Araçuaí

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Município de Araçuai
Bandeira indisponível
Brasão indisponível
Bandeira indisponível Brasão indisponível
Hino
Fundação 21 de setembro de 1871
Gentílico araçuaiense ou araçuaiano
Prefeito(a) Aécio Silva Jardim
(2009 – 2012)
Localização
Localização de Araçuai
Localização de Araçuai em Minas Gerais
Araçuai está localizado em: Brasil
Araçuai
Localização de Araçuai no Brasil
16° 51' 00" S 42° 04' 12" O16° 51' 00" S 42° 04' 12" O
Unidade federativa Minas Gerais
Mesorregião Jequitinhonha IBGE/2008[1]
Microrregião Araçuaí IBGE/2008[1]
Municípios limítrofes Virgem da Lapa, Coronel Murta, Itinga, Ponto dos Volantes, Padre Paraíso, Caraí e Novo Cruzeiro.
Distância até a capital 678 km
Características geográficas
Área 2,235 696 km²
População 37,388 hab. est. IBGE/2009[2]
Densidade 16 6 hab,/km²
Clima Semi-árido ao úmido
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,687 médio PNUD/2000[3]
PIB R$ 109.130 mil IBGE/2005[4]
PIB per capita R$ 2,958 00 IBGE/2005[4]

Araçuaí é um município brasileiro do estado de Minas Gerais.

História

As terras do atual município de Araçuaí, durante o século XVIII, estiveram ligadas à antiga Comarca do Serro Frio e depois ao município de Minas Novas.

Já no século XIX, o padre Carlos Pereira de Moura havia fundado na confluência dos rios Araçuaí e Jequitinhonha a Aldeia do Pontal - local aprazível onde aportavam as canoas que permutavam mercadorias vindas da Bahia, como as daquela região de Minas. Onde há canoeiras, há mulheres, bebidas alcóolicas e muita farra. Isso o Padre Carlos não aceitava em sua aldeia, muito menos na futura cidade que planejava fundar, o que fez, então? Expulsou dali todas as meretrizes que, desorientadas emigraram rio Araçuaí acima, achando abrigo na Fazenda Boa Vista, de Luciana Teixeira. Essa boa senhora cedeu suas terras, à margem direita do Ribeirão Calhau e do rio Araçuaí, às emigrantes que se alojaram.

Atraídos pelas mulheres, os canoeiros mudaram de porto e, no local desenvolveu-se um arraial, com o nome de Calhau, que deu origem à atual cidade de Araçuaí entre os anos de 1830 e 1840.

A história de Araçuaí teve início em 1817, quando Luciana Teixeira decidiu iniciar um loteamento às margens do Rio Araçuaí, o arraial chamou-se "Calhau" devido a grande quantidade de pedras redondas existentes.

Com o tempo o local foi ganhando importância. Foi elevado a categoria de sede de Distrito pela Lei Provincial de 13 de julho de 1857. A instalação sob a denominação de Vila de Arassuay deu-se em 1º de julho de 1871, para finalmente a 21 de setembro de 1871 ser elevada a categoria de cidade, por força da lei nº 1870, com o nome de Araçuaí. Tal nome é de origem indígena, e quer dizer Rio das Araras Grandes.

De lá para cá, a cidade cresceu nas margens aprazíveis do Rio Araçuaí, principal afluente do Rio Jequitinhonha. Com a abertura da estrada de rodagem o movimento de ônibus e caminhões substituiu a navegação do rio, dos canoeiros só sobrou a lembrança pela característica estátua na praça da Matriz.

Até 1891 Araçuaí era a capital de todo o Nordeste de Minas. Ocupava o quarto lugar numa estatística do número de comerciantes nos municípios mineiros. Pelo município passava a estrada de ferro Bahia & Minas (hoje desativada) que na estação ferroviária de Araçuaí chegou em 1942.

