Praça do Comércio

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Praça do Comércio
Freguesia(s): Santa Maria Maior (São Nicolau e Madalena)
Lugar, Bairro: Baixa Pombalina
Ruas Afluentes: Avenida Infante Dom Henrique
Avenida da Ribeira das Naus
Rua da Alfândega
Rua do Arsenal
Rua do Ouro (Rua Áurea)
Rua Augusta
Rua da Prata
Homenageado(s): Burguesia mercantil
Designação anterior: Terreiro do Paço
TerreiroDoPaco01.JPG
Estátua de D. José I na Praça do Comércio e Arco Triunfal da Rua Augusta.
Toponímia de Lisboa
Terreiro do Paço - Ala norte com Arco Triunfal da Rua Augusta

A Praça do Comércio, mais conhecida por Terreiro do Paço, é uma praça da Baixa de Lisboa situada junto ao rio Tejo, na zona que foi o local do palácio dos reis de Portugal durante cerca de dois séculos. É uma das maiores praças da Europa, com cerca de 36 000 m² (180m x 200m). É o centro da cidade de Lisboa, bem como a sua principal praça.

Em 1511, o rei D. Manuel I transferiu a sua residência do Castelo de São Jorge para este local junto ao rio. O Paço da Ribeira, bem como a sua biblioteca de 70 000 volumes, foram destruídos pelo terramoto de 1755. Na reconstrução, coordenada por Eugénio dos Santos, a praça tornou-se no elemento fundamental do plano do Marquês de Pombal.

O Complexo Ministerial com arcadas que circunda a praça, alberga parte dos departamentos dos Ministérios do Governo Português, o Governo Civil de Lisboa e o Supremo Tribunal de Justiça e ainda o famoso café Martinho da Arcada, o mais antigo de Lisboa, e um dos preferidos de Fernando Pessoa.

Após a Revolução de 1910 os edifícios foram pintados a cor-de-rosa. Contudo, voltaram recentemente à sua cor original, o amarelo. O lado sul, com as suas duas torres quadradas, está virado para o Tejo.

Esta foi sempre a entrada nobre de Lisboa e, nos degraus de mármore do Cais das Colunas, vindos do rio, desembarcam chefes de estado e outras figuras de destaque (como Isabel II de Inglaterra ou Gungunhana). Essa impressionante entrada em Lisboa serve agora de cais para os cacilheiros, os barcos que ligam a cidade a Cacilhas. Hoje, o espectáculo de desembarcar neste cais é prejudicado pelo trânsito na Avenida da Ribeira das Naus, que corre ao longo da margem.

Um facto interessante são os banhos semanais que ocorriam antigamente no cais, nos quais algumas pessoas ousavam banhar-se nuas, o que causou indignação na época. No centro da praça, vê-se a estátua equestre de D. José, erigida em 1775 por Joaquim Machado de Castro, o principal escultor português do século XVIII. Ao longo dos anos, a estátua de bronze ganhou uma patina verde. No lado norte da praça, encontra-se o Arco Triunfal da Rua Augusta, a entrada para a Baixa. A área serviu como parque de estacionamento até à década de 1990, mas hoje este vasto espaço é usado para eventos culturais e espectáculos.

Vistas[editar | editar código-fonte]

Terreiro do Paço - Ala Norte (Min. da Justiça) e Nascente (Min. Adm. Interna)

Acontecimentos históricos[editar | editar código-fonte]

No terramoto de 1755, onde hoje se encontram os edifícios que constituem o Terreiro do Paço, existia o Palácio Real, em cuja biblioteca estavam guardados 70 mil volumes e centenas de obras de arte, incluindo pinturas de Ticiano, Rubens e Correggio. Tudo foi destruído. O precioso Arquivo Real com documentos relativos à exploração oceânica, entre os quais, por exemplo numerosas cartas do descobrimento do Brasil e outros documentos antigos também foram perdidos.

A 1 de Fevereiro de 1908, o rei D. Carlos e seu filho Luís Filipe foram assassinados quando passavam na praça.

No dia 25 de Abril de 1974, a praça assistiu à Revolta do Movimento das Forças Armadas, que derrubou o governo de Marcello Caetano e o Estado Novo, numa revolução com apenas quatro mortos registados no cerco popular à sede da PIDE/DGS (polícia política do regime deposto).

No dia 11 de Maio de 2010, o papa Bento XVI celebrou a Santa Missa na praça com um total de 280 mil fiéis a assistir.

Imagens históricas[editar | editar código-fonte]

Terreiro do Paço em 1575
Terreiro do Paço em 1650
Terreiro do Paço em 1740

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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