Solar Impulse

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Solar Impulse concept model, 2004.

O Impulso Solar - em inglês Solar Impulse - é projeto de avião solar de longo alcance atualmente estudado na Escola Politécnica Federal de Lausana, a EPFL. O projeto é promovido por Bertrand Piccard, e visa uma volta ao mundo utilizando-se somente energia solar.

A aeronave deverá ter somente um lugar, ser capaz de navegar autonomamente, de modo a manter o navegante a bordo durante dias. Se a eficiência das baterias tornar possível reduzir o peso, poderá ser criado um modelo de dois lugares, para tornar a façanha volta ao mundo menos difícil.

Projeto[editar | editar código-fonte]

Proposta de cronograma[editar | editar código-fonte]

  • 2003: Estudo de viabilidade na EPFL.
  • 2004-2005: Desenvolvimento do conceito.
  • 2006: Simulação de vôos de longos cursos.
  • 2006-2007: protótipo.
  • 2008-2009: vôos de teste do protótipo
  • 2009-2010: construção do avião final
  • 2011: vários dias de missões, atravessando-se o Oceano Atlântico e tentando-se dar a volta no globa em cinco estágios

A decolagem está prevista para maio de 2011, para um vôo ao redor do mundo realizando-se um rota próxima à linha equador, mas essencialmente no hemisfério norte. Cinco paradas são planejadas, para trocar os pilotos. Cada perna terá a duração de três a quatro dias, limitadas pela fisiologia humana dos piloto.

Aerodinâmica[editar | editar código-fonte]

A envergadura do Solar Impulse será de 80 metros, ligeiramente maior do que a envergadura de um Airbus A380, a fim de minimizar o a quantidade de energia necessária para mantê-lo no ar, e oferecerá uma superfície máxima para as células solares. Essa característica, que proporciona um auto-sustentação de 8 kg/m², cria uma sensibilidade maior a turbulências. A estrutura ultra-leve deverá ser construída com fibra de carbono.

Estrutura[editar | editar código-fonte]

Enquanto tradicionalmente se tem uma densidade de área na ordem dos 10 kg/m², no projeto Solar Impulse deverá ser obtido algo na ordem de 0.5 kg/m². Estes materiais podem também ter funcionalidade integrada, sensores interpretados de maneira automática, controle ativo, etc.

Uma camada de células solares ultra-finas será integrada à asa. Estas células são projetadas de modo a serem flexíveis o suficiente para resistir a deformações e vibrações.

Energia[editar | editar código-fonte]

Células fotovoltaicas gerarão eletricidade durante o dia, que servirá tanto para propulsionar o avião, como para recarregar baterias que possibilitarão o vôo noturno. A energia acumulada durante o dia será armazenadas em baterias de lítium localizadas dentro das asas; a densidade de cada uma delas deverá ser algo próximo de 200 Wh/kg, e elas deverão suportar que a temperatura varie entre +80 C e –60 C.

Propulsão[editar | editar código-fonte]

A média da força fornecida aos motores será da ordem de 12 hp, comparável à média do projeto en:Wright Flyer.

Cockpit[editar | editar código-fonte]

O cockpit proporcionará pressurização, oxigênio e várias características ambientais que permitirão ao piloto uma altitude de cruzeiro de 12,000 metres.

Parceiros[editar | editar código-fonte]

O projeto é parcialmente financiado por companhias privadas tais como Solvay, Omega, Deutsche Bank e Altran. A EPFL, a en:European Space Agency (ESA) e o Dassault fornecem conhecimentos técnicos especializados.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Todas as referências abaixo estão em inglês.

Ícone de esboço Este artigo sobre aviação, integrado ao Projeto Aviação, é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.