Assassinato de Victoria Stafford

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Assassinato de Tori Stafford
Local do crime Woodstock, Ontário,  Canadá
Data 8 de abril de 2009
Tipo de crime Rapto
Espancamento
Abuso Sexual
Assassinato
Arma(s) Picareta
Vítimas Victoria "Tori" Elizabeth Marie Stafford
Réu(s) Michael Thoms Rafferty
e Terri-Lynne McClintic
Local do julgamento Ontário

Victoria "Tori" Elizabeth Marie Stafford foi uma garota de 8 anos raptada em Woodstock, Ontário, Canadá, a 8 de Abril de 2009, atacada sexualmente e assassinada. Foi vista pela última vez numa montagem de vídeos de vigilância a caminhar com Terri-Lynne McClintic.

O seu desaparecimento, e subsequente investigação e busca, foram tema de uma cobertura massiva dos meios de comunicação do Canadá. A busca pelo seu corpo acabou em 19 de Julho de 2009, quando os restos mortais da criança foram encontrados numa área florestal na zona rural de Ontário. Acreditou-se imediatamente serem os de Tori Stafford. Isto foi confirmado numa conferência de imprensa dada a 21 de Julho. A resposta da polícia à situação conforme se desenvolveu e a sua falha por não anunciarem um Alerta AMBER, foi criticado pelo público e tem sido, recentemente, foco de uma revisão do sistema de Alerta AMBER no Canadá. As circunstâncias da sua morte foram desconhecidas para o público até que surgiu uma publicação em Dezembro de 2010.[1]

Rapto e homicídio[editar | editar código-fonte]

Tori foi vista pela última vez por volta das 3:32 da tarde de uma quarta-feira, 9 de Abril de 2009, na Avenida Fyfe, a passar próximo de uma escola secundária na estrada que dá acesso à Escola Pública Oliver Stephens. Vestia um casaco preto da Hannah Montana, com um capuz branco, uma camiseta verde, saia de ganga, sapatos pretos e brancos, e levava uma mochila roxa e rosa das Bratz.[2]

Um vídeo de segurança tirado da escola secundária mostra-a a andar com uma pessoa suspeita, descrita como uma mulher caucasiana, com idade entre os 19 e os 25 anos, entre 1,55 e 1,57 metros de altura e com peso aproximadamente entre 54 e 57 quilos, com cabelos longos lisos e pretos num rabo de cavalo. Usava calças de ganga justas com um casaco de pelo branco. O caso foi mais tarde mostrado no America's Most Wanted.[3]

A investigação inicial foi liderada pelo Serviço Policial da Comunidade de Oxford, mas depois mudou para uma operação conjunta com a Polícia Provincial de Ontário. Na terça-feira, 21 de Julho, às 9 da manhã, a polícia confirmou que os restos mortais encontrados perto da Floresta Mount, aproximadamente a 500 metros de distância da Estrada 6, eram de Tori Stafford. A criança foi encontrada nua da cintura para baixo, usando apenas a camiseta da Hannah Montana e um par de brincos de borboleta que tinha pedido emprestado à sua mãe. A sua metade de baixo estava significativamente decomposta.[4]

Durante a autópsia foi determinado que Tori tinha sofrido um espancamento que causou lacerações ao seu fígado e partiu costelas. e a sua eventual morte tinha sido causada por repetidas batidas na sua cabeça com uma picareta.

Julgamento[editar | editar código-fonte]

A 20 de Maio de 2009, a polícia acusou Michael Thoms Rafferty, de 28 anos, por homicídio em primeiro grau, e Terri-Lynne McClintic, 18 anos, por cumplicidade (para além de acusações menores) no rapto e morte de Tori. A Polícia Provincial de Ontário indicou que a mãe de Tori, Tara McDonald, era parente de McClintic[5]. McClintic ajudou a polícia nas buscas pelos restos de Tori Stafford depois de sua prisão, e o seu advogado disse que sua cliente "queria que a família de Tori soubesse que ela estava tentando encontrar o seu corpo".[6]

