Ateísmo agnóstico

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Ateísmo agnóstico, também chamado de Agnosticismo ateístico, é uma posição filosófica que engloba o ateísmo e o agnosticismo. Ateus agnósticos são ateus porque não possuem uma crença na existência de qualquer divindade, e agnósticos porque afirmam que a existência de uma divindade ou é incognoscível, em princípio, ou ainda é, de fato, desconhecida. O agnóstico ateu pode ser contrastado com o agnóstico teísta, que acredita que uma ou mais divindades existem, mas afirma que a existência ou não de tais é desconhecida ou não pode ser conhecida.[1][2][3]

História[editar | editar código-fonte]

Uma das primeiras definições de ateísmo agnóstico é a de Robert Flint, na sua Croall Lecture, de 1887-1888 (publicada em 1903 sob o título Agnosticism):

O ateu pode ser, contudo e não é raro, um agnóstico. Há um agnósticismo ateu e a combinação de ateísmo com o agnosticismo assim chamada não é incomum.[4]

Se um homem não conseguiu encontrar nenhuma boa razão para acreditar que existe um Deus, é perfeitamente natural e racional que ele não deveria acreditar que exista um Deus, e se assim for, ele é um ateu... se ele vai mais longe e, depois de uma investigação sobre a natureza e o alcance do conhecimento humano, termina na conclusão de que a existência de Deus é incapaz de ser provada, ele deixa de acreditar sobre o fundamento de que ele não pode saber o que é verdade, ele é um agnóstico e também um ateu - um agnóstico ateu - um ateu, porque é um agnóstico... então, é tão errado identificar o agnosticismo e o ateísmo quanto é igualmente errado separá-los como se um fosse exclusivo do outro...[4]

Ganhador do Prêmio Nobel, o filósofo Bertrand Russell tem sido chamado agnóstico ateu. Ele não acreditava em um deus, mas disse que um filósofo não poderia considerar-se um ateu real, porque a não-existência de um deus não pode ser definitivamente provada[5]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Harrison, Alexander James (1894). The Ascent of Faith: or, the Grounds of Certainty in Science and Religion (London: Hodder and Stroughton). p. 21. OCLC 7234849. OL 21834002M. «Let Agnostic Theism stand for that kind of Agnosticism which admits a Divine existence; Agnostic Atheism for that kind of Agnosticism which thinks it does not.»  (em inglês)
  2. Smith, George H (1979). Atheism: The Case Against God [S.l.: s.n.] p. 10-11. «Properly considered, agnosticism is not a third alternative to theism and atheism because it is concerned with a different aspect of religious belief. Theism and atheism refer to the presence or absence of belief in a god; agnosticism refers to the impossibility of knowledge with regard to a god or supernatural being. The term "agnostic" does not, in itself, indicate whether or not one believes in a god. Agnosticism can be either theistic or atheistic.» 
  3. Barker, Dan (2008). Godless: How an Evangelical Preacher Became One of America's Leading Atheists (New York: Ulysses Press). p. 96. ISBN 9781569756775. OL 24313839M. «People are invariably surprised to hear me say I am both an atheist and an agnostic, as if this somehow weakens my certainty. I usually reply with a question like, “Well, are you a Republican or an American?” The two words serve different concepts and are not mutually exclusive. Agnosticism addresses knowledge; atheism addresses belief. The agnostic says, “I don't have a knowledge that God exists.” The atheist says, “I don't have a belief that God exists.” You can say both things at the same time. Some agnostics are atheistic and some are theistic.» 
  4. a b Flint, Robert (1903). Agnosticism: The Croall Lecture for 1887–88 William Blackwood and Sons [S.l.] pp. 49–51. OL 7193167M.  (em inglês)
  5. Bertrand Russel, What is an agnostic? (em inglês)