Santa Cândida (Curitiba)

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Santa Cândida
Subprefeitura Boa Vista
Área 10,33 km²
População 27.870 hab.
Densidade 26,99 hab/km²
Bairros Limítrofes Atuba, Barreirinha, Boa Vista, Cachoeira e Tingui.
Principais Vias Avenida Paraná
Avenida Marechal Mascarenhas de Moraes
Rua Fernando de Noronha
Rua Doutor Álvaro Teixeira Pinto
Rua Theodoro Makiolka
Rua João Gbur
Rua Coronel Wallace Scott Murray
Rua José Antônio Leprevost
Rua Lourenço Volpi
Rua Padre Paulo Canelles
Estrada de Santa Cândida
Estrada das Olarias
Rodovia da Uva
Pontos de referência Cemitério Municipal de Santa Cândida
Paróquia de Santa Cândida
Terminal Santa Cândida

Santa Cândida é um bairro da cidade brasileira de Curitiba, Paraná.

A Colônia Santa Cândida foi instalada pelo governo provincial do Paraná no ano de 1875, fazendo parte dos planos governamentais para a formação de um cinturão verde ao redor de Curitiba.

Nessa época, a crise da mão-de-obra advinda com a abolição do tráfico de escravos provocou uma crise também na produção de gêneros de primeiras necessidades. O estabelecimento de colônias agrícolas habitadas por imigrantes europeus, cujo trabalho no país de origem estava ligado ao cultivo da terra, era uma das estratégias postas em prática para solucionar o quadro de crise. De 1870 em diante, várias colônias já eram apontadas nos mapas de Curitiba da época. Os primeiros imigrantes destinados à Colônia Santa Cândida, vindos de Antuérpia (Bélgica) e oriundos da região da Silésia [1] e foram assentados nas terras localizadas próximo à Estrada da Graciosa, adquiridas de José de Barros Fonseca.

O presidente da Província do Paraná, Adolfo Lamenha Lins, acreditava que o estabelecimento dos imigrantes em localidades próximas às estradas carroçáveis já existentes, como a Graciosa, garantiria o êxito do núcleo colonial agrícola, uma vez que este estaria ligado, através de uma estrada secundária (a ser construída pelos próprios colonos com os subsídios do governo), a uma estrada principal que possibilitaria a circulação de mercadorias (lenha e produtos da lavoura) para o abastecimento da cidade.

Em relatório apresentado em 1876, Lamenha Lins afirmou ter mandado construir uma casa de madeira em cada lote, medindo aproximadamente 108.900 m² cada um. Tal possibilidade, de cada família imigrante tornar-se proprietária de um pedaço de terra e comercializar os produtos da sua lavoura, atraiu a vinda de demais famílias, às vezes incentivadas, através de cartas, pelos próprios colonos já estabelecidos.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Notas e referências

  1. Gazeta do Santa Cândida