Desmembramento
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
O Martírio de Hipólito de Dirck Bouts, mostra um desmembramento.
Desmembramento é um método de aplicação de pena de morte. Nela, os quatro principais membros são arrancados do corpo: pernas e braços. Também é conhecida como arrancamento. Era, segundo consta, a forma preferida de Átila, o Huno em torturar e matar seus inimigos. Na França, sob o Antigo Regime, era a pena aplicada aos regicidas.
Vítimas notáveis [editar]
- Jacques Clément (1567 - 1589), clérigo ativista católico francês, que durante os preparativos do cerco de Paris por Henrique III no Château de Saint Cloud, conseguiu apunhalar o rei, com a desculpa de entregar-lhe uma mensagem pessoal. Os gritos do rei alertaram a sua guarda, que matou Clément, cujo corpo foi posteriormente desmembrado e queimado.
- François Ravaillac (1578 – 1610), assassino de Henrique IV da França. Ravaillac, foi rapidamente preso e, dias depois conduzido à Place de Grève, onde foi queimado com ferro em brasa. A mão executora do crime foi queimada com enxofre e sobre as queimaduras, foi jogada uma mistura de chumbo derretido, azeite fervente e resina. Depois disso, foi desmembrado, e o cadáver foi queimado.
- Robert-François Damiens (1715 - 1757), autor de uma tentativa de assassinato contra Luis XV.
- Túpac Amaru II (1742 - 1781), provável descendente do inca Túpac Amaru I, foi um líder quíchua que encabeçou a primeira e maior rebelão de corte independentista no Vice-Reino do Peru. Na Plaza de Armas del Cuzco, Túpac Amaru foi obrigado a presenciar a execução de toda a sua família. Tentou-se esquartejá-lo, atando cada um de seus membros a cavalos. Depois de várias tentativas fracassadas, finalmente optou-se por decapitá-lo e posteriormente esquartejá-lo. Sua cabeça foi colocada em uma lança e exibida em Cuzco e em Tinta; seus braços em Tungasuca e Carabaya, e suas pernas em Levitaca e Santa Rosa.