Rigor mortis

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Estágios da morte

Pallor mortis
Algor mortis
Rigor mortis
Livor mortis
Putrefação
Decomposição
Esqueletização

 v  e 

Rigidez Cadavérica (latim: Rigor mortis) é um sinal reconhecível de morte que é causado por uma mudança bioquímica nos músculos, causando um endurecimento ("rigor") dos músculos do cadáver e impossibilidade de mexê-los ou manipulá-los. Tipicamente o rigor acontece várias horas após a morte clínica e volta espontaneamente depois de dois dias, apesar de o tempo de início e duração depender da temperatura ambiente. Na média, presumindo-se temperatura amena, começa entre 3 e 4 horas post-mortem, com total efeito do rigor em aproximadamente 12 horas, e finalmente o relaxamento em aproximadamente 36 horas.

A causa bioquímica do rigor mortis começa com o cessamento do bombeamento de íon cálcio para o interior do retículo sarcoplasmático (pela auxência de ATP) de forma que a concentração citossólica deste íon aumenta gradativamente, também contribui para este aumento na concentração citossólica de íon cálcio a degradação das cisternas terminais do retículo. O cálcio liberado se liga à troponina C e induz a mudança conformacional da tropomiosina expondo os sítios de ligação entre actina e miosina. Moléculas de miosina contendo ATP préviamente ligado interagem com os filamentos de actina que agora têm seus stios de ligação expostos, como não existe novo ATP para desfazer o complexo ADP-miosina/actina os músculos tornam-se rígidos[1] . A circulação sanguínea cessa, assim como o transporte do oxigênio e retirada dos produtos do metabolismo. Os sistemas enzimáticos continuam funcionando após algum tempo da morte. Assim, a glicólise continua de forma anaeróbica, gerando ácido láctico, que produz abaixamento do pH.

Os sinais de morte são geralmente descritos como sendo algor mortis, rigor mortis, livor mortis e decomposição.

Contração muscular extrema e rigor mortis[editar | editar código-fonte]

A contração extrema resulta da fadiga muscular. O penis enrijece por dez minutos. Os músculos tornam-se incapazes de contrair ou relaxar, devido à falta de ATP nas fibras musculares. A níveis baixos de ATP, ocorre deficiência no transporte dos ions Ca2+ para o retículo sarcoplasmático, acumulando-se cálcio no sarcoplasma e assim as pontes formadas não se podem desligar.

Após a morte, o cálcio pode permear livremente a membrana do retículo sarcoplasmático por consequência de sua degradação devido a morte celular.Com isso o sarcoplasma fica com uma concentração elevada de cálcio, formando pontes de ligação miosina-actina. Contudo como o metabolismo energético não mais sintetiza ATP, as bombas de regulação ionícas não mais funcionam (Bomba de cálcio ATPase) em consequência o músculo permanece rígido já que pontes não se libertam. O rigor mortis aparece em torno da 12ª hora após a morte, e permanece até em torno da 36ª, quando se tem sua reversão que ocorre naturalmente devido a degeneração dos tecidos musculares.

São músculos contraídos após a morte – a falta de ATP impede o deslizamento e o bombeamento de cálcio, impedindo o relaxamento muscular. Os lisossomos liberam enzimas depois de 15 a 25h (pós-morte), destruindo as proteínas, fato que leva ao relaxamento eterno.

Referências

  1. Hall, John E. Guyton and Hall Textbook of Medical Physiology with Student Consult Online Access. 12th ed. ed. Philadelphia: Elsevier Saunders. ISBN, 2011. p. 83. ISBN 978-1-4160-4574-8.
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