Itinga

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Município de Itinga
"Terra do Granito"
"Terra da Escrava Feliciana"
Bandeira indisponível
Brasão indisponível
Bandeira indisponível Brasão indisponível
Hino
Fundação 10 de agosto de 1810 (207 anos)
Emancipação 31 de dezembro de 1943 (73 anos)
Gentílico itinguense
Lema Trabalho, Honestidade e Progresso
Padroeiro(a) Santo Antônio
Prefeito(a) Adhemar Marcos Filho (PSDB)
(2017–2020)
Localização
Localização de Itinga
Localização de Itinga em Minas Gerais
Itinga está localizado em: Brasil
Itinga
Localização de Itinga no Brasil
16° 36' 46" S 41° 45' 54" O16° 36' 46" S 41° 45' 54" O
Unidade federativa  Minas Gerais
Mesorregião Jequitinhonha IBGE/2008[1]
Microrregião Araçuaí IBGE/2008[1]
Municípios limítrofes Araçuaí, Itaobim, Rubelita, Medina, Ponto dos Volantes, Comercinho e Coronel Murta.
Distância até a capital 670 km
Características geográficas
Área 1 640,657 km² [2]
Distritos Taquaral de Minas, Jacaré e Sede
População 15 147 hab. estimativa IBGE/2017[3]
Densidade 9,23 hab./km²
Altitude Máxima 1000 m, mínima 230 m
Clima Cerrado
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,624 médio PNUD/2000[4]
PIB R$ 53 411,901 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 3 528,57 IBGE/2008[5]
Página oficial

Itinga é um município brasileiro no interior do estado de Minas Gerais. Com uma população de 15 147[3] habitantes (estimativa do IBGE de 2017) em uma área de 1 640,657 km², localiza-se no Vale do Jequitinhonha no nordeste mineiro. Localizada em uma região de relevos, onde é influenciada por um clima úmido e quente no verão, seco e frio no inverno.

Topônimo[editar | editar código-fonte]

"Itinga" é um termo de origem tupi que significa "água branca", através da junção dos termos 'y ("água") e ting ("branco")[6].

Bairros[editar | editar código-fonte]

  • Centro
  • Planalto
  • Porto Alegre
  • Mutirão
  • Alto Santa Cruz
  • Morro da Bênção
  • Cidade Nova
  • Nossa senhora D' ajuda

Distritos e povoados[editar | editar código-fonte]

O município tem 2 principais povoados, do Pasmadinho e da Ponte do Pasmado (Atualmente se chama Vila Teixeira).

Há ainda os distritos de Jacaré e mais recentemente foi criado pela administração 2013/16 o distrito de Taquaral de Minas.

Há várias comunidades: Piauí, Humaitá, Laranjeiras, Córrego dos Veados, Teixeirinha 1 e 2, Campo Queimado, Itinguinha, Corrente. Água Fria, Capão, Gangorra, Campestre, São Bento, Olhos Dágua, Santo Antonio das Pindobas, Jenipapo, Lagoa Escura, entre outros.

Educação[editar | editar código-fonte]

04 escolas estaduais de ensino fundamental 1 de ensino fundamental e médio

03 escolas municipais urbanas e 35 escolas municipais rurais

02 pré escolares

03 creches da Associação Comunitária

01 creche pró-infância sendo construída pela atual administração.

01 supletivo municipal

Biblioteca pública municipal

História[editar | editar código-fonte]

Origens e pioneirismo[editar | editar código-fonte]

As terras onde hoje se encontra o município de Itinga eram habitadas pelos índios Botocudos. Em 1553, os bandeirantes organizaram uma expedição conhecida como Bruzza-Navarro. Estes colonizadores vieram do litoral e chegaram até o Rio Araçuaí e de seus afluentes a procura de ouro e de pedras preciosas.

Tempos depois nos anos finais do século XVIII, vieram vaqueiros em busca de boas pastagens, alguns ficaram nas terras onde é a zona rural de Itinga. Mais tarde vieram os canoeiros que buscavam pontos estratégicos para compra e venda de produtos nativos, dando origem as povoações ás margens do Rio Jequitinhonha. Quanto as terras onde hoje se encontra Itinga, estas pertenciam ao Fanado (hoje Minas Novas e faziam parte da capitania da Bahia).

Em 1804 o governador da Bahia designou o Capitão-Mor João da Silva Santos para que desbravasse todos os rios da comarca de Porto Seguro, a fim de que fizesse um estudo da região e um pré (levantamento dos pontos ideais para que pudessem ser feitos e estabelecidos os destacamentos militares que iriam fiscalizar os contrabandos, apaziguar e fiscalizar os índios).

Com treze canoas o Capitão-mor e sua comitiva subiram o Rio Jequitinhonha de Belmonte (BA) até Barra do Pontal (hoje Itira). E só depois de oitenta e seis léguas de viagem, a comitiva do Capitão-Mor encontraram um caboclo e dele souberam que o "rio grande" sobre o qual navegavam é o Rio Jequitinhona, conhecido pelos diamantes que escondia.

A formação das divisões militares não foi implantada ás margens do Rio Jequitinhonha imediatamente, foi somente em 10 de agosto de 1810 que chegou Julião Fernandes Leão, por ordem do príncipe regente Dom João para criar ás margens do Rio Jequitinhonha e Rio Araçuaí, auríferos e diamantíferos, e também instalar os postos militares, conhecidos como quartéis. Assim fundou a cidade de Itinga.

Julião abriu uma estrada margeando a direita do Jequitinhonha, desde a barra do Piauí até Belmonte. Nesses quartéis ou próximos deles foram se ajuntando pessoas, entre elas garimpeiros e agricultores.