A inexistência de uma infra-estrutura adequada que proporcione insumos e absorva a produção, desequilibra a economia agrícola municipal determinando um estado geral de miséria entre a população rural, fazendo com que a região tenha importar alimentos, forçando o êxodo. Sempre ligados aos problemas da agropecuária, os fatores infra-estruturais do município de Araçuaí, principalmente o sistema rodoviário, são praticamente intransponíveis para o desenvolvimento.

As atividades econômicas do município são a agrícola, a pecuária, o comércio, o artesanato, as pequenas indústrias de calçados e laticínio. A principal fonte de riqueza é a pecuária, que detêm índices invejáveis de produtividade. O subsolo é rico em minérios e pedras preciosas.

Durante muitos anos foi considerável o movimento comercial do município de Araçuaí. Hoje já não é tão grande. A cidade de Araçuaí era um grande entreposto de comércio. Recebia mercadorias de Peçanha, Minas Novas, Serro, Ferros, Salinas e todo o Norte de Minas. Os armazéns abarrotados de sal e outros produtos de beira-mar esperavam as tropas para trocar por produtos de lavoura.

Esse movimento comercial tocou o seu auge de 1880 a 1885. A partir desta data as tropas mudaram de rumo: já não era para o norte, mas para o sul que elas se dirigiam, procurando mercados mais próximos e mais acessíveis para seus produtos. O comércio de Araçuaí foi decaindo e com ele a navegação do Jequitinhonha. A importação de mercadorias se deslocou da Bahia para o Rio de Janeiro;a estrada de ferro mudou da Bahia para o Rio de Janeiro; a estrada de ferro Bahia a Minas transporta-os até Téofilo-Otoni, onde as tropas vão recebê-las.

Uma estrada de rodagem aberta pelo meio da mata entre S. Miguel do Jequitinhonha e Teófilo Otoni pôs em comunicação direta esta estação com distritos mais férteis e opulentos do Município. A cidade de Araçuaí e os distritos adjacentes entre si e cambiando entre si seus produtos.

Apesar de sua decadência, o comércio de Araçuaí ainda é considerável. O mercado da cidade é uma praça de grande movimento, em feiras semanais, onde os lavradores vão vender os seus gêneros e comprar aquilo de que carecem. Praticamente todo o comércio mudou-se para a redondeza do mercado. Mas a cidade já não tem os grandes armazéns por onde rolou fortunas de príncipe.

Objeto de considerável comércio são também as pedras coradas, cuja extração se começou a fazer em 1901, na Fazenda da Barra do Piauí e que hoje tem movimento no comércio de Araçuaí. Não se conhece no município nenhum aventureiro que tenha aplicado seus capitais em empresas de indústrias. A única indústria extrativa de minério no município é a CBL (Companhia Brasileira de Litio).

Ultimamente a cidade está se modernizando, apesar da fama que carrega de "cidade do já teve". A eterna política mata sempre toda iniciativa. O que uns começam, outros destroem. Na verdade o que mudou nesses últimos 30 anos foi por conta e obra dos moradores que melhoraram suas propriedades sem que o poder público tivesse interferido no desenvolvimento da cidade.

É de se destacar o trabalho silencioso e constante da diocese de Araçuaí, tendo a frente o bispo Dom Severino Clasen e o bispo emérito Dom Enzo Rinaldine, que nunca mediu esforços em favor dos desfavorecidos e dos jovens desta cidade. Mantém, a duras penas uma escola técnica como poucas no Brasil sem a menor ajuda do poder público. Além, evidentemente, de outras obras que a sua profunda modestia não deixaria citar aqui.

As irmãs franciscanas constituem também outro elo no desenvolvimento de Araçuaí. Quando aqui criaram o colégio Nazareth e, 1926, não mediram esforços para mantê-lo até hoje. Nele estudaram personalidades desta minas Gerais.

