Rei dos lombardos

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Rei dos lombardos (em latim: rex Langobardorum, plural reges Langobardorum) era o título dado ao monarca que governava este povo germânico a partir do século VI, até que a identidade lombarda fosse perdida, nos séculos IX e X. Depois de 568 os reis lombardos passaram a se intitular reis da Itália (rex totius Italiae, "rei de toda a Itália"). A Coroa de Ferro da Lombardia (Corona Ferrea) era usada para a coroação dos reis lombardos e, posteriormente, dos reis da Itália, por muitos séculos.

As fontes primárias dos reis lombardos antes da conquista do território pelos francos são a obra anônima do século VII, Origo Gentis Langobardorum, e a Historia gentis Langobardorum, do século VIII, de autoria de Paulo Diácono. Os reis mais antigos (pré-letingos) listados no Origo são quase certamente lendários, e teriam reinado durante o Período das Migrações. O primeiro monarca cuja existência pode ser atestada de maneira independente da tradição lombarda é Tatão.

Primeiros governantes[editar | editar código-fonte]

Reis lendários[editar | editar código-fonte]

Dinastia letinga[editar | editar código-fonte]

Os letingos (Lething) foram uma antiga dinastia que receberam o nome de seu fundador, Leti (Lethuc). O último descendente de Leti a governar o território foi Valtário (Walthari), cujo filho foi destronado por Audoíno, da família dos gáusios.

  • Leti (por volta de 400), governou por cerca de 40 anos.
  • Ildeoc (meados do século V)
  • Godeoc (década de 480), levou os lombardos até o território da Áustria moderna
  • Clafão (por volta de 500)
  • Tatão (início do século VI, provavelmente morreu em 510), seu filho e herdeiro morreu no exílio
  • Vacão (morto em 539), filho de Uniquis
  • Valtário (539–546), filho de Vacão

Dinastia gáusia[editar | editar código-fonte]

Reis na Itália[editar | editar código-fonte]

Dinastia gáusia[editar | editar código-fonte]

Dinastia sem nome[editar | editar código-fonte]

Domínio dos Duques (interregno de dez anos)

Dinastia bávara[editar | editar código-fonte]

Rei não-dinástico[editar | editar código-fonte]

Harodíngios[editar | editar código-fonte]

Dinastia bávara, primeira restauração[editar | editar código-fonte]

Duquese e príncipes de Benevento[editar | editar código-fonte]

Dinastia bávara, segunda restauração[editar | editar código-fonte]

Reis não-dinásticos[editar | editar código-fonte]

Dinastia carolíngia[editar | editar código-fonte]

Carlos Magno conquistou os lombardos em 774, por convocação do papa Adriano I.

O título rex Langobardorum, sinônimo de rex Italiae, durou até a Alta Idade Média, porém os detentores subsequentes do título podem ser vistos em Rei da Itália.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]