Schipperke

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Schipperke
Outros nomes Skip, Schip, Spitske
País de origem  Bélgica
Características
Classificação e padrões
Federação Cinológica Internacional
Grupo 1
Seção 1 - Cães de Pastor e Boiadeiros (exceto Boiadeiros Suíços) - de pastor
Estalão #83 20 de janeiro de 2010

Schipperke[Nota], cujo significado é "pequeno pastor" no dialeto Flemisch,[1] é uma raça canina pequena, originária do começo do século XVI na Bélgica. De aparência lupóide, este cão é conhecido por sua pelagem totalmente negra, vasta e felpuda. Sua origem é a mesma do pastor-belga (groeendael, tervueren, malinois e laekenois): provavelmente descende de uma antiga raça de pastores negros de porte médio chamada leauvenaar, utilizada como animal de pastoreio, guarda e caça. Inicialmente criado para também pastorear, caçar e guardar, o skip foi supostamente utilizado em barcaças de Flandres e Barbante. Por conta disso, disseram, recebeu a alcunha de "pequeno capitão",[2] apelido este posteriormente classificado como erro de tradução segundo especialistas na raça e estudos do cinófilo Chales Huge, que aparentemente identificou os "cães barqueiros" como uma outra raça, levando a origem do skip para a região de Lovaina.[3] É dito ainda que esta raça foi a favorita de trabalhadores e sapateiros em um bairro de Bruxelas pelos idos de 1690, sendo popularizada, dois séculos adiante, graças a rainha Maria Henriqueta da Bélgica.[1] [4] [5] O temperamento do schipperke e sua energia tornaram-no um bom cão para o agility e provas de obediência. Descrito como ativo, é um canino adaptável, embora necessite de treinamentos e exercícios.[6]

Fisicamente pesa entre 3 e 9 kg (ideal de 4 a 7 kg), medindo de 30 a 36 cm na cernelha. Sua pelagem é abundante, reta com subpelo, formando juba, crina, colar e culote, seu corpo é musculoso e seu tórax é fundo. É ainda classificado como bastante dócil com crianças e outros animais, embora alguns afirmem ser este canino por vezes pouco tolerante com outros cães.[2] As características da raça praticamente não sofreram alterações ao logo dos anos, com exceção da cauda que antigamente era amputada e atualmente permitida, sendo a amputação desaconselhada ou impedida pela maioria dos clubes mundiais.[1] [4]

Visão do padrão da raça[editar | editar código-fonte]

Em galeria, a visão do padrão da raça ao longo dos anos:

Referências

  1. a b c Padrão da raça (PDF). CBKC. Página visitada em 27 de maio de 2011.
  2. a b Fogle (2009), pág 72
  3. Schipperke. Dog Times. Página visitada em 29 de maio de 2011.
  4. a b Schipperke. Tudo sobre cães. Página visitada em 27 de maio de 2011.
  5. History Controversy (em inglês). Shalako. Página visitada em 27 de maio de 2011.
  6. Schipperke (em inglês). American Kennel Club. Página visitada em 13 de maio de 2011.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • FORGLE, Bruce. Cães. 1ª ed. Brasil: Jorge Hazar, 2009. ISBN 9788537801338
  • MARTIN, Darwin J. Schipperkes. Marietta, GA, U.S.A.: Once & Again Books East Cobb, 1996. ISBN 0793823528
  • POLLETT, Robert. Schipperke. [S.l.]: Kennel Club Books Llc, 2005. ISBN 9781593782818

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Commons
O Commons possui imagens e outras mídias sobre Schipperke
Wikipedia lexikon2.jpg   Nota linguística: Na busca pela padronização de uma nomenclatura^ e para adequar a grafia da Wikipédia às normas do português, os nomes das raças - alguns mantidos no original (Fogle (2009)) - estão grafados em iniciais minúsculas, como também visto em dicionário de Cinologia. Todavia, as entidades cinófilas - CBKC do Brasil, CPC de Portugal e FCI - possuem o padrão adotado em maiúsculas, assim como a Enciclopédia Conhecer (vol. II, p. 414).