Tema (musical)

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Em música, um tema é a melodia inicial ou principal. A Encyclopédie Fasquelle de 1958 define um tema da forma como se segue:

  • "Qualquer elemento, motivo, ou pequena peça musical ao qual é dado produzir alguma variação, torna-se por esta razão um tema."

Variações temáticas[editar | editar código-fonte]

Após o tema principal ser anunciado, uma segunda melodia, por vezes chamada de contratema ou tema secundário, pode ser tocada.

Numa fuga musical de três partes, o tema principal é anunciado três vezes em três vozes diferentes – soprano, alto, baixo – ou alguma variação delas.

Numa fuga de quatro partes, o tema principal é anunciado quatro vezes. Um motivo é uma curta figura melódica usada repetidamente, a qual pode ser utilizada para construir um tema.

Um leitmotiv é um motivo ou tema associados a uma pessoa, lugar ou idéia. Ver também figura e célula.

Mudanças temáticas e processos são freqüentemente importantes estruturalmente, e teóricos tais como Rudolph Réti têm criado análises de uma perspectiva puramente temática. Fred Lerdahl descreve relações temáticas "associativas" e por conseguinte, fora do âmbito da análise de sua teoria cognitiva generativa.

Música sem temas[editar | editar código-fonte]

Música sem temas ou sem temas reconhecíveis, repetitivos e desenvolvidos, é denominada atemática. Exemplos incluem as obras pré-doze tons ou as primeiras atonais de Arnold Schoenberg, Anton Webern e Alban Berg. Schoenberg (1975): "intoxicado pelo entusiasmo de ter libertado a música das amarras da tonalidade, pensei ter encontrado liberdade de expressão adicional. Na verdade... eu acreditava que agora a música poderia renunciar aos aspectos motívicos e, não obstante, permanecer coerente e compreensível."

Música baseada em um tema é monotemática enquanto que música baseada em vários temas é politemática. Por exemplo, a maioria das fugas são monotemáticas e a maioria das peças em sonata são politemáticas. (Randel 2002, p.429).

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências[editar | editar código-fonte]

  • (1958). Encyclopédie Fasquelle, citada em Nattiez, 1990.
  • NATTIEZ, Jean-Jacques. Music and Discourse: Toward a Semiology of Music (Musicologie générale et sémiologue, 1987). Traduzido por Carolyn Abbate (1990). ISBN 0-691-02714-5.
  • RANDEL, Don Michael. The Harvard Concise Dictionary of Music and Musicians, 2002. ISBN 0-674-00978-9.
  • SCHOENBERG, Arnold. "My Evolution", Style and Idea. Londres: Ed. Leonard Stein, trad. Leo Black, 1975. p.88