Partido Popular da Itália (1919–1926)
| Partido Popular Italiano Partito Popolare Italiano |
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|---|---|
| Líder | Luigi Sturzo, Alcide De Gasperi |
| Fundação | 18 de janeiro de 1919 |
| Ideologia | Centrismo, democracia cristã, com alguns esquerdistas cristãos e uma minoria conservadora |
| Dissolução | 5 de novembro de 1926 |
O Partido Popular Italiano (Partito Popolare Italiano, PPI) foi um partido político democrata cristão italiano.
Foi fundado em 1919 por Luigi Sturzo, um padre católico. O PPI foi apoiado pelo Papa Bento XV para opôr-se ao Partido Socialista Italiano (PSI). Nas eleições gerais de 1919, o partido conquistou 20,5% dos votos e 100 assentos na Câmara dos Deputados, um resultado confirmado em 1921.
O PPI era o segundo maior partido político italiano, atrás apenas do PSI, na época. Seus redutos localizavam-se no interior de Vêneto e no noroeste de Lombardia. Em 1919, o partido obteve 42,6% dos votos em Veneto (49,4% em Vicenza), 30,1% em Lombardia (64,3% em Bérgamo), 24,4% em Friul-Veneza Júlia, 27,3% nas Marcas e 26,2% em Lácio, enquanto ainda era muito fraco em Piemonte e no Sul da Itália.1
O PPI foi dividido em duas facções: os "Católicos Democratas" eram favoráveis a um acordo com os socialistas, enquanto os "Eclesiásticos Moderados" apoiavam uma aliança com os partido liberais, o que eventualmente aconteceu. Esta última incluia Alcide De Gasperi. Alguns Populares participaram do primeiro governo de Benito Mussolini em 1922, o que levou o partido a uma divisão entre os oponentes de Mussolini e aqueles que o apoiavam. Esses posteriormente uniram-se ao Partido Nacional Fascista. O PPI foi declarado ilegal pelo regime fascista em 1925. A maioria dos membros do PPI depois ingressaram no Democracia Cristã (Itália).