Urano Teixeira da Mata Bacelar

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O general Bacelar, em setembro de 2005.

Urano Teixeira da Mata Bacelar (Bagé, 1947Porto Príncipe, 7 de janeiro de 2006) foi um militar brasileiro.

General-de-divisão do Exército Brasileiro, pára-quedista com especialidade em guerra na selva, foi comandante militar da Missão das Nações Unidas para a estabilização no Haiti (Minustah) desde 31 de Agosto de 2005, quando substituiu o general Augusto Heleno Ribeiro Pereira, até o dia 7 de janeiro de 2006, quando foi encontrado morto por um ferimento de arma de fogo na cabeça, em seu quarto de hotel, em Porto Príncipe. O episódio foi considerado como suicídio..[1] [2] [3]

Morte no Haiti[editar | editar código-fonte]

Apesar da morte do General haver sido dada como suicidio, vazamentos de telegramas diplomáticos dos Estados Unidos apontam para morte por homicídio, segundo publicou o jornal Britanico Guardian UK em 21 de Janeiro de 2011.[1]

Em 21 de Janeiro de 2011, o Jornal Britanico Guardian UK, publicou que cabos liberados através de Wikileaks revelam que o Presidente da República Dominicana Leonel Fernandez suspeita que Bacelar tenha sido assassinado pelo grupo de rebeldes armado pelo governo Americano e liderado por Guy Philippe, ex-miltar e ex-chefe de Policia de um grupo de rebeldes que atuou no golpe que depos o então presidente do Haiti Jean-Bertrand Aristide

Os cabos revelam que, de acordo com o President Fernandez, o mandato do grupo de rebeldes seria promover o caos no Haiti e que o mesmo grupo teria assassinado anteriormente um membro do MINUSTAH Canadense e um Jordaniano.

O assassinato teria sido em resposta a resistencia de Bacellar em usar força nas favelas Haitianas em Cidade Soleil, em oposição a pressão americana e a uma campanha de pressão feita pelo presidente da Camara de Comércio do Haiti Reginald Boulos e por André Apaid, dono de várias empresas de exploração de trabalhadores (sweatshops) no Haiti e que desempenharam papel importante no golpe que depos Aristide.

Visto por seus colegas de farda como uma pessoa extremamente ponderada, calma, que mesclava o conhecimento técnico dos temas militares com uma preocupação cultural, Urano parecia ser o oposto do suicida. Quando foi escolhido para suceder o general-de-divisão Augusto Heleno, seu colega de turma, para comandar as tropas da ONU no Haiti, passou por uma sabatina na sede da ONU, sendo aprovado com louvor.[4]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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