As Mercenárias

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
As Mercenárias
Informação geral
Origem São Paulo
País  Brasil
Gênero(s) Pós-punk
Punk rock
Instrumento(s) Baixo
Guitarra
Bateria
Período em atividade 1983 - 1988

2005 - atualmente

Gravadora(s) EMI
Afiliação(ões) Inocentes
Ira!
Fellini
Integrantes Sandra Coutinho
Marianne Crestani
Michelle Abu
Ex-integrantes Ana Maria Machado
Lou
Edgard Scandurra
Rosália Munhoz
Georgia Branco
Pitchu Ferraz
Silvia Tape

As Mercenárias é um grupo de punk rock brasileiro que surgiu no início dos anos 80, com as integrantes Sandra Coutinho (baixo), Rosália Munhoz (vocal) e Ana Maria Machado (guitarra) e a adição de Edgard Scandurra na bateria, sendo que este sairia tempos depois dando lugar a baterista Lou.

O grupo tem influências de bandas inglesas como Siouxsie and the Banshees, Joy Division, The Slits e Sex Pistols.[1]

Depois de um hiato musical (resultado de sua dispensa da gravadora EMI sem aviso prévio), o grupo está na ativa, com a integrante da formação original Sandra Coutinho mais as novas integrantes Marianne Crestani (guitarra e back vocal) e Michelle Abu (bateria e vocais).[2]

História[editar | editar código-fonte]

Em 1982, na cidade de São Paulo, as então estudantes Sandra Coutinho, Rosália e Ana Machado resolveram formar o grupo, entrando na onda do punk que estava gerando bandas reconhecidas no estado, como Inocentes e Ratos de Porão. Edgard Scandurra foi o primeiro baterista do grupo, mas por conta das diversas bandas que tocava (como o Smack e o futuro Ultraje a Rigor e Ira!), ele saiu e no seu lugar entrou a baterista Lou.

Em 1986 foi lançado, após muita insistência, o primeiro LP do grupo, Cadê as Armas?. O disco foi bem recebido na época e a fama do grupo começava a crescer, tendo algumas apresentações gravadas para programas de TV (numa dessas apresentações, no programa Fábrica do Som da TV Cultura, está Scandurra, tocando com o grupo as músicas "Polícia" e "Me Perco"). O debut foi lançado pela loja Baratos Afins, velha conhecida da cena punk paulista e que já tinha outros materiais lançados na época. Faixas como "Me Perco" e "Polícia" são os destaques do álbum, além da faixa "Pânico", que deu origem ao único videoclipe da banda. Em 2016, este álbum foi eleito pela revista Rolling Stone Brasil como o 5º melhor álbum de punk rock do Brasil.[3]

A partir do primeiro álbum, as Mercenárias começam a chamar a atenção de grandes gravadoras, que estavam interessados na música e na presença de palco delas. Por isso, em 1988, foi gravado o segundo álbum do grupo, Trashland, lançado pela EMI. O disco foi um sucesso de público e de crítica, sendo eleito inclusive como o "álbum do ano" pela Revista Bizz. No entanto, a gravadora não fez a divulgação necessária e, para piorar, dispensou o grupo por meio de um telegrama, não dando muitas explicações para tal ato. Logo depois, a banda estava acabada. Rosália, Ana e Lou abandonaram a carreira musical e Sandra resolve morar em Berlim, trabalhando na cena alternativa local.[4]

Retorno[editar | editar código-fonte]

Em 2005, Sandra Coutinho volta ao Brasil depois de anos morando na Alemanha e decide remontar o grupo junto com a vocalista Rosália, incluindo duas novas integrantes: Geórgia Branco e Pitchu Ferraz.[5] No mesmo ano, é lançado no exterior o CD O Começo do Fim do Mundo (Beginning of the End of the World: Brasilian Post-Punk 1982-85), coletânea com músicas dos dois discos da banda.[6] Pouco tempo depois Rosália sai do grupo, com Sandra assumindo os vocais.

Em 2012, em comemoração as 30 anos do grupo, é feito um show no Centro Cultural da Juventude - CCJ, com a participação dos músicos Edgard Scandurra, Naná Rizzini, Karina Buhr, Maria Alcina, Clemente Nascimento (Inocentes) e Michelle Abu.[7][8]

Em 2014, a banda se apresenta na Virada Cultural de São Paulo.[9]

Em 2015, entram na banda Silvia Tape (guitarra e vocais) e Michelle Abu (bateria e vocais).[10] Neste mesmo ano, é lançado, internacionalmente, em vinil, a primeira demo tape da banda, pela Nada Nada discos e Dama da Noite.[11]

Em 2021, o jornalista paulistano Lucas Lima promete publicar o livro intitulado "Somos sucesso – A biografia das Mercenárias", concentrada no período que vai de 1982 a 1988.[2][12]

Discografia[editar | editar código-fonte]

Álbuns[editar | editar código-fonte]

Coletâneas[editar | editar código-fonte]

  • O Começo do Fim do Mundo - Beginning of the End of the World: Brasilian Post-Punk 1982-85, 2005
  • Mercenárias - DEMO 1983 - (2015)

Referências

  1. «Lenda dos pós-punk paulistano, As Mercenárias ganham biografia». NOIZE | Música do site à revista. 10 de julho de 2020. Consultado em 30 de março de 2021 
  2. a b «Banda punk Mercenárias, sucesso na cena indie dos anos 1980, ganha biografia em 2021». G1. Consultado em 30 de março de 2021 
  3. Internet (amdb.com.br), AMDB (20 de julho de 2016). «Os dez maiores discos do punk rock nacional». Rolling Stone. Consultado em 30 de março de 2021 
  4. «Mofo - As Mercenárias». www.beatrix.pro.br. Consultado em 28 de outubro de 2017 
  5. «Mercenárias animam público com pós-punk no Campari Rock - 14/08/2005 - UOL Música». musica.uol.com.br. Consultado em 30 de março de 2021 
  6. «As Mercenarias – Beginning Of The End Of The World | Soul Jazz Records». www.souljazzrecords.co.uk (em inglês). Consultado em 28 de outubro de 2017 
  7. «Banda As Mercenárias celebra 30 anos de trajetória com show gratuito no CCJ». Catraca Livre. 22 de novembro de 2012 
  8. «Banda 'As Mercenárias' festeja 30 anos de carreira no CCJ | Secretaria Municipal de Cultura | Prefeitura da Cidade de São Paulo». www.prefeitura.sp.gov.br. Consultado em 30 de março de 2021 
  9. Paulo, Do G1 São (7 de maio de 2014). «Confira a programação da Virada Cultural 2014 em São Paulo». São Paulo. Consultado em 30 de março de 2021 
  10. «As Mercenárias se apresentam com nova formação em São Paulo. Veja!». R7.com. 19 de maio de 2015. Consultado em 30 de março de 2021 
  11. «Entrevista: Sandra Coutinho – Scream & Yell». Consultado em 30 de março de 2021 
  12. «Mercenárias: biografia sobre a banda será lançada em 2021». whiplash.net. Consultado em 30 de março de 2021 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]