Antônio Carlos (Minas Gerais)

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Question book-4.svg
Este artigo cita fontes fiáveis e independentes, mas que não cobrem todo o conteúdo, o que compromete a verificabilidade (desde julho de 2010). Por favor, insira mais referências no texto. Material sem fontes poderá ser removido.
Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico)
Município de Antônio Carlos
Bandeira indisponível
Brasão indisponível
Bandeira indisponível Brasão indisponível
Hino
Fundação 27 de dezembro de 1947 (70 anos)
Gentílico antoniocarlense
Prefeito(a) Raimundo Nonato Marques (PMDB)
(2013 – 2016)
Localização
Localização de Antônio Carlos
Localização de Antônio Carlos em Minas Gerais
Antônio Carlos está localizado em: Brasil
Antônio Carlos
Localização de Antônio Carlos no Brasil
21° 19' 04" S 43° 44' 49" O21° 19' 04" S 43° 44' 49" O
Unidade federativa  Minas Gerais
Mesorregião Campo das Vertentes IBGE/2008[1]
Microrregião Barbacena IBGE/2008[1]
Municípios limítrofes Barbacena, Ibertioga, Santa Rita de Ibitipoca, Bias Fortes, Santos Dumont
Distância até a capital 200 km
Características geográficas
Área 525,025 km² [2]
População 11 112 hab. IBGE/2010[3]
Densidade 21,16 hab./km²
Altitude 1058 m
Clima Não disponível
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,733 elevado PNUD/2000[4]
PIB R$ 86 181,807 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 7 453,24 IBGE/2008[5]

Antônio Carlos é um município brasileiro do estado de Minas Gerais.

História[editar | editar código-fonte]

As terras que atualmente constituem o município de Antônio Carlos tinham como primitivos habitantes os índios Puris, reunidos em um pequeno povoado localizado nas cabeceiras do Rio das Mortes, região a que chamavam de Borda do Campo.

No início do século XVIII, Minas Gerais fervilhava com a descoberta das minas de ouro, diamantes, esmeraldas. Necessário se fazia conduzir estas riquezas com maior segurança até à maior Coroa Portuguesa que se estabelecera no Rio de Janeiro. Abrindo trilhas nas matas, atravessando rios, enfrentando índios, animais selvagens, chuva, frio e calor, intrépidos bandeirantes liderados pelo Cel. Domingos Rodrigues da Fonseca Leme e seu cunhado Garcia Rodrigues Pais descobriram um “Caminho Novo” que se iniciava na raiz da Serra da Mantiqueira e ligava a Capitania de Minas Gerais ao Rio de Janeiro.

Na Capitania das Minas, o Caminho Novo passava por Vila Real, Raposos, Itatiaia, Vila Rica, Vila do Carmo, Carijós, Carandaí, Registro Velho, Borda do Campo (Antônio Carlos), Juiz de Fora, Matias Barbosa, Simão Pereira. O rio Paraibuna separava as duas capitanias, (RJ) e (MG) e nele fora instalado o “Primeiro Posto Fiscal”.

Os bandeirantes paulistas coronel Domingos Rodrigues da Fonseca Leme e seu cunhado capitão Garcia Rodrigues Pais vieram para esta região, onde permaneceram por algum tempo. Mais tarde deslocando-se rumo ao nordeste, fundaram, por volta de 1728 o arraial da Igreja Nova da Borda do Campo, hoje Barbacena, que naquele tempo enquadrava o município de Antônio Carlos.

Como a atividade econômica principal era a agricultura, assim se explica a existência de inúmeras fazendas. E delas, duas pertencem a figuras ligadas à Inconfidência Mineira: a Fazenda do Registro Velho e Fazenda da Borda do Campo que pertencia ao Coronel Domingos Rodrigues da Fonseca Leme, que a transferiu mais tarde a José Aires Gomes que se tornou célebre pelas conversações que ali se realizaram ao tempo da conjuração.

O povoado, em volta da estação ferroviária do Sítio fazia parte do distrito de Bias Fortes, município de Barbacena. Em 10 de outubro de 1910 a capela do Sítio foi elevada a curato, desmembrada da Matriz de Barbacena. Em 17 de dezembro de 1938 o distrito de Bias Fortes recebeu o nome do povoado que lhe pertencia, passando a chamar-se Sítio. Em 30 de abril de 1941 por provisão foi criado a freguesia.

Pela sua localização o arraial da Igreja Nova da Borda do Campo, Fundado em 1728, servia de ponto de encontro das riquezas que eram encaminhadas à coroa Portuguesa. Riquezas estas, que passaram a atrair salteadores e bandoleiros, tais como: “Montanha e Mão de luva” que roubavam o ouro, estupravam e matavam, assustando viajantes e os comerciantes.

Por isso muitos desses comerciantes e viajantes arranchavam-se na Borda do Campo (Antônio Carlos), tornando-a um local fervilhante de novas notícias, tradições e conspirações: A partir da borda do campo foram surgindo pequenos burgos com a lavoura e criação de gado leiteiro, destacando-se o distrito de “sítio” (como passou a chamar-se em 1º de janeiro de 1939).

Em 27 de dezembro de 1948 é elevado a categoria de município, com a denominação de Antônio Carlos (filho ilustre da cidade), desmembrado de Barbacena. É formado por três povoados: Curral Novo, Campolide e Sá Fortes.

O município de Antônio Carlos, situado na serra da Mantiqueira, abrigou pessoas ilustres, com o passado rico de valores culturais, como o presidente Antônio Carlos, Marechal Henrique Dufles Teixeira Lott, General José Maria de Andrada Serpa, General Antônio Carlos de Andrada Serpa e Manoel Carlos de Andrade, Carlos Pereira de Sá Fortes, (primeiro importador de gado holandês do Brasil e fundador da primeira escola de laticínios do Brasil).

Geografia[editar | editar código-fonte]

Localiza-se a uma latitude 21º19'05" sul e a uma longitude 43º44'48" oeste, estando a uma altitude de 1058 metros. De acordo com o censo realizado pelo IBGE em 2010, sua população é de 11.112 habitantes.[3] Possui uma área de 526,41 km².

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

Possui vários rios importantes com o Rio das Mortes e Rio Banderinhas e outros e ter em seu territorio a nascente do Rio Paraibuna que e muito importante.

Rodovias[editar | editar código-fonte]

Turismo e lazer[editar | editar código-fonte]

Hoje o município oferece oportunidades para o turismo ecológico, destacando resquícios da mata atlântica, rios e lindas cachoeiras como: Cachoeira da copasa; Cachoeira da fazenda dos gerais; Cachoeira D.Mariana Afonso; Cachoeira do buraco do bicho; *Área de preservação ambiental Fazenda ponte funda.

No turismo rural o município possui um grande acervo histórico representado por antigas fazendas: Fazenda Borda do Campo (Século XVII); Fazenda Gerais de Barros: (Século XVIII); Fazenda Passa-Três: (Século XVIII); Fazenda Jacutinga: (Século XVIII); Fazenda Cimodócia: (Século XVIII); Fazenda Olhos D água (hoje Hotel-Fazenda Caminho Novo); Fazenda Picumã; Fazenda Azul; Fazenda das Rosas.

Referências

  1. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  2. IBGE (10 out. 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 dez. 2010 
  3. a b «Censo Populacional 2010». Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 29 de novembro de 2010. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  4. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2000. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  5. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 dez. 2010 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]