Touro de bronze

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O Touro de Bronze, também conhecido como Touro de Fálaris ou Touro Siciliano, foi uma das mais cruéis máquinas de tortura e execução que o homem já desenvolveu, cujo invento é atribuído a Fálaris, tirano de Agrigento, Sicília, no século VI AC, e ao seu artesão Perilo de Atenas.

Fálaris, o tirano de Agrigento, a condenar Perilo, o artesão, a ser torturado no Touro de Bronze.

Descrição[editar | editar código-fonte]

O aparelho era uma esfinge de bronze oca na forma de um touro mugindo, com duas aberturas, no dorso e na parte frontal localizada na boca. No interior havia um canal desenvolvido semelhante à válvula móvel de uma trompete, que ligava a boca ao interior do Touro. Após colocada a vítima, a entrada da esfinge era fechada e posta sobre uma fogueira. À medida que a temperatura aumentava no interior do Touro, o ar ficava escasso, e o executado procuraria meios para respirar, recorrendo ao orifício na extremidade do canal. Os gritos exaustivos do executado saíam pela boca do Touro, fazendo parecer que a esfinge estava viva.[1]

Lenda do próprio veneno[editar | editar código-fonte]

Diz-se que, após Perilo concluir seu invento e apresentá-lo a Fálaris, este o induziu a mostrar-lhe como funcionava, então de modo sádico Perilo foi encerrado no ventre do Touro. Perilo foi primeira pessoa a ser torturada dentro da máquina, mas foi retirado ainda com vida, sendo jogado dos penhascos para morrer.[1]

Segundo outra versão, mais tarde Perilo teve seu momento de glória, vingando-se da atitude de Fálaris. Em uma revolta contra os atos cruéis do tirano, Perilo comandou uma rebelião que terminou por prender Fálaris, executando-o em praça pública dentro do touro, considerado símbolo da crueldade.

Destino do touro[editar | editar código-fonte]

Quando Himilco tomou Agrigento, em 406 a.C., dentre as peças pilhadas estava o touro de bronze, que foi levado a Cartago.[2] O historiador Timeu, que escreveu sua História entre este evento e a derrota de Cartago para os romanos, dizia que o touro nunca havia existido. Porém, quando Cipião Emiliano saqueou Cartago 260 anos depois, entre os objetos devolvidos a Agrigento estava este touro, que ainda lá permanecia à época de Diodoro Sículo.[3]

Referências

  1. a b Diodoro Sículo, Biblioteca Histórica, Livro IX, 19
  2. Diodoro Sículo, Biblioteca Histórica, Livro XIII, 90.4
  3. Diodoro Sículo, Biblioteca Histórica, Livro XIII, 90.5

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Ebenezer Cobham Brewer. The reader's handbook of allusions, references, plots and stories.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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