Porta-aviões japonês Zuikaku

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Zuikaku
Carreira Japanese Navy Ensign
Projetado:
Colocação da quilha: 25 de Maio de 1938
Lançamento: 27 de Novembro de 1939
Comissionado: 25 de Setembro de 1941
Destino: Afundado por ataque aéreo na Batalha do Cabo Engaño em 25 de Outubro de 1944
Afundado em: 26 de Agosto de 1945
Características Gerais
Deslocamento: 29,800 normal toneladas, 32,000 toneladas à plena carga
Comprimento: 257.5 m
Largura(boca): 26 m
Altura da linha d1água(calado): 8.9 m
Propulsão: Gerador por turbinas Kanpon,
8 caldeiras,
160,000 hp (119 MW),
4 eixos
Velocidade: 34.5 Nós (63.9 km/h)
Autonomia: 9,700  milhas náuticas à 18 Nós
  (18,000 km à 33 km/h)
Tripulação: 1,660
Armamento: 16 canhões de 5 polegadas (127 mm)
36(último 96)canhões de 25 mm antiaéreos.
Aeronaves: 84

Zuikaku foi um porta-aviões da Marinha Imperial do Japão, que participou das principais batalhas navais da Guerra do Pacífico durante a II Guerra Mundial, do ataque a Pearl Harbor em dezembro de 1941 à Batalha do Golfo de Leyte em outubro de 1944, onde foi afundado por aviões norte-americanos ao largo do Cabo Engaño, durante a batalha do mesmo nome, nas Filipinas.

Com 29.800 toneladas de peso, comprimento de 257,5 m e capacidade para 84 aviões embarcados, o Zuikaku foi um do seis porta-aviões japoneses que participaram do ataque a Pearl Harbor, dando início às hostilidades no Oceano Pacífico, levando a todo o mundo a guerra que já se desenrolava na Europa, África, Oriente Médio e nos mares do Atlântico. Partindo do mar interior do Japão com 69 aviões a bordo em 26 de novembro de 1941, ajudou na destruição da frota de encouraçados e cruzadores dos Estados Unidos no Havaí, causando a entrada dos norte-americanos na guerra em curso.

Após Pearl Harbor, o Zuikaku cumpriu um papel de liderança nos ataques a Rabaul na Nova Guiné e contra as bases navais britânicas de Colombo e Trincomalee no Oceano Índico, onde seus aviões afundaram o porta-aviões britânico Hermes, no começo de 1942. No mês de maio, participou da esquadra de ataque a Port Moresby, que abriria caminho para a invasão da Austrália, onde um grande combate entre aviões de ambos os lados em luta causou seu retorno ao Japão com apenas metade de suas aeronaves, para rearmamento e treinamento de novas tripulações (ver Batalha do Mar de Coral), o que o impediu e aos outros porta-aviões avariados nesta batalha de participar da Batalha de Midway, no mês seguinte.

No segundo semestre de 1942, fez parte da frota que investiu contra a esquadra americana na Batalha das Ilhas Salomão – durante a luta na Batalha de Guadalcanal – e na Batalha das Ilhas Santa Cruz, onde seu aviões afundaram o porta-aviões USS Hornet e infligiram sério dano ao USS Enterprise, obrigado a se retirar do teatro do Pacífico para reparos por grande período do restante da guerra. O Enterprise viria a ser o único de todos os porta-aviões de ambos os lados em luta no início do conflito que sobreviveria à II Guerra Mundial.

Em 1943, após cobrir a evacuação dos soldados japoneses de Guadalcanal, perdida para os americanos, ele foi baseado na ilha Truk e operou contra os Aliados nas Ilhas Marshall.

Em 1944, baseado em Singapura, o Zuikaku foi enviado com outros porta-aviões para tentar impedir o desembarque norte-americano nas Ilhas Marianas. Em junho deste ano, durante a Batalha do Mar das Filipinas, em que os japoneses perderam mais de 600 aviões, nova derrota da esquadra japonesa causaria o afundamento dos porta-aviões Shokaku e Taiho, deixando o Zuikaku como o único remanescente dos seis porta-aviões que participaram do ataque a Pearl Harbor em 1941.

Finalmente, o veterano sobrevivente de tantos combates foi enviado para missão da qual não voltaria. Em novembro de 1944, como navio-capitânea da esquadra combinada sob o comando do Almirante Jisaburo Ozawa, o Zuikaku fez parte da esquadra de porta-aviões que participou da Batalha do Golfo de Leyte.

Enviada em uma missão de sacrifício quase sem armamento e um número pequeno de aviões, no intuito de chamar para si o ataque da aviação americana, para permitir que outras esquadras de navios de batalha pudessem ao mesmo tempo destruir os navios americanos em Leyte, deixados sem cobertura aérea, a frota diversionista de Ogawa, tendo a frente o Zuikaku, entrou em combate com os aviões inimigos 300 km a leste do Cabo Engaño, no extremo norte da ilha de Luzon, nas Filipinas.

Debaixo de pesado ataque e atingido por sete torpedos e nove bombas, ele começou a adornar para bombordo e a tripulação recebeu ordem de abandoná-lo, após ser feita a transferência do almirante Ogawa e da bandeira de nau capitânea para outra belonave.

Virando sobre si mesmo ainda repleto de tripulantes em seu convés inclinado e quase na linha d’água, ele afundou às 14:14 de 24 de outubro de 1944, levando consigo seu capitão, Kaizuka Takeo e mais 842 marinheiros e oficiais.

Zuikaku (centro) e dois destróieres sob ataque em 20 Junho de 1944. Neste ataque o porta-aviões foi seriamente danificado mas resistiu.
Porta-aviões japoneses Zuikaku à esquerda) e Zuiho (provavelmente, à direita) sob ataque em Cabo Engaño.
Últimos momentos do Zuikaku: no convés completamente adernado a tripulação aguarda evacuação; 843 homens afundaram com o navio.


Porta-aviões Classe Shokaku
Shokaku | Zuikaku

Lista de navios da marinha japonesa