um tiro no escuro. Revista Veja (23 de abril de 1986). Página visitada em 12 de fevereiro de 2013.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]