Em 28 de Maio de 2009, as acusações de McClintic foram alteradas para uma acusação de homicídio em primeiro grau e cárcere privado, e foi anunciado que os acusados iam ser julgados em separado.[7] Foi agendada uma aparição de McClintic no tribunal para 30 de Abril de 2010, mas foi imposta uma proibição pelo juiz nos eventos desse dia.[8] A proibição foi levantada em 9 de Dezembro de 2010, revelando que Terri-Lynne McClintic tinha-se declarado culpada de assassinato. Ela foi sentenciada à prisão perpétua.[9]

Em 5 de Março de 2012, teve início o julgamento de Michael Rafferty pelo rapto, abuso sexual e homicídio em primeiro grau de Tori Stafford. Em 11 de Maio, às 9:18 da tarde, o júri declarou Rafferty culpado de todas as acusações. Quatro dias depois foi sentenciado à prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional durante 25 anos.

Reclamando que as "instruções do juiz ao júri tinham sido violadas",[10] Rafferty recorreu ao Tribunal de Recursos de Ontário em 26 de Julho. O limite de 30 dias para o recurso passou na altura em que os papéis foram recebidos, mas isto foi atribuído à sua "incapacidade de usar o telefone ou contactar conselho legal",[10][11][12] e foi pedida uma extensão. Os papéis do recurso de Rafferty parecem ter sido preenchidos da Penitenciária de Kingston.[12] Foi concedida uma extensão ao seu recurso.

Em 10 de Junho de 2013, Michael Rafferty apareceu em vídeo numa proposta do seu recurso. Foi recusada ajuda legal no processo do seu recurso. Ainda se pode candidatar sob a Secção 684 do Código Criminal para que o Procurador Geral da Justiça de Ontário lhe atribua um advogado durante o seu recurso. A 12 de Agosto, Rafferty teve a sua audiência no tribunal adiada até 10 de Setembro de 2013. O recurso foi definido em moção em Dezembro de 2013 mas em 20 de Janeiro de 2016 ainda não havia material para preencher.[13]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. Nguyen, Linda (10 December 2010). «'Every day I ask myself why'». The Daily Gleaner. Woodstock, Ont. p. A13. Consultado em 12 December 2010  Verifique data em: |acessodata=, |data= (ajuda)
  2. Flyer containing info
  3. «Victoria Stafford - Missing Child». AMW.com. Consultado em 5 de maio de 2009 
  4. Aulakh, Raveena (April 3, 2012). «Tori Stafford's body too badly decomposed to determine 'sexual interference' (updated)». London Community News. London, Ontario. Consultado em 14 May 2012  Verifique data em: |acessodata=, |data= (ajuda)
  5. «Tori Stafford's mother knew 1 of 2 suspects arrested in her killing». CBC. May 20, 2009  Verifique data em: |data= (ajuda)
  6. «Mother of Tori Stafford doesn't think suspect can help police». CBC. May 22, 2009  Verifique data em: |data= (ajuda)
  7. «1st-degree murder charge laid against McClintic in Victoria Stafford killing Accused to be tried separately; Rafferty's lawyer hints at deal for McClintic». CBC News. 28 de maio de 2009. Consultado em 28 de maio de 2009 
  8. Daubs, Katie (May 1, 2010). «NDP justice critic slams publication ban on Tori Stafford case». Toronto Star. Consultado em 17 de maio de 2010  Verifique data em: |data= (ajuda)
  9. «Ban lifted: Woman pleaded guilty to Stafford's murder». CTV. Consultado em 9 de dezembro de 2010 
  10. a b «Michael Rafferty appealing conviction in Tori Stafford murder case». National Post. 2 de agosto de 2012. Consultado em 2 de agosto de 2012 
  11. «Michael Rafferty appeals conviction in Tori Stafford murder». The Star. 2 de agosto de 2012. Consultado em 2 de agosto de 2012 
  12. a b «Michael Rafferty appeals Tori Stafford murder conviction». CBC News. 2 de agosto de 2012. Consultado em 2 de agosto de 2012 
  13. http://www.lfpress.com/2016/01/20/child-killer-raffertys-slow-mo-appeal-raises-eyebrows

Links externos[editar | editar código-fonte]