Relação dos Prefeitos e Vice- Prefeitos

Nomeados

Comendador Inácio Carlos Moreira Murta – 1871 Coronel Manuel Fulgêncio Alves Pereira Senador Dr. Nuno da Cunha Melo – até março de 1925.

Eleições diretas no Brasil em 1920

1º Dr. Franklin Fulgêncio Alves Pereira (Dentista) 1930 a 1945 2º Dr. Odin Indiano do Brasil Americano – Juiz de Direito 3° Sr. Raul de Matos Paixão (comerciante) poucos meses 4° Dr. Mário Freitas da Silva (Advogado) até dezembro de 1946 5° Cantidio Amaral (comerciante) Vice- prefeito: Monsenhor Clóvis Vieira da Fonseca 6° José Zaiter Tanure (comerciante) 1951 a 1954 Vice- prefeito: Dr. Narciso Colares (Farmacêutico) 7º Dr. Geraldo da Cunha Melo (Advogado) Vice- prefeito: Nuno Austragesilo Fernandes Murta (Fazendeiro) 8° Dr. Mucio Sévola Gonzaga Jayme (Médico) Vice- prefeito: Dr. Tulo Hostilio Gonzaga Jayme (Advogado) 9° Dr. Geraldo da Cunha Melo (Advogado) 1963 a 1966 Vice- prefeito: Bitenil Martins da Silva (comerciante) 10° João Rodrigues de Oliveira (comerciante) Vice- prefeito: Hamilton Fernandes Murta (Fazendeiro) 11° Hamilton Fernandes Murta (Fazendeiro) 1970 a 1973 Vice- prefeito: Ariene Chaves de Souza (Fazendeiro) 12° Nazir Tanure (comerciante) 1973 a 1976 Vice –prefeito: Hider Jardim Tanure (Fazendeiro) 13° João Rodrigues de Oliveira- 1977 a 1982 Vice- prefeito: Mario Timo do Amaral 14° Dr. Artur Berganholi (Médico)- 1983 a 1988 Vice- prefeito: Pedro da Costa Almeida (Fazendeiro) 15° José Cordeiro Barroso (comerciante) 1989 a 1992 Vice- prefeito: Dr. Aécio Silva Jardim (Médico) 16° Manoel Messias Marques Dias (Médico) 1993 a 1996 Vice- prefeito: Leonardo Santos Oliveira 17° Maria do Carmo Ferreira da Silva (Assistente Social) (1997 a 2000) Vice- prefeito: José Antônio Martins (Comerciante) 18° Maria do Carmo Ferreira da Silva 2001 a 2004 Vice- prefeito: José Antônio Martins 19° José Antônio Martins (Comerciante)2004 a 2008 Vice- prefeito: Armando Paixão (Médico) 20° Aécio Silva Jardim (Médico) 2009 a 2012 Vice- prefeito: Leonardo Santos Oliveira

Geografia

Sua população estimada em 2004 era de 36.681 habitantes.

Hidrografia

Bacia Rio Jequitinhonha Principal rio: Rio Araçuaí

Rodovias

Clima

Seu clima vai do semi-árido ao úmido, com total pluviométrico anual compreendidos entre 600mm e 1600mm, distribuídos irregularmente ao longo do ano. As chuvas concentram-se no período de outubro a março, sendo o trimestre dezembro/fevereiro responsável por mais de 50% da chuva total.[carece de fontes?]

Com pouca variação, a temperatura média anual fica ao redor de 21°C a 35°C. O mês mais quente é fevereiro e o mais frio junho. A umidade relativa do ar varia de 60% e 80%.[carece de fontes?]

Administração

Educação

Referências

  1. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008. 
  2. «Estimativas da população para 1º de julho de 2009» (PDF). Estimativas de População. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 14 de agosto de 2009. Consultado em 16 de agosto de 2009. 
  3. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2000. Consultado em 11 de outubro de 2008. 
  4. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2002-2005» (PDF). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 19 de dezembro de 2007. Consultado em 11 de outubro de 2008. 

Ligações externas

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