Porto Judeu

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 Portugal Porto Judeu  
—  Freguesia  —
Algar do Carvão
Algar do Carvão
Porto Judeu está localizado em: Açores
Porto Judeu
Localização de Porto Judeu nos Açores
38° 39' N 27° 7' O
País  Portugal
Região Flag of the Azores.svg Açores
Concelho Angra do Heroísmo, Azores, Portugal (brasões).png Angra do Heroísmo
Fundação Primeira viagem do Povoamento - 1458 (Apróxim.)
 - Tipo Junta de freguesia
Área
 - Total 28,90 km²
População (2011)
 - Total 2 501
    • Densidade 86,5/km2 
Orago Santo António (de Lisboa)
Foi elevada a Vila em 1502 (Vila de S. Sebastião) - até 1503.
Placa identificando uma casa reconstruída após o furacão de Agosto de 1893, que causou enorme destruição na freguesia.

Porto Judeu é uma freguesia rural do concelho de Angra do Heroísmo, localizada na costa sueste da ilha Terceira, nos Açores. Abrange uma área de 30,86 quilómetros quadrados, dos quais 28,5 na ilha propriamente dita e os restantes 2,36 constituídos pelos Ilhéus das Cabras. Estende-se do litoral, onde confronta com as freguesias de São Sebastião e Feteira, ao interior, onde confronta com as freguesias da Ribeirinha, São Bento, Posto Santo, Quatro Ribeiras e Agualva.

Possui 2 501 habitantes, segundo o censo geral de 2011. A população activa ocupa-se em actividades diversas como a agro-pecuária, a pesca, construção civil, marcenaria e carpintaria, panificação, restauração e similares e serviços. Parte significativa da população activa desloca-se e trabalha em Angra do Heroísmo e Praia da Vitória.

A freguesia tem um porto e uma excelente zona balnear. Por situar-se numa zona muito seca, possui um microclima também seco e salubre.

História[editar | editar código-fonte]

Desconhece-se a data de criação da freguesia, primitivamente denominada como Porto Judeu de Santo António e também de Porto do Judeu. Segundo a tradição, aqui terão desembarcado os primeiros povoadores da Terceira. Entre as lendas mais conhecidas que buscam justificar a toponímia, refere-se que Jácome de Bruges, primeiro capitão do donatário, aqui terá desembarcado a 1 de Janeiro, premido pelo mau tempo e pela necessidade de abrigo naquela data. Como a enseada do porto é de pequenas dimensões, não oferendo grandes condições de abrigo, e por naquele tempo chamar-se de "judeu" a tudo que fosse mau, afirma-se que o ancoradouro foi por essa razão chamado de Porto Judeu. Outra tradição local, pretende que, com Jácome de Bruges vinha um Judeu, e que entre ambos, no momento do desembarque, terá se travado o seguinte diálogo:

Jácome Bruges: "- Salta, judeu, senão salto eu." Judeu: "Salto e o porto será meu."

Embora não tenham chegado até nós fontes documentais sobre a fundação da freguesia, a informação do povoamento coevo ao da ilha é confirmada pelo fato da construção da igreja paroquial ser anterior a 1470.

O povoado foi estabelecido em sesmaria recebida do capitão do donatário pelo senador João Coelho, filho de Pêro Coelho, conselheiro de Afonso IV de Portugal, um dos implicados no assassinato de Inês de Castro. João Coelho acompanhava Jácome de Bruges na sua segunda viagem à Terceira, mas não se fixou na ilha, tendo partido em outras conquistas. Os 32 moios de terra que recebeu foram, em pouco tempo, passados pelos seus familiares e, do que sobrou, constituiu-se a freguesia. O seu sobrenome sobreviveu na toponímia, na chamada ponta dos Coelhos, que se estende do pico do Refugo até à Salga.

A povoação de Porto Judeu foi elevada à categoria de Vila por Carta-Régia de D. Manuel I, datada de 12 de Fevereiro de 1502, estatuto revogado no ano seguinte quando da elevação do lugar da Ribeira de São João a Vila de São Sebastião (1503) e sede de concelho. A criação deste dividia a Terceira em três partes, separando Angra e a Praia de um lado ao outro da ilha e ficando o Porto Judeu adstrito à Vila de São Sebastião até 1870, quando passou a integrar o concelho de Angra do Heroísmo.

Personagens[editar | editar código-fonte]

Património natural[editar | editar código-fonte]

Ilhéus das Cabras.

Património edificado[editar | editar código-fonte]

Cronologia[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b DRUMMOND, Francisco Ferreira. Anais da Ilha Terceira.
  2. DRUMMOND, Francisco Ferreira. Anais da Ilha Terceira. (Capítulo VII).
  3. a b Inventário do Património Espeleológico dos Açores GESPEA - Grupo de Trabalho para o Estudo do Património Espeleológico dos Açores. Visitado em 2009-12-03.
  4. a b c Impérios da Terceira por ordem de antiguidade.
  5. a b Inventário do Património Espeleológico dos Açores GESPEA - Grupo de Trabalho para o Estudo do Património Espeleológico dos Açores. Visitado em 2009-12-03.
  6. Governo Regional dos Açores
  7. Junta da Freguesia da Feteira
  8. Decreto Legislativo Regional n.º 20/2006/A de 06-06-2006.