Parque Moinhos de Vento

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Parque Moinhos de Vento
Réplica de um moinho açoriano no Parcão.
Localização Porto Alegre, Brasil Brasil
Tipo Público
Área 11,5 hectares
Inauguração 9 de novembro de 1972 (41 anos)
Administração Prefeitura Municipal de Porto Alegre

O Parque Moinhos de Vento, popularmente conhecido como Parcão, é uma área verde localizada no bairro Moinhos de Vento, em Porto Alegre.

História[editar | editar código-fonte]

O lago do parque.
O Parque durante a primavera.

O nome do Parque remonta ao século XVIII, quando o mineiro Antônio Martins Barbosa estabeleceu na região, em uma parte elevada da avenida Independência, o seu moinho de vento. Na época, o trigo era um produto de grande importância econômica para o povo da freguesia de Nossa Senhora de Madre de Deus, que se tornou cidade de Porto Alegre em 1822.[1] Até hoje o estado do Rio Grande do Sul é um dos maiores produtores de trigo do país. Em 1839, o cartógrafo Luís Pereira Dias confeccionou um mapa da cidade e registrou um ponto da zona, na altura do atual Colégio Bom Conselho, como "Moinhos de Vento Velho".

A história do parque está ligada também à Associação Riograndense de Turfe. Até o século XIX, Porto Alegre teve cinco hipódromos conhecidos: o Riograndense, no Menino Deus; o Estrada do Mato Grosso, no Partenon, o Boa Vista, no Santana; o Navegantes, no bairro homônimo; e o Independência, no atual Moinhos de Vento. O turfe foi muito popular até 1904, ano em que se introduziu o futebol. Tendo perdido espaço para este esporte, dos cinco hipódromos somente o Independência conseguiu se preservar e logo passou a ser chamado de Hipódromo Moinhos de Vento. Porém, este não conseguia mais dar conta da demanda com sua limitada estrutura, e o Jockey Club do Rio Grande do Sul se viu obrigado a procurar um novo lugar para suas atividades, fundando o Hipódromo do Cristal, na zona sul da cidade.

O Monumento a Castelo Branco.

Atentos à necessidade e aos benefícios de áreas verdes na cidade, foram o jornalista Alberto André e os vereadores Germano Petersen Filho, Mariano dos Santos e Say Marques que decidiram transformar a área do hipódromo Moinhos em um "jardim público". Em 8 de março de 1960, na Câmara dos Vereadores, Petersen Filho pediu ao então prefeito José Loureiro da Silva um estudo para a criação de um parque. O decreto 2419 de 10 de setembro de 1962 desapropiou a área do Jockey Clyb, de modo que o pagamento da compra foi realizado em três formas: em dinheiro, em quitação e em resgate de taxas. Por fim, o decreto 3703 de 9 de novembro de 1972 oficializou a denominação da área: Parque Moinhos de Vento.

Além do hipódromo, funcionou também no parque, até o ano de 1954, o Estádio da Baixada, pertencente ao Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense, o qual inaugurou o Estádio Olímpico Monumental naquele mesmo ano, no bairro Azenha.

Estrutura[editar | editar código-fonte]

A sede administrativa do Parque Moinhos de Vento fica na réplica de um moinho açoriano, cercado por um lago artificial que possibilita vida para uma fauna composta por peixes, tartarugas, jabutis, gansos e marrecos. O Parcão também conta com playground e com a Biblioteca Ecológica Infantil Maria Dinorah, a qual possui cerca de mil livros, inclusive títulos em braile. Dos monumentos, o que mais se destaca é o criado por Carlos Tenius, em homenagem a Castelo Branco.

Referências

  1. NADRUZ, Lygia Carneiro & TELLINI, Maria Angélica Estrella. Parque Moinhos de Vento. Equipamento Urbano de Lazer. PUCRS, Pós-Graduação de Turismo e Lazer. Porto Alegre, 1981.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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