Foi por volta de 1817 que aí se estabeleceram o tenente Martiniano Antunes de Oliveira, o fazendeiro João Batista Lobato e o ajudante Manoel de Jesus Maria, os dois primeiros latifundiários da extensa região, doaram em 1841, a área para a transferência do arraial e um quarto de légua a montante, em terreno mais elevado. No ano seguinte fizeram uma capela, e recebeu o nome de Santo Antônio e mudaram o nome de Santo Antônio da Barra do Rio Itinga, que era chamada de Barra do Rio Itinga. Não tardou que diversas casas fossem erguidas em torno do modesto templo, reforçando ao povoado um rápido crescimento.

Em 1854 é aprovada a lei que eleva o Povoado de Santo Antônio da Barra do Rio Itinga para freguesia. Com a criação da diocese de Diamantina, a freguesia passa a ser conhecida como vila, sem ter status de vila.

Em 1871 Araçuaí torna-se cidade, a vila que estava passando por uma grande fase de desenvolvimento, em 1872 já possuía duzentas casas. A vila de Itinga tinha tudo para se tornar uma cidade, possuindo uma economia invejável, mas por falta de vontades políticas, acabou não concluindo o processo de emancipação.

Em 1923 o distrito de Itinga pertence o município de Araçuaí. Em 1930 é autorizada a construção de um mercado municipal, a obra foi concluída em março de 1931.

Em 31 de dezembro de 1943 é emancipado o município de Itinga.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Sua população estimada em 2015 era de 15 059 habitantes.

Clima[editar | editar código-fonte]

  • Seu clima vai do semi-árido ao úmido, com total pluviométrico anual compreendidos entre 600mm e 1600mm, distribuídos irregularmente ao longo do ano. As chuvas concentram-se no período de outubro a março, sendo o trimestre dezembro/fevereiro responsável por mais de 50% da chuva total.Com pouca variação, a temperatura média anual fica ao redor de 21 °C a 35 °C. O mês mais quente é fevereiro e o mais frio junho. A umidade relativa do ar varia de 60% e 80%.

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

  • Rio Jequitinhonha, Rio Itinga, Ribeirão Piauí, Córrego Pasmado, Córrego Jenipapo, Córrego da Água Fria, Córrego dos Veados, Córrego Corrente, Córrego Teixeira e Córrego Teixeirinha.

Rodovias[editar | editar código-fonte]

Administração atual[editar | editar código-fonte]

Demografia[editar | editar código-fonte]

Em 2010, a população de Itinga foi contada em 14. 407 habitantes com uma estimativa em 2016 de 15. 104 habitantes. Segundo o censo, há 7.352 homens e 7.055 mulheres.

Religião[editar | editar código-fonte]

Na cidade, existem muitas manifestações religiosas presentes na cidade. Segundo o censo, há 12.476 católicos e 1.582 evangélicos.

Cultura[editar | editar código-fonte]

Terra do grande ceramista Ulisses Mendes, o cronista do vale do Jequitinhonha. O mestre retrata a vida do sertanejo no vale em suas obras de cerâmica que atualmente são reconhecidas em tudo mundo[7]. Suas terras são ricas em minério, setor atrativo de empresas que buscam granito. No povoado do Pasmadinho há a produção artesanal de artefatos de cerâmica, como panelas, potes, cofrinhos, entre outros artesanatos que são comercializados às margens da BR 367.

Itinga possui um dos subsolos mais ricos em minérios da região, além da produção de rochas ornamentais, a turmalina é a pedra preciosa que impulsiona o comércio de algumas comunidades do município, sendo que Taquaral, as margens da BR 367, com vários garimpos, destaca-se como principal ponto de comércio de pedras preciosas no município de Itinga.

O município também se destaca no cenário cultural por realizar o melhor carnaval do médio Jequitinhonha e ótimas festas religiosas que anualmente atrai muitos visitantes a cidade, sendo destaques a festa do padroeiro da cidade, Santo Antônio em 13 de junho, na sede, a festa de São Pedro nos dias finais do mês de junho em Taquaral e tradicional festa de Nossa Senhora D`Ajuda no bairro Porto Alegre, que se inicia no princípio de setembro e finalizar na data de 8 de setembro. Conhecida com festa de 7 de setembro, a festa de Nossa Senhora D`Ajuda é a principal festa de Itinga.

Esportes[editar | editar código-fonte]

O esporte mais popular de Itinga é o futebol. Na cidade há vários clubes pequenos de futebol, se destacando o Itinga Sport Club, fundado em 1930, atualmente extinto, o Bodão Esporte Clube, o Meridional Futebol clube, o Taquaral Futebol Clube entre outros. Há também estádios e ginásios de futebol, o Ginásio Poliesportivo Amarildo de Menezes, o Estádio Carecão e muitos outros. Itinga também possui outros esportes, como o voleibol, o futsal.

Eventos[editar | editar código-fonte]

Os eventos de Itinga são:

  • Festa do Padroeiro (Santo Antônio)
  • Festa de Santa Luzia
  • Festa de São Sebastião
  • Festa de Nossa Senhora da Ajuda
  • Festa de Bom Jesus
  • Festa da Escrava Feliciana
  • Festa de São Pedro da AMAI
  • Festa de Nossa Senhora Aparecida
  • Carnaval
  • Itinga Para Cristo
  • Festa do Vaqueiro
  • Réveillon e aniversário da cidade
  • Desfile de 7 de setembro
  • Sou Praieiro
  • Corrida Rústica

Filhos ilustres[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  2. IBGE (10 de outubro de 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  3. a b «Estimativa populacional 2017 IBGE - 1 de julho de 2017» 
  4. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2000. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  5. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  6. http://www.fflch.usp.br/dlcv/tupi/vocabulario.htm
  7. Arte no Vale

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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